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quinta-feira, 8 de maio de 2025

O Atual Papa

Leão XIV.

 Robert Francis Prevost Martínez O.S.A. é o atual papa. Trabalhou no Peru de 1985 a 1986 e de 1988 a 1998 como pároco, funcionário diocesano, professor de seminário e administrador. Passou os anos de 1987 a 1988 e de 1998 a 2001 nos Estados Unidos, radicado em Chicago e trabalhou na ordem agostiniana.

Nascimento: 14 de setembro de 1955 (idade 69 anos), Chicago, Illinois, EUA

Nomeado arcebispo: 30 de janeiro de 2023
Papa: Sede vacante

Título: Santa Mônica (2023-2025); Albano (desde 2025)

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (116)

Tal como nos outros países, tradicionalmente, não se discute a política externa nem os desafios de um novo contexto internacional, apesar de ser este novo enquadramento ser a causa da maior parte dos desafios a que as políticas nacionais têm que responder.    (Cátia Miriam Costa, JEconómoco)

Este posicionamento não deixa de ser curioso, sobretudo, nos países mais desenvolvidos, com uma opinião pública mais atenta, pois faz transparecer a falta de consciência das consequências diretas de décadas de globalização que generalizaram o conceito de interdependência. Se, por um lado, os defensores das interdependências afirmam ser este o melhor caminho para a paz, porque incrementa as interações entre os vários países, por outro lado, os detratores da globalização veem nesta um sério ataque à soberania e às economias nacionais. (...)

O ponto de viragem ocorre quando algumas das economias menos desenvolvidas se tornam agentes de globalização e começaram a subir na cadeira de valor dos produtos sofisticados. A China é o protagonista mais reconhecido enquanto tal, mas países como a Turquia, a Índia, o Brasil e o México, por exemplo, pela dimensão da sua força de trabalho e dos seus segmentos de consumidores representam um novo desafio para a orgânica tradicional da globalização. (...)

Existe esperança de que haja coordenação entre os estados e que a transição para um mundo menos globalizado não signifique forçosamente o conflito. O reposicionamento de alguns estados e cooperação inter-regional podem ser a chave de uma governação global mais fraturada, mas responsiva a questões como a urgência climática, a governação do mar e as necessárias transições para a sustentabilidade.

O Rio


Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não tenha as trevas da noite.
Se há estrelas nos céus, reflete-las.

E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundezas tranquilas.

(Manuel Bandeira)

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde


A Frase (115)

O direito à habitação não se garante por decreto — quando a ideologia manda, o mercado paralisa e a crise agrava-se.    (João Tovar Jalles, ECO)

O debate sobre a crise da habitação em Portugal está a ser tomado por uma lógica perigosamente simplista. O problema é real — e sim, os preços de compra e arrendamento de casa atingiram níveis historicamente elevados, tornando o acesso à habitação cada vez mais difícil para uma parte significativa da população. 

Mas as soluções propostas, sobretudo por setores à esquerda, são um misto de demagogia, obsessão ideológica e negação da realidade económica. 

Estamos a assistir à repetição de um erro clássico: identificar o sintoma (preços altos) e propor um remédio que agrava a doença (controlo de rendas, congelamento de preços, mais subsídios à procura). O raciocínio é, claro está, politicamente sedutor: se as casas estão caras, então basta “obrigar” os preços a baixar. Mas esta visão ignora as regras mais básicas da economia — e tem consequências devastadoras. (...)

A resposta racional seria aumentar a oferta: facilitar a construção, simplificar os licenciamentos, mobilizar solo urbanizável, criar condições para que mais pessoas coloquem imóveis no mercado.(...)

Em vez disso, o que se vê é uma tentativa dos setores à esquerda de “corrigir” os preços por decreto, impondo tetos, limites e obrigações que apenas reduzem ainda mais a oferta. O controlo de rendas é o exemplo de medida proposta mais flagrante. Apresentado como uma medida “social” e “justa”, esta tem um histórico comprovado de falhanços. (...)

Começar ...

 
A única alegria no mundo é começar. 
É bom viver porque viver é começar sempre, 
a cada instante.

(Cesare Pavese)

terça-feira, 6 de maio de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

É uma ilusão considerar que há políticas públicas em Portugal com poder para contrariar a mudança que temos no horizonte, desencadeadas pelas exigências na Defesa e pela guerra comercial.  (Helena Garrido,OBSR)

O debate de todos contra todos com representação parlamentar, na RTP como nas rádios, acabou por ser mais rico do que os frente-a-frente. Mas deixou à mesma o sabor amargo de estarmos a infantilizar eleitores, com todos os protagonistas a evitarem os temas que mais impacto vão ter nas nossas vidas a breve prazo. O investimento em Defesa e a guerra comercial aberta por Donald Trump reúnem condições para alterar estruturalmente as sociedades europeias no pilar fundamental que é o Estado Social.

O tema está a ser evitado, mas mais cedo ou mais tarde vai bater-nos à porta. Parece óbvio que não vai ser possível manter um Estado Social tão generoso quanto era quando a potência americana desempenhava uma das funções de soberania que cabe aos Estados, a Defesa. Vai haver escolhas a fazer que não vão ser fáceis. Esperemos que, pelo menos, no calor da campanha eleitoral, AD e PS não caiam na tentação de fazer promessas manifestamente impossíveis de cumprir, uma vez que nem aquilo que o Estado Social já nos dá poderemos ter capacidade de manter.

Podemos ter uma surpresa muito desagradável quando a economia entrar em crise – porque é mesmo uma questão de quando, porque acontecerá.(...)

Luís Montenegro seguiu o mesmo caminho. Se repararmos bem, segmentou – como continua a fazê-lo em campanha – o país em grupos de votantes e foi adoptando as medidas que lhes agradam ou preocupam. A imigração, que há um ano era um tabu, é um dos exemplos que não envolve dinheiro, mas que vai meticulosamente ao eleitorado do Chega, esvaziando uma das suas bandeiras. Em onze meses Luís Montenegro geriu o ciclo para ir a eleições e o que é espantoso é que não esteja mais distanciado do PS. (...)

Os resultados eleitorais vão dizer-nos quanto ainda nos vai poder custar, caso o dia 18 de Maio produza o mesmo equilíbrio de forças. 

Nos tempos desafiantes que vivemos, o que nos está a acontecer, como o que nos aconteceu nos últimos dez anos, em nada contribui para o desenvolvimento do país. Ninguém ganha eleições com a verdade, costuma dizer-se. O problema é que, neste momento, a não verdade, a ilusão que nos espera uma prosperidade fácil com um Estado generoso, pode ser mais cara.

A Frase (114)

O mais eletrizante Presidente da história da democracia decidiu ficar apagado quando o país precisava que utilizasse o seu maior poder: a palavra. A justificação? Campanha e um debate a dois.      (RuiPedro Rodrigues, OBSR)