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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Os Socialistas Racharam Ao Meio ...

O PS transita entre as eleições que perdeu e as eleições em que ficou perdido. Os socialistas racharam-se ao meio. Não é a primeira vez que eles se dividem. Não é a primeira vez que se partem em dois. Não é a primeira vez que se zangam e insultam. Mas é a primeira vez que oficialmente não existem. O seu líder saiu triunfante das legislativas que não ganhou. Agora ficou à porta de umas presidenciais em que deliberadamente não participa.

O adversário de Maria de Belém deixou de ser Marcelo Rebelo de Sousa, é a direção do seu próprio partido e, antes de todos os dirigentes que por Nóvoa dão a cara, é o próprio líder que se esconde. Belém sente-se traída por Costa, depois de o ter traído e depois de Costa ter tirado o tapete a Nóvoa. Belém bebe do veneno que faz parte da história do seu próprio partido.

Costa trai Seguro, que se sentiu traído por Alegre, que agora descola de Costa e apoia Belém, que é amiga de Guterres, que lhe recusa apoio, mesmo no sótão onde se reunia para trair Sampaio, o Jorge que foi Presidente e agora apoia Sampaio, o Nóvoa que ainda alimenta pretensões a sê-lo.

Excertos do artigo de Sérgio Figueiredo, 'Crónica de um partido entre a eleição que perdeu e a outra em que não existe', DN

Morreu António Almeida Santos


Morreu o Dr. António Almeida Santos, fundador do Partido Socialista.

O político português tinha 89 anos e era Presidente Honorário do PS. 

Escolha !

Você é livre para fazer as suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.

Pablo Neruda  

Perfeito? - não existe.
Mas, há sempre a possibilidade de num preciso momento podermos escolher a melhor possibilidade entre outras  piores.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: Ana Sá Lopes
«As guerras intestinas dentro do Partido Socialista levaram o partido a “distribuir-se” entre dois candidatos da sua área, desaparecendo enquanto partido das presidenciais. A ideia de que a não-desistência facilita a captura de votos dos respectivos eleitorados é uma falácia quando está pela frente um candidato como Marcelo Rebelo de Sousa que entra em todos os eleitorados. O que estamos a assistir no eleitorado de centro-esquerda é uma luta fratricida entre Nóvoa e Belém que chega a ser deprimente. Talvez a esquerda se arrependa disto - ou se calhar Marcelo será tão bom Presidente que o falhanço da esquerda não ficará para a história.»

Ana Sá Lopes, Ji

domingo, 17 de janeiro de 2016

Isto Aconteceu. Mesmo !

É um disparate achar-se que o governo só atende a ordens do PCP. E do Bloco de Esquerda. E dos sindicatos. E de economistas gregos. E de visionários bolivarianos. E de astrólogos devidamente habilitados. Ao que tudo indica, o governo também obedece a comentadores de futebol.
Veja-se o caso do popular Eduardo Barroso, , pelo que, segundo os jornais, o ministro naturalmente voltou atrás e optou por nomes simpáticos ao fervoroso adepto do Sporting.

Daqui em diante, é de admitir que algumas decisões governamentais aguardem pelo aval de Rui Santos, daquele sujeito forte que gosta do Benfica e de dizer "Ó Sousa Martins!" e do rapaz do Porto que canta numa banda de tributo aos Pearl Jam. Desde que, escusado acrescentar, todos possuam competências técnicas reconhecidas, como uma relação de parentesco com Mário Soares ou assim.

A palavra final a Ana Catarina Mendes, senhora vista com assiduidade nas imediações de António Costa: "O PS mostrou em apenas um mês que é possível governar de forma diferente." Se alguém conseguir desmentir tamanha evidência merece um lugar no Conselho de Ministros ou no Trio d"Ataque.

Fonte: Alberto Gonçalves. DN

Nem Todos Os Futuros São Para Desejar ..

Nem Todos os futuros são para desejar, porque há muitos futuros para temer 

P. António Vieira   

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Nosso Sistema Educativo É Um Barco À Deriva Dependente Da Proveniência Do Vento Que Sopra

O governo pensou em como isto desmobiliza e frustra os que já estavam a estudar a sério? Para as empresas que montaram negócios a pensar nos exames - explicadores, coletâneas de testes, etc. - é mais uma prova da monumental confusão reinante.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues fica profundamente marcado por esta enorme precipitação. Tudo o que ele fizer daqui para a frente será olhado com desconfiança. Tornou-se, portanto, o elo político mais fraco quando ainda não estão cumpridos sequer os primeiros 100 dias de governo. Vai precisar de babysitting, muito babysitting, o que é um mau começo numa área tão relevante.

Não se entende como o PS, que tantas vezes criticou Passos Coelho por se dobrar aos estudos do FMI, tenha sustentado uma decisão desta magnitude recorrendo infantilmente... aos estudos da OCDE. Bem prega Frei Tomás. Dizer que os exames são inúteis é outro disparate, até porque o efeito na nota de fim de ano é (era) marginal. Dizer que as crianças sofrem com a pressão é outra asneira. Para que servem os pais se não for também para ajudar as crianças a lidar com os obstáculos? É verdade que Nuno Crato pôs demasiada ênfase nos chumbos, hiperdramatizando os exames para mostrar músculo e exibir ideologia à lapela.

Claramente, a escola é muito mais do que isso. Mas estarmos ainda hoje a discutir a avaliação nestes termos tão rudimentares - exames, sim ou não? - é sinal de que as nossas dificuldades como país não são fortuitas, são autoinfligidas, são uma tragédia cultural.

Excertos do artigo 'Babysitting', Editorial do DN

Este construir e destruir do SE , sem objectivos credíveis e ao sabor  de cada governo, compromete o bom funcionamento da instituição, desestabiliza  o comportamento de toda a população escolar e não serve a cultura do país.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: Mauro Xavier
No capítulo do “desfaça cá dentro”, o Governo brinca ao faz de conta que há exames. Afinal, os alunos que achavam que este ano tinham um exame final nacional para fazer podem descontrair os nervos. Mas – surpresa! – quem estava descansado que comece a roer as unhas porque, afinal, há umas tais de provas de aferição.

Mauro Xavier,' O ilusionismo' Económico