No entanto, nem tudo é progresso. A par da inovação tecnológica, cresce um fenómeno silencioso: a erosão das nossas capacidades humanas. A inteligência artificial, ao assumir tarefas do nosso dia-a-dia, traz consigo um custo que raramente é discutido, a perda gradual da nossa autonomia cognitiva.
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terça-feira, 19 de agosto de 2025
A Frase (190)
A inteligência artificial está a aumentar a produtividade e a acelerar o nosso ritmo, mas será à custa da nossa capacidade de pensar? A inteligência artificial (IA) chegou para ficar. Integra-se de forma subtil, contudo cada vez mais invasiva no nosso quotidiano, ocupando papéis que antes estavam reservados exclusivamente à mente humana. Automatiza, acelera, recomenda, organiza. E, aos poucos, passamos de utilizadores a dependentes. (Jorge Esparteiro Garcia, OBSR)
A Essência Da Vida
A essência da vida é o amor e a compensação – momentos de felicidade.
Resultando saúde e de quebra a imortalidade. Somos eternos em um espaço de tempo
que programamos, nos anos que inventamos, em todas horas que começamos de novo.
A simplicidade torna-nos grandes.
(Jade da Rocha)
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
A Frase (189)
Ardemos porque não aprendemos nem cumprimos - Temos o maior dispositivo de sempre – 14.155 operacionais, 3.162 viaturas e 72 meios aéreos. Nunca se investiu tanto em prevenção, em vigilância, em tecnologia. Mas, apesar de tudo, continuamos a ver aldeias cercadas por mato, reacendimentos não combatidos a tempo, populações que sentem abandono e autarcas que denunciam descoordenação. Continuamos a repetir erros conhecidos.
Em 2024, por exemplo, várias medidas de gestão de combustível e de reorganização da paisagem ficaram aquém das metas, o que significa que parte do “plano de batalha” não foi executado a tempo.
Esta discrepância entre planeado e realizado continua a ser um dos calcanhares de Aquiles do sistema: investe-se mais, planeia-se melhor, mas nem sempre se cumpre no terreno. planeamento antecipado, capacidade de mobilização, treino especializado, disciplina no terreno e avaliação permanente. (Valentina Marcelino, DN)Boa Noite !
Nos dias difíceis, podemos sempre agradecer aos fáceis. Essa mistura de dias bons e dias maus
é uma forma de crescermos, de valorizarmos a vida, de aprendermos a lidar com o mundo.
Todos os dias que passaram foram responsáveis pelo que somos hoje.
Todos foram importantes. Que a noite de hoje seja serena e que
amanhã venha um novo dia! Boa noite.
domingo, 17 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Um morto em acidente com motas em São Miguel
- IPMA diz que cumpriu "escrupolosamente" serviços mínimos
- Sissoco Embaló recusa explicar expulsão da Lusa e RTP
- Três mortos em tiroteio em clube de Nova Iorque
- Paz na terra de Canaã: ontem e hoje. Amanhã? Veremos
- O que começou mal nunca se endireitou: Miguel em 17.º
- Israel anuncia nova fase da ofensiva centrada na cidade de Gaza
- Hamas critica plano de Israel para realocar palestinianos da cidade de Gaza para sul do enclave
- Polícia detém 25 manifestantes durante os protestos em Israel
- Protestos em frente à casa de ministros do governo de Netanyahu
- Sérvia. Manifestantes incendeiam sede do partido do governo
- Horário e sala das reuniões, menu do almoço e números de telefone de funcionários. Papéis do governo dos EUA encontrados em hotel no AlascaMais de 3.200 operacionais combatiam principais incêndios6
- Quais são os futebolistas portugueses mais valiososTurismo cresce nos Açores com o rótulo “sustentável”
- Alarme de fumo não disparou no lar de Mirandela
- Mercedes EQE 300: Um gigante que se apaga no caos urbano
- Marques Mendes demarca-se de Gouveia e Melo e diz que o tempo é de união
- Von der Leyen elogia proposta de Trump de dar garantias de segurança à Ucrânia
- Apoio internacional pelo ar a Gaza mantém-se ativo
- Presidente da Guiné-Bissau recusa explicar razões de expulsão de Lusa, RTP e RDP
- Ler Devagar considerada uma das livrarias-café mais bonitas do mundo
- Kodak em dificuldades? Saudosismo analógico pode ser a chave da sobrevivência
- Livros para as férias – Parte VII
- O estado dos incêndios em Portugal
- Escuridão
- Air Canada volta a voarIncêndios: Mais de 3.200 operacionais combatem fogos de maior dimensão
- Ucrânia: Ursula von der Leyen elogia proposta de Trump dar garantias de segurança
- Estados Unidos admite que cenário de paz entre Ucrânia e Rússia “pode não ser possível” apesar dos esforços norte-americanos
- Incêndios: Advogados vão dar apoio jurídico gratuito a populações afetadas
- Presidente da Guiné-Bissau recusa explicar em Cabo Verde razões de expulsão de Lusa, RTP e RDP
- Ucrânia: Líderes do Reino Unido, Itália e Finlândia juntam-se a Zelensky em encontro com Trump
- Incêndios: Aviões Fire Boss cedidos pela Suécia só chegam na segunda-feira
- As vitórias de Putin deixam Trump perante escolhas difíceis
- Defesa aérea russa destrói 46 drones ucranianos durante a noite
- São 600 cavalos e uma velocidade superior a 300 Km/hora.
- Netanyahu acusa manifestantes israelitas de reforçarem Hamas
- Mêda pede ao Governo que declare situação de calamidade na região por causa do fogo
- Incêndios. Afinal, aviões Fire Boss só chegam na segunda-feira
- Este ano já arderam 139 mil hectares. 17 vezes mais que em 2024
- Portugueses são dos que se sentem menos saudáveis na Europa. E as diferenças de rendimentos são uma das razões para o explicar
Descoberta A Faísca Que Desencadeia Ondas De Calor Marinhas No Mediterrâneo
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| Górgonas-púrpuras, animais primos dos corais, que são afectados pelas ondas de calor no Mediterrâneo Dugornay Olivier/IFREMER |
O trabalho de cientistas italianos pode permitir desenvolver um sistema de alerta precoce destes fenómenos, que têm um severo impacto sobre a vida marinha.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Intrusões de ar quente na Europa proveniente do continente africano têm um impacto muito maior do que o aumento da temperatura do ar. Desencadeiam também ondas de calor marinhas no Mediterrâneo, cuja frequência, duração e intensidade estão a aumentar, nas últimas duas décadas.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Um novo estudo, conduzido por cientistas ligados ao Centro Euromediterrânico para as Alterações Climáticas (em Itália), e publicado esta semana na revista científica Nature Geoscience, analisou centenas de episódios de ondas de calor marinhas no mar Mediterrâneo, usando dados de satélite. Concluiu que na sua origem estão sistemas de alta pressão atmosférica semipermanentes, a que se dá o nome de cristas subtropicais
Estas cristas subtropicais formam-se frequentemente sobre o oceano, perto dos 30 graus de latitude (Portugal está nos 39 graus, virado para o Atlântico, mas ainda sob influência do clima mediterrânico), em ambos os hemisférios. Influenciam a dinâmica da circulação atmosférica e do clima regional, contribuindo para a formação de padrões climáticos como o El Niño, no Pacífico.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
O que os cientistas agora concluíram é que estas cristas subtropicais – também conhecidas como anticiclones africanos - fazem mais do que pôr a temperatura do ar a subir. A sua persistência cria as condições para a formação de ondas de calor marinhas. Podem ser vistas como a faísca para a subida da temperatura das águas, que pode causar grande mortalidade entre os seres vivos.
O trabalho da equipa permite pensar que será possível desenvolver sistemas de alerta precoce para ondas de calor no Mediterrâneo, e também estratégias para reduzir o seu impacto sobre a vida marinha e a economia.
O que os cientistas agora concluíram é que estas cristas subtropicais – também conhecidas como anticiclones africanos - fazem mais do que pôr a temperatura do ar a subir. A sua persistência cria as condições para a formação de ondas de calor marinhas. Podem ser vistas como a faísca para a subida da temperatura das águas, que pode causar grande mortalidade entre os seres vivos.
O trabalho da equipa permite pensar que será possível desenvolver sistemas de alerta precoce para ondas de calor no Mediterrâneo, e também estratégias para reduzir o seu impacto sobre a vida marinha e a economia.
Fonte: Clara Barata , Público
Ganhos Ou Danos ...
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. (Lya Luft)
sábado, 16 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Detido em Leiria por suspeita de abuso sexual
- Sociedade do AVC contra regras na prescrição de injetáveis
- Rui Borges destaca cláusulas de rescisão
- Victoria Guerra: atriz de “experiências” e carreira sólida
- Pré-campanha autárquica em Coimbra foca nas redes sociais
- Autarcas do Douro querem mudar “hospitalidade”
- Aviões pedidos a Bruxelas chegam no domingo
- Líderes europeus dizem-se prontos para cimeira trilateral "All-American Ads of the 30s": sonho e otimismo em tempos difíceis
- Lexus RZ renovado: Mais bateria e tecnologia inovadora
- Opendoor, GoPro ou Kohl's. As "meme stocks" estão de volta?
- Incêndios: Bruxelas indica que aviões de combate pedidos por Portugal chegam no domingo
- Depois de “Boa Lisboa”, a “Boa Cozinha”
- DeepSeek adia lançamento do novo modelo de IA. A causa? Os chips da Huawei
- Morreu Joaquim Oliveira, fundador da Sport TV e Olivedesportos
- Uma trotineta de arrasar e outros gadgets de Verão
- Fogos consumiram 139 mil hectares, 17 vezes a área ardida em 2024
- Salários vão baixar nas “polícias” da bolsa e da concorrência
- Carlos Moedas vai apostar em “supervereadora” de Oeiras para LisboaPutin terá proposto congelar linhas da frente se Ucrânia abandonar Donetsk e Luhansk
- Há duas aeronaves da Bulgária a caminho de Portugal
- Dois detidos por suspeita de atearem fogos na Guarda
- Este ano já arderam 139 mil hectares. 17 vezes mais que em 2024
- Incêndios: fogo deixou rasto de destruição "muito grande" em Aguiar da Beira. "Arderam várias casas"
- Seis mortos em incêndio num lar de idosos em Mirandela. PJ vai investigar incidente "Muita coisa terá de ser explicada" sobre morte de idosos em lar em Mirandela
- "Acordámos com este cenário dantesco: pessoas de cadeiras de rodas, acamados... Muitos deles não sabiam como tinham vindo parar à rua"
- "O processo de busca e salvamento foi muito difícil. Houve necessidade de retirar 80 idosos, todos com imensa dificuldade na mobilidade"
- «Joaquim Oliveira foi uma figura importantíssima do futebol português»
- Israel quer tirar os palestinianos de Gaza. O destino é o país mais pobre do mundo
Metabolismo Do Açúcar No Cérebro Pode Defender-nos Do Alzheimer
Açúcar no cérebro
Cientistas descobriram um fator surpreendente na batalha contra a doença de Alzheimer e outras formas de demência: O metabolismo do açúcar no cérebro.
A investigação revelou como a quebra do glicogénio - uma forma armazenada de glicose - nos neurônios pode proteger o cérebro do acúmulo de proteínas tóxicas e da degeneração.
O glicogénio é geralmente considerado uma reserva de energia armazenada no fígado e nos músculos. Embora pequenas quantidades também existam no cérebro, particularmente nas células de suporte chamadas astrócitos, seu papel nos neurônios era considerado insignificante.
"Este novo estudo desafia essa visão, e o faz com implicações impressionantes," disse o professor Pankaj Kapahi, coordenador do estudo. "O glicogénio armazenado não fica simplesmente lá no cérebro; ele está envolvido em patologias."
A equipe descobriu que, em modelos de tauopatia (um grupo de doenças neurodegenerativas que inclui Alzheimer) em animais de laboratório e também em humanos, os neurônios acumulam glicogênio em excesso. Mais importante ainda, esse acúmulo parece contribuir para a progressão da doença. Quem está mais envolvida é a tau, uma proteína que se aglomera em pacientes com Alzheimer, que parece se ligar fisicamente ao glicogênio, prendendo-o e impedindo sua degradação.
Glicogénio
Quando o glicogénio não pode ser decomposto, os neurónios perdem um mecanismo essencial para o gerenciamento do estresse oxidativo, uma característica fundamental no envelhecimento e na neurodegeneração.
A boa notícia é que, ao restaurar a atividade de uma enzima chamada glicogénio fosforilase (GlyP) - que inicia o processo de degradação do glicogênio - os pesquisadores conseguiram reduzir os danos relacionados à proteína tau em moscas-das-frutas e em neurônios derivados de células-tronco humanas.
Ainda mais promissor, a equipe demonstrou que a restrição alimentar, uma intervenção bem conhecida por prolongar a expectativa de vida, naturalmente aumentou a atividade do GlyP e melhorou os resultados relacionados ao tau em animais modelo.
"Ao descobrir como os neurónios gerenciam o açúcar, podemos ter descoberto uma nova estratégia terapêutica: Uma que visa a química interna da célula para combater o declínio relacionado à idade," disse Kapahi. "À medida que continuamos a envelhecer como sociedade, descobertas como essas oferecem esperança de que uma melhor compreensão - e talvez um reequilíbrio - do código oculto do açúcar no nosso cérebro possa desbloquear ferramentas poderosas para combater a demência."
Checagem com artigo científico:
Artigo: Neuronal Glycogen Breakdown Mitigates Tauopathy via Pentose Phosphate Pathway-Mediated Oxidative Stress Reduction
Autores: Sudipta Bar, Kenneth A. Wilson, Tyler A. U. Hilsabeck, Sydney Alderfer, Eric B. Dammer, Jordan B. Burton, Samah Shah, Anja Holtz, Enrique M. Carrera, Jennifer N. Beck, Jackson H. Chen, Grant Kauwe, Fatemeh Seifar, Ananth Shantaraman, Tara E. Tracy, Nicholas T. Seyfried, Birgit Schilling, Lisa M. Ellerby, Pankaj Kapahi
Publicação: Nature Metabolism
DOI: 10.1038/s42255-025-01314-w, (Via DS)
Cientistas descobriram um fator surpreendente na batalha contra a doença de Alzheimer e outras formas de demência: O metabolismo do açúcar no cérebro.
A investigação revelou como a quebra do glicogénio - uma forma armazenada de glicose - nos neurônios pode proteger o cérebro do acúmulo de proteínas tóxicas e da degeneração.
O glicogénio é geralmente considerado uma reserva de energia armazenada no fígado e nos músculos. Embora pequenas quantidades também existam no cérebro, particularmente nas células de suporte chamadas astrócitos, seu papel nos neurônios era considerado insignificante.
"Este novo estudo desafia essa visão, e o faz com implicações impressionantes," disse o professor Pankaj Kapahi, coordenador do estudo. "O glicogénio armazenado não fica simplesmente lá no cérebro; ele está envolvido em patologias."
A equipe descobriu que, em modelos de tauopatia (um grupo de doenças neurodegenerativas que inclui Alzheimer) em animais de laboratório e também em humanos, os neurônios acumulam glicogênio em excesso. Mais importante ainda, esse acúmulo parece contribuir para a progressão da doença. Quem está mais envolvida é a tau, uma proteína que se aglomera em pacientes com Alzheimer, que parece se ligar fisicamente ao glicogênio, prendendo-o e impedindo sua degradação.
Glicogénio
Quando o glicogénio não pode ser decomposto, os neurónios perdem um mecanismo essencial para o gerenciamento do estresse oxidativo, uma característica fundamental no envelhecimento e na neurodegeneração.
A boa notícia é que, ao restaurar a atividade de uma enzima chamada glicogénio fosforilase (GlyP) - que inicia o processo de degradação do glicogênio - os pesquisadores conseguiram reduzir os danos relacionados à proteína tau em moscas-das-frutas e em neurônios derivados de células-tronco humanas.
Ainda mais promissor, a equipe demonstrou que a restrição alimentar, uma intervenção bem conhecida por prolongar a expectativa de vida, naturalmente aumentou a atividade do GlyP e melhorou os resultados relacionados ao tau em animais modelo.
"Ao descobrir como os neurónios gerenciam o açúcar, podemos ter descoberto uma nova estratégia terapêutica: Uma que visa a química interna da célula para combater o declínio relacionado à idade," disse Kapahi. "À medida que continuamos a envelhecer como sociedade, descobertas como essas oferecem esperança de que uma melhor compreensão - e talvez um reequilíbrio - do código oculto do açúcar no nosso cérebro possa desbloquear ferramentas poderosas para combater a demência."
Checagem com artigo científico:
Artigo: Neuronal Glycogen Breakdown Mitigates Tauopathy via Pentose Phosphate Pathway-Mediated Oxidative Stress Reduction
Autores: Sudipta Bar, Kenneth A. Wilson, Tyler A. U. Hilsabeck, Sydney Alderfer, Eric B. Dammer, Jordan B. Burton, Samah Shah, Anja Holtz, Enrique M. Carrera, Jennifer N. Beck, Jackson H. Chen, Grant Kauwe, Fatemeh Seifar, Ananth Shantaraman, Tara E. Tracy, Nicholas T. Seyfried, Birgit Schilling, Lisa M. Ellerby, Pankaj Kapahi
Publicação: Nature Metabolism
DOI: 10.1038/s42255-025-01314-w, (Via DS)
Há Um Murmúrio Na Floresta
Há um murmúrio na floresta,
Há uma nuvem e não já.
Há uma nuvem e nada resta
Do murmúrio que ainda está
No ar a parecer que há.
É que a saudade faz viver,
E faz ouvir, e ainda ver,
Tudo o que foi e acabará
Antes que tenha de o esquecer
Como a floresta esquece já.
(Fernando Pessoa)
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