Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Saiba Como Vai Este País

 Uma comédia de enganos - Só uma decisão do Presidente poderia travar esta catástrofe. Marcelo reconhecer que, afinal, o pretexto para a dissolução é falso e que aceitou a demissão do PM por via de um processo sem fundamento.    (Zita Seabra, OBSR)

A expressão “uma comédia de enganos” é de Shakespeare, mas aplica-se totalmente aos dias que acabamos de viver.

Ontem, o juiz responsável pelo processo, pomposamente chamado “Influencer”, reconheceu que nele não constam crimes de corrupção e enviou todos os arguidos para casa. Logo ali, à porta do tribunal, um dos advogados, muito batido na barra, explicou que o processo acabava morto em três dias.

Caíram, assim, os pressupostos que estiveram na origem das decisões solenemente tomadas e anunciadas. Mas, agora que os arguidos foram para casa, o que vai acontecer ao País? Tudo isto é uma catástrofe. Uma irresponsabilidade!

O Luar ...


 “O luar é a luz do sol vestida de humildade.”

(Teixeira de Pascoaes)

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (235)

Pela mão do primeiro-ministro, a honra do Regime e da República foi atirada aos cães. Falta “decência republicana” onde sobra “indecência socialista”. O partido fundador do Regime é afinal o partido dono do Regime. O partido fundador arrasta a República para a zona cinzenta da opacidade política. A Democracia portuguesa é afinal uma fraude que dilacera quem sente este País e detesta esta política. Fica apenas a prova de que Portugal não mudou para além da superfície. Fica apenas a imagem de um primeiro-ministro que nunca passou da superfície dos discursos políticos. A única herança do primeiro-ministro é o cinismo do falso progresso e o legalismo de uma República informal. (Carlos Marques de Almeida, ECO)

O maiúsculo ou minúsculo Estado nunca impedirá a função das oligarquias no indispensável e regular funcionamento das instituições. Por isso o governo nacionalizou para privatizar. Por isso o governo privatizou para nacionalizar. A lógica está em manter a circulação dos benefícios entre os oligarcas a prejuízo da Nação. Porque a Nação paga em impostos as más decisões dos oligarcas e as más práticas dos políticos. (...)

E como ficam os portugueses no meio do descalabro? Os portugueses oscilam entre o “povo ordeiro” e o ódio ao Estado. O “povo ordeiro” porque depende do Estado e do assistencialismo público. O ódio ao Estado porque o Estado é a sucessão das tribos que mantêm Portugal pobre e atrasado. Aos portugueses resta votar com uma “explosão de raiva”. Votar como quem se revolta. Votar para mudar a paisagem política. Votar para recuperar os farrapos de um País estilhaçado. (ler texto completo)     

De Tudo Ficaram Três Coisas ...

A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

(Fernando Sabino)

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde


Saiba Como Vai Este País


Há uma estratégia clara de tentar matar o processo à nascença -  Quando se passa um dia a discutir um lapso na transcrição de uma escuta, ou uma portaria que o Ministério Público terá interpretado erradamente, o que não é verdade, isso tem um significado claro. Não se trata de um normal escrutínio da investigação. Trata-se de uma operação de demolição da credibilidade do MP. (Eduardo Dâmaso, CM)

Seja o que for que este processo venha a ser, estamos perante uma estratégia clara de tentar matar o caso à nascença, agora que os predicadores do antijusticialismo estão a ocupar a arena. Deste processo, mais do que qualquer outro, vai depender a sanidade desta democracia. Não apenas da Justiça ou da política. As fasquias que estão a colocar ao MP são sintomas da guerra sibilina que começa a nascer. Há uma casta que não quer ser incomodada. Que, nesta matéria da integridade, só faz leis-cartaz, como diria Marcelo. São para existir, para aplicar aos inimigos, mas não para punir os ‘legisladores’ e detentores do poder. 

A Frase (234)

Mário Centeno afirmou ao FT que foi convidado por Marcelo e Costa para liderar o Governo. Marcelo desmentiu e o governador assumiu a mentira. A mentira é uma falha grave?    (António Costa, ECO)

Há uma ironia trágica nisto. Costa pensou em si próprio e na sua salvação quando decidiu anunciar ao país que tinha feito um convite a Mário Centeno para lhe suceder, o governador pensou em si quando decide dar uma declaração ao FT em que envolve o Presidente da República no convite, e acaba por admitir, implicitamente, que estaria disponível para ser primeiro-ministro do governo socialista. O desmentido formal do Presidente da República — na madrugada desta segunda-feira — é tão inusitada como grave, e já está na imprensa internacional. Depois das notícias sobre a demissão do primeiro-ministro por causa de investigações judiciais em casos de corrupção, só faltava mesmo isto para prejudicar a imagem do país.

Este desmentido, de resto, leva este problema a outro patamar:

Se Centeno mentiu, há uma falha grave, certo? O que diz o Estatuto do Sistema Europeu dos Bancos Centrais e do BCE, no seu artigo 12º,4?  (ler texto completo)

Olha-me De Novo Com Menos Altivez


Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

(Hilda Hils)

domingo, 12 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde