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sábado, 17 de setembro de 2016

E Não É Que Ele É Capaz De Ter Razão ?


Os ‘afectos’ de Marcelo são capital político: uma forma de fortalecer e alargar a sua imensa popularidade. Para o que der e vier. Sim, para Belém, seria bom um acordo de regime entre PS e PSD (sem Passos). Mas a música começa a ser outra: um governo economicamente inapto e fiscalmente voraz, que tem como única barreira ao seu programa bolivariano o Presidente dos ‘afectos’. O mesmo que se prepara para vetar o assalto do Fisco às contas dos cidadãos. O mesmo que José Sócrates acusa de estar ao lado do DCIAP e contra ‘o indivíduo’. Aqueles que desprezam os ‘afectos’ do Presidente nem imaginam como esses ‘afectos’ serão importantes na defesa da legalidade democrática.


João Pereira Coutinho,CM 


O Destino De Sócrates Apenas Lhes Interessa Porque Também É O Seu

Neste país respira-se muito melhor do que em 2008 ou 2009, mas as contas dos anos Sócrates ainda estão por fazer. Na política e nos jornais, os seus viúvos continuam por aí, e o número de textos que escrevem a criticar o Ministério Público é proporcional ao número de textos que não escrevem criticando o comportamento de Sócrates ou os anos que levaram a apoiá-lo. Em nome de belos princípios, limitam-se a defender os seus almoços e as suas opiniões entre 2005 e 2011, fazendo todos os dias figas para que a investigação falhe redondamente. A derrota do Ministério Público seria para eles a vitória dos seis anos de mediocridade e autoritarismo que nunca se cansaram de patrocinar. O destino de Sócrates apenas lhes interessa porque é também o seu.

Excerto do artigo de João Miguel Tavares, hoje no Público 

Armadilha Inteligente Para Identificar Insectos

Uma armadilha inteligente, capaz de identifica insectos pelo bater de suas asas, foi um dos 21 projectos seleccionados em um desafio de combate ao vírus Zika lançado pela USAID, a agência do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional.
O dispositivo foi criado pela equipe do professor Gustavo Enrique Batista, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.
"Quando o mosquito se movimenta, ele bate as asas em certa frequência e isso permite distinguir uma espécie de outra," explica Gustavo.
Nessa primeira etapa do desafio, com duração de dois anos, o projecto receberá um financiamento de US$ 500 mil.
A expectativa é de que, entre um e dois anos, já exista um protótipo de um produto que possa ser levado ao mercado.
O desenvolvimento do projecto que visa o desenvolvimento de sensores inteligentes para controle de pragas agrícolas e insectos transmissores de doenças contou com o apoio da FAPESP e da Fundação Bill e Melinda Gates.
Fonte:DS 

Hoje, Não Poderia Conceder Demais À Minha Desconfiança ...

Hoje, não poderia conceder demais à minha desconfiança, visto que, agora, não é tempo de agir, mas apenas de meditar e de conhecer.

Descartes  

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Portugal's So-called Second City Should Rank Firt On Your List When It Comes To Fashion And Design

Na Bloomberg - European Edition podemos ler:

Apesar de toda a popularidade que Lisboa acumulou ao longo dos últimos anos como um destino de viagem procurado, Porto ainda é negligenciado. Mas não deve ser: "segunda cidade" de Portugal é uma referência real do país quando se trata de design, graças à sua herança como centro de produção a partir dos séculos 19 e 20. Agora está a ganhar força como meca das compras, também, cheio de itens fabricados localmente por designers emergentes que não se encontram em outros lugares.
"Até mesmo os estilistas Lisboa normalmente vêm à área do Porto para produzir seus projectos porque toda a indústria ali se encontra", diz Andre Ramos, fundador da Scar ID , uma boutique de estilo de vida que é especializada em moda portugueses, acessórios, artigos decorativos e muito mais. (continuar a ler aqui) 

Portugal Pode Estar A Caminhar Para Uma Despromoção Social Maciça

Portugal é um dos países europeus com mais casas e mais proprietários. A propriedade imobiliária foi sempre um ideal de toda a sociedade, que o Estado e a banca, até há pouco tempo, incentivaram através do crédito. Para a maioria dos portugueses, a casa é a sua poupança. Castigar a propriedade é castigar a poupança, os ideais, as esperanças de gerações de portugueses.

O imposto agora também é só para os “ricos”. Mas quem decide o que é um “pobre” ou um “rico”? É o poder político que decide o que somos. Amanhã, um apartamento de 150 mil euros na Amadora pode bem tornar-se, para fins fiscais, um “palacete de luxo”. Basta as finanças precisarem. E talvez precisem. A propriedade nas grandes fortunas é complexa. Os maiores investidores imobiliários vão retrair-se. Não é por isso improvável que o fisco, para arranjar receita, ainda tenha de descer mais uns degraus na escala patrimonial. Nesta roleta russa fiscal, a pistola está apontada à cabeça de todos.

E o que vai acontecer à classe média, com esta carga tributária, quando o petróleo se tornar mais caro e os juros subirem? Sob este regime fiscal, Portugal pode estar a caminhar para uma despromoção social maciça, sem paralelo na nossa história. Noutros países, a classes médias podem estar a morrer; aqui, vão ser assassinadas.

Excertos do artigo de Rui Ramos, hoje no OBSR 

Como Sois Usurpadores Da Liberdade Dos Demais ?

Ah! Se a vossa liberdade
Zelosamente guardais,
Como sois usurpadores
Da liberdade dos mais?

Bocage
Fábula - O passarinho preso 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Conselho De Finanças Públicas: Derrapagem Se Não Houver Novas Medidas

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) estima que o défice orçamental represente 2,6% do PIB em 2016 e 2,7% em 2017, caso o Governo não introduza novas medidas, projecções aquém das metas definidas para os dois anos.

Na actualização do relatório 'Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2016-2020' divulgada hoje, o CFP estima, num cenário de políticas invariantes, ou seja, em que se mantêm todas as medidas legisladas até ao momento, que o défice orçamental desça para 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, um valor superior aos 2,2% previstos pelo Governo no Programa de Estabilidade, mas também acima da meta de 2,5% definida por Bruxelas.

Também para o próximo ano, e numa altura em que o Governo está a preparar o Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), o Conselho de Finanças Públicas, liderado por Teodora Cardoso, projecta um défice de 2,7%, acima dos 1,4% previstos pelo Governo no Programa de Estabilidade 2016-2020, apresentado pelo executivo em Abril.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Cinzento ...


Dias cinzentos dias comoventes são como a beleza do universo que nos dá inspiração infinita.

RP 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Mais Seis Meses Para Concluir A Investigação Da " Operação Marquês"

A Procuradora geral da República, Joana Marques Vidal, deu mais seis meses aos investigadores da "Operação Marquês" para concluir a investigação.O novo prazo foi concedido, apesar de os actuais estarem ultrapassados, não por "ausência de iniciativa investigatória", mas pela complexidade da investigação.

Na mesma nota, a PGR informou que os procuradores responsáveis pela investigação que envolve José Sócrates, informaram os seus superiores hierárquicos das "circunstâncias e imponderáveis que impediam a conclusão da investigação" a 15 de Setembro, prazo fixado em Março pelo director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Amadeu Guerra.

Em síntese, os magistrados do Ministério Público alegaram: foram confrontados com novos factos ; foram igualmente identificadas suspeitas de operações de favor em novas áreas de negócios; verifica-se a falta parcial de cumprimento dos pedidos de cooperação internacional dirigidos à justiça da Suiça e do Reino Unido; subsistem ficheiros informáticos apreendidos que dependem de apreciação judicia, antes de serem disponibilizados e analisados pela investigação.

O prazo de duração máxima do inquérito se mostra ultrapassado, "embora estes prazos, de acordo com a jurisprudência e a doutrina dominantes, sejam meramente indicativos", realçou o comunicado da PGR.

"Assim, concede-se o prazo de cento e oitenta (180) dias para a realização de todas as diligências de investigação consideradas imprescindíveis para o esclarecimento dos factos e definição das responsabilidades criminais, e para o necessário encerramento do inquérito", refere o comunicado, ressalvando, porém, nova possibilidade de adiamento: "Só a título muito excepcional, mediante requerimento fundamentado dos magistrados titulares, poderá ser admitida a possibilidade de prorrogação deste prazo".

Fonte:DN