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domingo, 31 de março de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Páscoa

 


Páscoa é luz, renascimento, fé, paz e esperança
De um mundo melhor com mais fraternidade
Como uma canção que se reveste de alegria todos os anos.

Feliz Dia de Páscoa!

Nota: O Significado E Os Símbolos Da Páscoa

sábado, 30 de março de 2024

As Nossas Raízes Mergulham Fundo No Passado

A cultura europeia brotou do encontro entre a razão e a fé cristã. Hoje, a pretensão de neutralidade impede-nos de reconhecer quem somos. Temos de nos reencontrar com o que forjou a nossa civilização

(...)As nossas raízes mergulham fundo no passado. Fomos marcados pela modernidade, mas não nascemos com ela. (...)
Filhos, enfim, de um entrelaçamento frutífero de fé e razão, que não se negam mutuamente, mas caminham lado a lado, reforçando-se uma à outra e podando-se reciprocamente dos excessos.

O tempo cindiu-se ao meio – antes de Cristo e depois de Cristo – e o mundo mudou para sempre. Aos Gálatas, Paulo anunciava: «não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus» (Gl 3, 28). Todos os combates pela igualdade, mais ou menos bem direccionados, são herdeiros deste clamor do Apóstolo.

Claro que a Europa, hoje, em 2024, se transformou num caldo de culturas bastante mais complexo. Recebemos muita gente, vinda de muitas proveniências, e a nossa própria certeza acerca de quem somos parece esbater-se na névoa da pós-modernidade. (...)

Às vezes, achamos mesmo que a convivência com as outras culturas fica mais fácil e mais justa quando tornamos tudo neutral, asséptico, desprovido de qualquer carga religiosa. Esta abordagem, porém, tem vários problemas. Um deles é que não nos é possível, por muito que o tentemos, ocultar quem somos. A sombra do passado surpreende sempre os mais incautos e espreita por entre as frestas das mais improváveis paredes.  (...)

 O sistema liberal em que vivemos só concede direito de cidadania ao indivíduo e à grande Humanidade. Lida mal com o particularismo, com os corpos intermédios, com a nação, com o bairro, com a terra, com o sotaque, com o costume local, com o compasso pascal e a procissão de Corpo de Deus, os sinos a marcar as horas do dia e as figuras tradicionais de autoridade. Mas, às vezes, a pretensão da neutralidade desfigura-nos a identidade e impede-nos de reconhecer quem somos. (...)

Deste modo, podemos acabar como Peter Schlemihl, o protagonista do conto de Chamisso que, em troca de prosperidade e progresso, vende ao diabo a própria sombra e vem a tornar-se num homem inseguro, envergonhado e solitário, sem rasto e sem memória, para sempre desamparado.

Neste tempo de Páscoa, tempo de morte e de ressurreição, tempo de triunfo e de novos começos, faremos bem em cuidar da nossa sombra e em reencontrarmo-nos com as grandes verdades que forjaram a nossa civilização e que permanecem, hoje mesmo, tão vivas e eficazes como há dois mil anos. Quem não sabe de onde vem não pode saber onde está, nem, muito menos, para onde deve ir.     (exertos do texto de António Pedro Barreiro, OBSR)

Frase (72)

André Ventura parece-me que partilha com António Costa um interesse absoluto pelo exercício do poder e uma razoável indiferença pelos resultados que o exercício desse poder possa ter sobre as pessoas comuns.
(Henrique Pereira Dos Santos, OBSR)

Durante muito tempo a normalidade democrática garantia aos partidos dominantes um futuro com altos e baixos, mas um futuro.(...)

O Chega, tem uma necessidade absoluta de não perder o impulso que lhe tem permitido questionar a alternância democrática assente no bipartidarismo, à boleia das oportunidades que António Costa abriu em 2015, com a sua, de António Costa, indiferença pelas instituições. (...)

Aparentemente, a AD adoptou, uma estratégia base de sobrevivência – o reforço das instituições e da normalidade democrática – que na verdade é o que melhor lhe permite distinguir-se da “necessidade de caos” que acredita que alimenta o Chega. 

É uma estratégia de risco, que nunca terá o apoio da imprensa, quer porque a imprensa vive da efervescência da novidade permanente, quer porque os jornalistas de política são, quase sempre, viciados na quadrilhice, para além de ser uma estratégia com grande grau de incerteza e que demora a dar resultados.

Eu acho que é um risco que vale a pena correr.

Sociedade Universal


 “Cada região da terra tem uma alma sua, raio criador que lhe imprime o cunho da originalidade. 
A natureza infiltra em todos os seres que ela gera e nutre aquela seiva própria;
e forma assim uma familia na grande sociedade universal.”

(JOSÉ ALENCAR)

sexta-feira, 29 de março de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (71)

 

Esta é a encruzilhada política em que nos encontramos: ineficácia e caos, oferecidos numa bandeja pelos incompetentes, e ilusões e intolerância, armadilhadas pelos aspirantes a ditadores; ou, numa verdadeira alternativa, com criatividade, lisura e tolerância, que são as bandeiras que os democratas devem desfraldar sem hesitações.   (Victor Ângelo, DN)

Em certas sociedades europeias e noutras, a opinião política deixou de ser construída à volta de ideais e de planos. O slogan populista basta. As expressões esquerda e direita perderam o sentido, tornaram-se ocas e transformaram-se em capelas erguidas à volta de certas personalidades, sobretudo as que têm uma voz grossa, um pensamento simplista e um desprezo evidente por outros segmentos da sociedade.

A demagogia é o terreno fértil dos oportunistas e dos caciques primários. O desafio é combatê-la com serenidade e coragem. Não é fácil manter o sangue-frio. Mas temos de nos lembrar que a exaltação e o enraivecimento são as ratoeiras que os extremistas nos colocam no caminho. Não podemos cair nessas armadilhas.

Chove


A chuva cai. 
Os telhados estão molhados,
Os pingos escorrem pelas vidraças.
O céu está branco,
O tempo está novo.
A cidade lavada.
A tarde entardece,
Sem o ciciar das cigarras,
Sem o jubilar dos pássaros,
Sem o sol, sem o céu.
Chove.
A chuva chove molhada,
No teto dos guarda-chuvas.
Chove.
A chuva chove ligeira,
Nos nossos olhos e molha.
O vento venta ventado,
Nos vidros que se embalançam,
Nas plantas que se desdobram.
Chove nas praias desertas,
Chove no mar que está cinza,
Chove no asfalto negro,
Chove nos corações.
Chove em cada alma,
Em cada refúgio chove;
E quando me olhaste em mim,
Com os olhos que me seguiam,
Enquanto a chuva caía
No meu coração chovia
A chuva do teu olhar.

(Ana Cristina César)

quinta-feira, 28 de março de 2024

O Sonho ...


“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma.
O sonho é o que temos de realmente nosso,
de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.”

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 27 de março de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde