O Governo mostra-se ambicioso e disponível até para correr riscos, se levarmos em conta que divulgou um calendário. A partir de Setembro vai apresentar propostas de alterações legislativas nos códigos do procedimento e do processo administrativos e da contratação pública. E quer que a reorganização dos ministérios, agora iniciada com a Educação, esteja concluída até ao final do primeiro semestre do próximo ano, seguindo-se a transformação digital e organizacional. Ainda que, como se percebe, uma e outra estejam interligadas.
Não é fácil acreditar que desta vez é que vamos ter a grande reforma do Estado, talvez porque isso é manifestamente impossível. Há aliás um aspecto que pode deitar tudo a perder, que é a resistência passiva, caso não se esteja a fazer as mudanças com as pessoas. Mas se o Governo, além da reorganização interna do Estado, identificar os procedimentos que mais tempo fazem perder as empresas e os cidadãos, e se os simplificar, teremos dado mais um passo no sentido da desburocratização. Aprendendo com o que foi bem e mal feito no passado. (Helena Garrido, OBSR)
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terça-feira, 5 de agosto de 2025
A Frase (182)
A Iniciativa Liberal vai poder deixar de maçar todos com aquela conversa gasta de que são “um partido de ideias e não de figuras” e outras variações. Não são. Neste aspeto muito concreto, fazem igual ou pior ao que se vai fazendo noutros partidos. E é difícil descortinar como é que um partido que se diz tão amigo da inovação, da criatividade, do rasgo, da ousadia, do empreendedorismo, do mérito… escolha frequentemente os seus líderes e candidatos em circuito fechado. (Miguel Santos Carrapatoso, OBSR)
Talvez isso explique a pobreza programática do partido nos últimos meses. Além de uma fixação quase juvenil pela motosserra de Javier Milei e de umas críticas desgarradas a Luís Montenegro (o tal que em maio era um parceiro de governação perfeitamente confiável e sedutor), vai faltando aos liberais um rumo evidente. Mariana Leitão poderá sempre dizer que começou agora e que precisa de tempo. É perfeitamente razoável. E terá esse tempo. Mas os sinais que se vão acumulando não auguram nada de bom: a IL parece caminhar alegre e empenhadamente para a irrelevância.
Talvez isso explique a pobreza programática do partido nos últimos meses. Além de uma fixação quase juvenil pela motosserra de Javier Milei e de umas críticas desgarradas a Luís Montenegro (o tal que em maio era um parceiro de governação perfeitamente confiável e sedutor), vai faltando aos liberais um rumo evidente. Mariana Leitão poderá sempre dizer que começou agora e que precisa de tempo. É perfeitamente razoável. E terá esse tempo. Mas os sinais que se vão acumulando não auguram nada de bom: a IL parece caminhar alegre e empenhadamente para a irrelevância.
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Guardas prisionais sem data para terminar greve no Linhó
- Cinco feridos após explosão numa conduta de gás em Sousel
- Arouca. Desativado Plano de Emergência e Proteção Civil
- PS coliga-se com o PAN e negoceia com o Livre em Braga
- PCP: Governo querer desmantelar serviço público de educação
- Declarações da ministra do Trabalho são insultuosas
- Vítor Caldeirinha lidera portos de Lisboa e Setúbal
- Tarifas tornam “inviável” exportar cacau do Brasil para EUA
- EDPR encaixa 160 milhões com venda de parque em Espanha
- Lealdade à Tesla em queda desde que Musk apoiou TrumpLisboa arrisca ter 50 dias por ano com mais de 35 graus. É preciso transformá-la numa ‘cidade-esponja’
- Cynthia Valente
- Hamas diz que permite assistência a reféns se Israel suspender ataques aéreos e abrir corredores humanitários
- Kremlin reage a Trump e avisa: “Numa guerra nuclear não há vencedores”
- Heliportugal vai continuar a operar três helicópteros do Estado de combate aos fogos
- Vítor Caldeirinha é o novo presidente dos portos de Lisboa e Setúbal
- EDP Renováveis vende portefólio solar em Espanha no valor de 160 milhões
- Lisboa inicia semana em alta. Mota-Engil dispara quase 6%
- Trump anuncia "tarifas substanciais" à Índia por comprar petróleo russo
- Espanhola Brunchit toma o lugar da portuguesa Miss Pavlova na Ribeira do Porto
- Americana Palantir forma um novo multimilionário. Já são cinco
- Dos relógios ao chocolate passando pelo queijo. O que ameaçam as tarifas de Trump à Suíça
- Ricardo Mendes é o 47.º Mais Poderoso de 2025
- Aposta em novos cortes pela Fed empurra Wall Street para o verde
- Seguros de Saúde registam forte crescimento em 2024
- PSI fecha no ‘verde’. Mota- Engil dispara mais de 5%
- Municípios não agregados em escassez hídrica sem penalização de 15% no acesso a fundos
- “Maior derrota desde 1515”: Suíça em choque após Trump aplic despedida da MAC? ULS desconhece “status de saúde” da profissional
- Mobyfinder, a primeira app a prever disponibilidade de postos de carregamento para Veículos Elétricos
- Juiza de instrução Ana Sofia Fernandes vai ser a nova inspetora-geral de Justiça
- Trump anuncia "tarifas substanciais" à Índia por comprar petróleo russo
- Prepare-se para ondas de calor cada vez "mais longas e severas" A próxima começa já na sexta"Anticiclone muito intenso" vai trazer nova vaga de calor dentro de dias "Este poderá ser o agosto mais quente dos últimos 15 ou 20 anos em Portugal"
- Como as energias renováveis podem "apagar" fogos antes deles acontecerem
- GNR identifica possível suspeito de ter ateado incêndio em Vila Real durante reportagem da CNN36 incendiários apanhados em flagrante este ano
A Frase (181)
Ao reconhecer a Palestina agora, sem que daí resulte qualquer ganho tangível, a Europa desperdiçará uma das armas mais potentes do seu arsenal diplomático.
Apesar destes e outros problemas, Portugal juntou-se ao grupo que pressiona Israel. Impôs, contudo, seis condições prévias, em grande medida comuns aos demais países que agora se prestam ao reconhecimento. Primeiro, a condenação dos actos terroristas do Hamas e o desarmamento desta organização terrorista. Segundo, a libertação incondicional e imediata de reféns e prisioneiros. Terceiro, o compromisso com uma reforma institucional interna e a marcação de eleições. Quarto, a aceitação do princípio de um Estado palestiniano desmilitarizado, cuja segurança externa seja garantida por forças internacionais. Quinto, retomar a administração e o controlo total da Faixa de Gaza, com saída do Hamas. Por último, o reconhecimento do Estado de Israel e das necessárias garantias de segurança.
Apesar destes e outros problemas, Portugal juntou-se ao grupo que pressiona Israel. Impôs, contudo, seis condições prévias, em grande medida comuns aos demais países que agora se prestam ao reconhecimento. Primeiro, a condenação dos actos terroristas do Hamas e o desarmamento desta organização terrorista. Segundo, a libertação incondicional e imediata de reféns e prisioneiros. Terceiro, o compromisso com uma reforma institucional interna e a marcação de eleições. Quarto, a aceitação do princípio de um Estado palestiniano desmilitarizado, cuja segurança externa seja garantida por forças internacionais. Quinto, retomar a administração e o controlo total da Faixa de Gaza, com saída do Hamas. Por último, o reconhecimento do Estado de Israel e das necessárias garantias de segurança.
Caso haja um módico de rigor na obediência a estes critérios, são duas as hipóteses possíveis. A primeira, mais provável, é o não reconhecimento da Palestina. (Diogo Noivo, DN)
A segunda, mais desejável, é o ambicionado reconhecimento. Mas para que tal aconteça o Hamas tem de desaparecer, pelo menos na sua forma actual, sob pena de ser impossível cumprir os pontos primeiro, quarto e quinto.
Logo, o reconhecimento da Palestina implicará outro, bastante mais espinhoso: reconhecer que Netanyahu desempenhou um papel fundamental no enfraquecimento do Hamas.
A segunda, mais desejável, é o ambicionado reconhecimento. Mas para que tal aconteça o Hamas tem de desaparecer, pelo menos na sua forma actual, sob pena de ser impossível cumprir os pontos primeiro, quarto e quinto.
Logo, o reconhecimento da Palestina implicará outro, bastante mais espinhoso: reconhecer que Netanyahu desempenhou um papel fundamental no enfraquecimento do Hamas.
A Primeira Linha Ferroviária De Alta Velocidade Em Portugal
Foi esta semana assinado o contrato de concessão da primeira linha ferroviária de alta velocidade em Portugal, que ligará o Porto (Campanhã) a Oiã, correspondendo ao primeiro troço da futura ligação Lisboa-Porto. Um momento histórico, que merece ser sublinhado e que nos convida a destacar quatro razões para celebrar. (José Mendes, DN)
Começamos com o tiro de partida que muitos já julgavam impossível. Durante décadas, a alta velocidade em Portugal foi um tema intermitente, tantas vezes prometido, tantas vezes adiado, até cair na categoria das ideias bonitas mas politicamente inviáveis. Muitos já tinham perdido a esperança de viajar, em poucas horas, entre as duas maiores cidades do país, num comboio moderno, rápido e eficiente. Este contrato é, finalmente, o ponto de não retorno: a primeira máquina está prestes a entrar em marcha e, com ela, a certeza de que o país se prepara para dar um salto que peca por tardio, mas que será transformador.
Começamos com o tiro de partida que muitos já julgavam impossível. Durante décadas, a alta velocidade em Portugal foi um tema intermitente, tantas vezes prometido, tantas vezes adiado, até cair na categoria das ideias bonitas mas politicamente inviáveis. Muitos já tinham perdido a esperança de viajar, em poucas horas, entre as duas maiores cidades do país, num comboio moderno, rápido e eficiente. Este contrato é, finalmente, o ponto de não retorno: a primeira máquina está prestes a entrar em marcha e, com ela, a certeza de que o país se prepara para dar um salto que peca por tardio, mas que será transformador.
Num Mundo Onde As Conexões São Superficiais
Num mundo onde as conexões são superficiais e a lealdade é testada diariamente,
saber filtrar o que diz — e a quem — é uma forma de autopreservação.
domingo, 3 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Deslocados pelo conflito entre Tailândia e Camboja regressam
- Ruben Amorim ambiciona treinar o Man United durante 20 anos
- Kalle Rovanperä conquista Rali da Finlâbdia
- O inesperado deu lugar a uma emotiva luta... nas boxes
- Plantar árvores, precisa-se!
- Marie e a insónia: "Estamos perto da psicose às 4 da manhã"
- OPEP+ aumenta oferta para 547 mil barris/dia
- Sem ‘semear’ investimento, não há novas startups a nascer
- Cinco distritos em alerta vermelho devido ao calor
- Milei veta aumento de pensões para garantir défice zero
- GNR inicia na segunda-feira ação de fiscalização rodoviária
- Ministra do Trabalho defende que "nem todas as pessoas querem ter um contrato de trabalho sem termo"
- Detidos nos últimos dias oito homens por abusos contra menores - a maior parte filhas ou familiares
- Situação de alerta. Mais de 90 fogos combatidos por cerca de 1.980 operacionais
- Chefe da diplomacia da UE exige libertação de reféns israelitas após imagens "aterradoras"
- A cozinha contemporânea do Cantinho do Avillez tem novos sabores
- Restauração alimenta subida de vendas do Pingo Doce
- Grandes tecnológicas brilham nos resultados. Já valem 18,5 biliões de dólares em bolsa
- OPEP+ aumenta oferta para 547.000 barris diários a partir de setembro
- Livros para as férias – Parte V
- O ecrã mágico
- Partidos afinam estratégias. Conheça as apostas para as autárquicas
- Tarifas de Trump podem custar até 1,1 mil milhões à Apple no quarto trimestre
- “É o preconceito contra a flexibilização que tem conduzido a salários baixos”
- Nem santo nem jagunço
- “Previsibilidade e tempo de execução são os fatores críticos para o investimento”, diz advogado João Quintela Cavaleiro
- Zelensky diz estar a trabalhar para concretizar troca de prisioneiros com a Rússia
- Chefe da diplomacia da UE exige libertação de reféns após imagens “aterradoras”
- Incêndios: Mais de 90 fogos em Portugal combatidos por cerca de 1.980 operacionais
- Todos os concelhos de Bragança, Viseu e Castelo Branco em risco máximo de incêndio
- Calor extremo e incêndios. Portugal em estado de alerta até quinta-feira
- EUA: tarifas também já servem para impor política de Israel em GazaCalor põe cinco distritos em alerta vermelho na segunda e terça
- Marinhais antecipou fogo de artifício para fugir à proibição do Governo. A Internet não perdoou: “Podiam enfiar os foguetes…” "É uma falta de respeito lançar fogo de artifício, sabe deus como é que os bombeiros estão"
- Rússia já perdeu mais de um milhão de soldados desde o início da invasão
- Submarinos nucleares dos EUA estão em marcha em resposta à Rússia. Eis o que podem fazer
- Ucrânia deteta esquema que envolvia deputados e oficiais, Zelensky promete “tolerância zero”
- "Imagens lembram crimes nazis": Netanyahu pede ajuda à Cruz Vermelha para enviar comida aos reféns do Hamas em Gaza
- Hamas acusa enviado especial dos EUA de tentar “embelezar a ocupação” durante visita a Gaza. E avisa: não se desarmará até existir Estado palestiniano (com Jerusalém como capital)
- "Acho difícil conceber". Ministra diz que mães amamentam "até à escola primária" para ter horário reduzido
- “Não é uma obra normal”. Trump quer deixar um salão de baile na Casa Branca, os historiadores abanam a cabeça (mas não dessa forma)
A Política Habitacional Do Estado Novo Na Década de 40, Do Século Passado
Queiramos ou não, há muito a aproveitar do antigo regime. Há anos fiz um trabalho de catalogação na biblioteca da minha escola, quando deparei com um 'livrinho' com cerca de 10 folhas escrito à máquina sobre as normas de construção de Bairros que fizeram parte da política habitacional do EN. Aqui vai alguns tópicos que ainda lembro.
Todas as casas eram geminadas, e tinham quintal.
Eram atribuídas a quem as solicitavam, de acordo com:
- o vencimento de cada família
- o número de filhos
- o comportamento social
Construção:
- número e dimensão dos quartos, sala comum, alguns com lareira, casa de banho e cozinha.
- 2 tipos de casa de 3 assoalhadas, .à escolha
- 2 tipos de 4 assoalhada à escolha
- 6 ou 7 assoalhadas (não lembro)
Pagamento:
- de acordo com a casa
- pagamento sem alteração durante (não me lembro, mais à volta de 25 nos)
- ao fim dos "25 anos " passava a propriedade do utilizador.
(Já não sei se havia mais normas ou não)
Nota: Esses Bairros, eram muito bem cuidados pelos utilizadores, porque mais tarde poderiam tomar posse das suas casas
Bebo Sozinho Ao Luar
Entre as flores há um jarro de vinho.
Sou o único a beber: não tenho aqui nenhum amigo.
Levanto a minha taça, oferecendo-a à lua:
com ela e a minha sombra, já somos três pessoas.
Mas a lua não bebe, e a minha sombra imita o que faço.
A sombra e a lua, companheiras casuais,
divertem-se comigo, na primavera.
Quando canto, a lua vacila.
Quando danço, a minha sombra se agita em redor.
Antes de embriagados, todos se divertem juntos.
Depois, cada um vai para a sua casa.
Mas eu fico ligado a esses companheiros insensíveis:
nossos encontros são na Via Láctea.."
Li Po (Tradução de Cecília Meireles)
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