Pesquisar neste blogue

terça-feira, 3 de março de 2015

À Terceira É De Vez?

O tiro de Isabel dos Santos é de longo alcance e, tendo em conta a oferta não-amigável do CaixaBank, o objectivo dos catalães é fazer a separação de águas com Angola. Dito isto, a carta da empresária angolana obriga a que a partir de amanhã, depois da reunião o conselho de de administração do BPI, o jogo seja outro. À terceira é de vez?

António Costa, Económico 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Preferências Por Líderes Com Diferentes Personalidades Depende Do Contexto ...

Quando elegem líderes ou políticos, as pessoas tendem a preferir homens do tipo "macho dominante".
Mas, quando estão à procura de fazer novos amigos, buscam justamente o oposto.
E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.

A explicação preferida dos psicólogos é que temos laços mais estreitos com os nossos amigos, o que nos torna mais vulneráveis à exploração por pessoas que possam tornar-se dominadoras e não confiáveis. Assim, a maioria das pessoas irá escolher pessoas não-dominantes e cooperativas como amigas.

Já no caso dos políticos, continuam os psicólogos, de olho na teoria de Darwin, tudo aconteceria como se estivéssemos sendo ameaçados por um outro grupo, estando profundamente enraizado em nós o impulso para procurar um líder forte para assumir o controle da situação.

Mais ou menos inconscientemente, deixamos influenciar-nos pela aparência física dos nossos líderes e políticos, e tendemos a preferir características diferentes neles, dependendo se estamos num estado de paz ou de guerra.

Lasse Laustsen e Michael Petersen, da Universidade de Aarhus (Dinamarca) adicionaram agora uma dimensão extra a essa teoria, descrita em um artigo publicado na revista Evolution and Human Behavior.

Percepção do conflito
A pesquisa mostra que as preferências quanto à aparência do candidato a líder dependem do contexto e das nossas diferentes percepções dos conflitos sociais.
É sobretudo quando enxergamos ameaças ou conflitos entre as pessoas que optamos por uma figura que possa encarar uma batalha contra o inimigo.

Laustsen e Petersen enfatizam que a ideologia política de cada um dá pistas de como nós, como indivíduos, percebemos os conflitos.

domingo, 1 de março de 2015

A Justiça ...

A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.

Roosevelt


sábado, 28 de fevereiro de 2015

A 'Tralha' Que Pulula No PS ...

António Costa tem uma faixa muito estreita para gerir a sua imagem até às eleições. Os principais inimigos estão na sua casa. A tralha soarista e socrática de que o PS não consegue descolar sem cair num imenso deserto de cérebros, como aconteceu nos tempos de Seguro.

Nos últimos vinte anos, o PS foi o partido que menos renovou os seus quadros de topo. Desde que Guterres chegou ao poder, os rostos envelhecem entre a tribuna dos governantes e a bancada da oposição, sem a brisa de uma ideia nova. Aos líderes do PS só restam dois caminhos: ou ficam sozinhos a lutar contra moinhos de vento, ou vergam a cerviz àquela tribo de eleitos que julgam um direito natural governar o País, governando-se.

Octávio Ribeiro,CM 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Esta É A Frase ...

As avaliações da Comissão Europeia são sem dúvida importantes, nem que seja para disfarçar a sua incompetência passada. Mas está na hora de os tecnocratas serem também eles avaliados. É altura de perguntarmos se podem dizer o que lhes apetece sem qualquer preocupação de coerência e, por mais populista que seja, os cidadãos europeus têm o direito de saber porque ficaram os seus salários e as suas regalias imunes à crise que assolou a Zona Euro.

Helena Garrido,Económico 

O Busilis De António Costa ...

António José Seguro, por exemplo, não precisou de se colar à extrema-esquerda para defender uma reestruturação da dívida ou a promoção do crescimento económico pelo Estado através da mudança de cálculo dos investimentos públicos que contam para o défice orçamental. Bastou-lhe afirmar as suas ideias.

Ideias e propostas são precisamente o que tem faltado ao secretário-geral do PS. António Costa tem optado pela velha estratégia de fazer-se de morto até o poder lhe cair no colo. Isso faria sentido no contexto da vitória inevitável; hoje já não faz.

Luís Rosa,Ji

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Esta É A Frase ...

Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da Administração pública para concretizar actos ilícitos, muitos na área da corrupção.

Procuradora-geral da República, Público


Tudo Iria Mudar E, Começava Uma Nova Era Na Europa ...

“Tudo” iria mudar. E mesmo que ninguém atendesse a que o “tudo” era confuso e difuso, que importava: “começava uma nova era na Europa”; “acabava a austeridade”, “agradeçamos aos gregos”. Não durou uma semana e chegou a ser embaraçante.

O clamor de raiva e revolta que Tsipras queria audivelmente grego por esse Europa fora e por essa Alemanha dentro, esvaiu-se na sua própria irremediabilidade: em lugar da rendição da “Alemanha” e do seu titular das Finanças travestido de nazi, o Syriza obteve a “compreensão” bem educada mas não inédita de uma mera prorrogação de prazos (Portugal também obteve, mas com menos barulho) e um divertido vocabulário novo: a “austeridade “ passa a chamar-se “as dificuldades que hão-vir” (Varoufakis dixit) e a troika é agora conhecida nos corredores de Bruxelas como “the three institutions formerly known as the troika”. Etc. Mas não interessa muito, são só palavras e o “ponto” é uma realidade que se resume em duas palavras: a Grécia tem zero capacidade negocial.

De modo que a vida (de momento) seguirá como “habitualmente”, permanecem regras e compromissos e aí não houve semântica que movesse um cabelo. Vai ser preciso um génio da encenação para fazer crer aos gregos que a vida que os espera será muito diferente da que lhes proporcionava o ex-Samaras. De ficção em ficção, até á derrota final. (esta história não pode acabar bem). E isso sim, isso é que constitui uma falta de respeito sem tamanho pelo povo grego, isso sim é uma indignidade face às condições de aflição em que reside grande parte dele, isso sim é uma afronta face aos que não tem voz nem meios. Aos que votaram Syriza e aos que não votaram: a bandeira do engano é a mesma.

Maria João Avillez, Observador