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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim da Tarde


A Frase (236)

Ao cidadão comum causa perplexidade que um assunto de gravidade suficiente para envolver o primeiro-ministro e poder demitir o Governo não seja analisado, reanalisado, ponderado, pensado e que, quando se chega à fase de intervenção, não se tenham certezas absolutas do que se vai comprometer.          (Jorge Conde DN)
 
O Presidente da República, sem uma resposta clara do Conselho de Estado, decide dissolver um Parlamento com uma maioria que garantiria estabilidade ao País durante mais três anos e arrastar-nos para uma crise governativa sem fim à vista. Não é possível prever quando e que Governo teremos. A probabilidade de se encontrar uma solução mais estável a 10 de março é uma miragem. Claro que a atual maioria e o primeiro-ministro como seu líder não garantiram uma estabilidade governativa intocável, tendo existido um número de demissões no Governo inadmissível.

Os portugueses têm-se demitido da sua responsabilidade na manutenção da democracia, com a crescente abstenção nas urnas e com a crescente opção por movimentos políticos nos extremos do exercício democrático. Esta crise tem tudo para fomentar o aumento desta desresponsabilização. Cabe aos partidos centrais da democracia serem capazes de aproveitar esta campanha para mostrar que continuam a ser solução e que são capazes de criar respostas, sob pena de nos vermos todos reféns de vontades minoritárias e extremistas. (excertos do texto 'Savem a Política' ,JC, DN)

Coisas Boas Acontecem ...


Coisas boas acontecem para quem acredita.
Coisas melhores acontecem para quem é paciente.
As melhores coisas acontecem para quem não desiste.

Boa noite!

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

 Uma comédia de enganos - Só uma decisão do Presidente poderia travar esta catástrofe. Marcelo reconhecer que, afinal, o pretexto para a dissolução é falso e que aceitou a demissão do PM por via de um processo sem fundamento.    (Zita Seabra, OBSR)

A expressão “uma comédia de enganos” é de Shakespeare, mas aplica-se totalmente aos dias que acabamos de viver.

Ontem, o juiz responsável pelo processo, pomposamente chamado “Influencer”, reconheceu que nele não constam crimes de corrupção e enviou todos os arguidos para casa. Logo ali, à porta do tribunal, um dos advogados, muito batido na barra, explicou que o processo acabava morto em três dias.

Caíram, assim, os pressupostos que estiveram na origem das decisões solenemente tomadas e anunciadas. Mas, agora que os arguidos foram para casa, o que vai acontecer ao País? Tudo isto é uma catástrofe. Uma irresponsabilidade!

O Luar ...


 “O luar é a luz do sol vestida de humildade.”

(Teixeira de Pascoaes)

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (235)

Pela mão do primeiro-ministro, a honra do Regime e da República foi atirada aos cães. Falta “decência republicana” onde sobra “indecência socialista”. O partido fundador do Regime é afinal o partido dono do Regime. O partido fundador arrasta a República para a zona cinzenta da opacidade política. A Democracia portuguesa é afinal uma fraude que dilacera quem sente este País e detesta esta política. Fica apenas a prova de que Portugal não mudou para além da superfície. Fica apenas a imagem de um primeiro-ministro que nunca passou da superfície dos discursos políticos. A única herança do primeiro-ministro é o cinismo do falso progresso e o legalismo de uma República informal. (Carlos Marques de Almeida, ECO)

O maiúsculo ou minúsculo Estado nunca impedirá a função das oligarquias no indispensável e regular funcionamento das instituições. Por isso o governo nacionalizou para privatizar. Por isso o governo privatizou para nacionalizar. A lógica está em manter a circulação dos benefícios entre os oligarcas a prejuízo da Nação. Porque a Nação paga em impostos as más decisões dos oligarcas e as más práticas dos políticos. (...)

E como ficam os portugueses no meio do descalabro? Os portugueses oscilam entre o “povo ordeiro” e o ódio ao Estado. O “povo ordeiro” porque depende do Estado e do assistencialismo público. O ódio ao Estado porque o Estado é a sucessão das tribos que mantêm Portugal pobre e atrasado. Aos portugueses resta votar com uma “explosão de raiva”. Votar como quem se revolta. Votar para mudar a paisagem política. Votar para recuperar os farrapos de um País estilhaçado. (ler texto completo)     

De Tudo Ficaram Três Coisas ...

A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

(Fernando Sabino)

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde