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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Notícias Soltas

*Carlos Moedas: “Há riscos quanto à dívida” pública portuguesa

Sem Dinâmica

O PSD precisa realmente, é de reconquistar o país, voltando a demonstrar merecer a força que em tempos este já lhe deu, da óptica nacional, este debate torna-se estéril. Sobretudo, quando historicamente qualquer português sabe que o “target” eleitoral que fez do PSD o grande partido que é, nunca foi verdadeiramente nem o de direita nem o de esquerda, mas sim o de centro. 
Ora a ser assim, e é, aquilo que os candidatos à liderança do partido necessitam realmente de explicar ao país, é no que é que o projeto por si liderado se distingue com clareza das políticas executadas pelo actual executivo. E aí, uma vez mais, é notório que o país continua manifestamente pouco esclarecido. Admite-se neste ponto, que alguns possam defender que esse trabalho fica para mais tarde e a cargo exclusivo do líder eleito quando se candidatar a primeiro-ministro. Mas será assim? Ou deverá ser assim? Crê-se que não. Os portugueses estão ávidos de novos projectos, de novas linhas governativas. E a possível identificação com elas nasce no momento destas candidaturas, muito dificilmente depois.
 A verdadeira mudança que o PSD tanto apregoa representar não pode ser um mero exercício de “manicure”. Para ser credível tem que ser profundo!
Ora o PSD é, neste momento, o partido que maior obrigação tem de mudar esta realidade. Há uns anos, um dos lemas do partido era ser aquele que continha o que de melhor havia na sociedade civil. Hoje será? Onde anda esse lema? Linhas concretas, onde anda a sociedade civil em ambas as candidaturas que agora vão a votos? 
Certamente de novo alguns, e compreensivelmente poderão dizer: “Calma! Agora são as eleições internas e depois logo aparecem as equipas”. Novo erro. Já devia haver sangue novo presente, mesmo que por ventura cargos e lugares ainda não estivessem distribuídos. Pessoas novas, novas caras, não só carreiristas políticos mas cidadãos de reconhecido mérito que assim acrescentassem valor ao partido e que capitalizassem a atenção da sociedade. Renovação não é outra coisa senão isto! E isto não se está a verificar! Portanto, em segundo lugar, a renovação dos partidos tem de ser física e não apenas na base da “conversa fiada”. 
 A manifesta incapacidade do PSD em comunicar com o país. A manifesta incapacidade de explicar ao que vem, porque vem, o que quer, como quer, porque quer e para que quer. É que nos últimos anos ninguém neste país percebeu o comportamento do PSD, e é expectável que esta realidade assim se mantenha. 
Hoje, em Janeiro de 2018, o PSD continua como em Dezembro de 2017, um partido sem dinâmica. Falta chispa, falta garra, falta determinação, falta arrojo, falta vigor, falta alma, falta uma identidade própria que represente uma verdadeira mudança para futuro do país, país esse, que dela está sedento.
(excertos do artigo de Rodrigo A. Taxas, Ji)

Tem Dias Assim ...

Tem dias que o nosso amanhecer é mais difícil. Quando olhamos pela janela não conseguimos perceber o sol, mesmo que o seu brilho num céu diáfano seja o mesmo do dia anterior.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Notícias Soltas

Tem De Se Reconhecer, A Forma Notável Como O Ministro Das Finanças Serviu A Quadratura do Círculo

Passou relativamente despercebida a referência da comunicação social que, no fim deste ano que passou, dava nota de que o mesmo acabou com a despesa pública a subir, mas que o referido aumento não tinha relevante impacto nas contas do ano porque a receita pública, ao que parece, subira relevantemente mais.(...)
O que isto demonstra é que, em termos absolutos, a apregoada devolução de rendimentos – que necessariamente aumenta a despesa pública – foi profundamente austeritária na incidência sobre os impostos indirectos e retirou a todos, incluindo os próprios destinatários da devolução, muito mais do que se devolveu, tendência que se manterá como se nota pelo aumento do ISP.
Ou seja, permite pagar melhores salários aumentando a despesa porque, em paralelo, promove um aumento de receitas (leia-se impostos) maior ainda.
Assim, não só se cobre o aumento da despesa como ainda se reduz o défice (com o efeito das receitas que vão crescendo).
Para cimentar esta realidade aplicou-se uma política draconiana de cativações, cortou-se e restringiu-se os gastos com as dotações dos serviços, não se pagou a fornecedores e reduziu--se à quase insignificância o investimento público.
Este é, grosso modo, o nosso modelo do fim da austeridade!
Ou seja, vamos vivendo uma farsa em que os critérios que apontam a efectiva e real diminuição percentual da quantidade de dívida transitada sobre o valor do PIB não se traduzem, ao fim e ao cabo, numa diminuição efectiva da enorme fúria despesista do Estado que, afinal, cresce.
E bastará uma desaceleração do crescimento económico para os ganhos já em parte confiscados e gastos para acorrer ao incremento da despesa corrente com pessoal – enquanto o investimento público continua uma miragem – para que o efeito virtuoso se perca ou mesmo desapareça.
É verdade, e até certo ponto tem de reconhecer-se, que a forma como foi servida a quadratura do círculo pelo ministro das Finanças é, já tive oportunidade de referir, notável.
De realçar, porém, que neste início de um ano novo importará olhar com atenção os custos enormes que o país sofreu, mais ou menos catastróficos, e que podem associar-se ao acentuado desinvestimento do Estado no bom funcionamento dos seus serviços, e com a agravante do esforço de reconstrução que as catástrofes de 2017 impõem para este ano.
(excerto do artigo de Pedro Ferros, Ji) 

A Minha Felicidade


Depois de estar cansado de procurar 
Aprendi a encontrar. 
Depois de um vento me ter feito frente 
Navego com todos os ventos. 

Friedrich Nietzsche 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Notícias Soltas (act.)

Nicolau É Uma Boa Escolha Para A Lusa ...

Nicolau Santos é uma boa escolha para a Lusa. Sim, foi enganado por um burlão. Mas admitiu o erro. Fez melhor do que o Governo que o nomeou, onde muitos continuam a negar as vigarices de um burlão muito maior. Por falar em Sócrates, uma das suas várias aldrabices é a razão pela qual a Lusa não me preocupa: os jornalistas garantem independência. Em 2011, um assessor quis que a Lusa difundisse uma frase do então PM sobre Soares dos Santos. Só que a frase não tinha sido dita. (Mesmo calado, Sócrates mentia). Sofia Branco, a editora, recusou-se a noticiar. Não era uma general prussiana e acabou por perder o cargo. Com jornalistas destas, a Lusa fica bem.

José Diogo Quintela, CM

Esta É A Frase: Reiventar É Um Semi Disfarce, Cumprir É Sempre Uma Meta

Deve ter caído bem com tanta a gente a explicar como se “re-inventa”, eu achei-a um enfeite de Natal. Não é preciso reinventar, mas sim cumprir. Não é preciso reinventar o Estado, é preciso que ele cumpra bem as funções já há muito “inventadas” para ele. Não é preciso que o ministro da Defesa se reinvente é só necessário que — na impossibilidade de nos sair da frente — cumpra a sua tarefa e nos informe sobre ela. Não é preciso reinventar o Serviço Nacional de Saúde, bastaria só que ele funcionasse como no tempo de Paulo Macedo que tinha bem menos euros à disposição que o pobre dr. Adalberto (com “pannes” em todo o lado, a todas as horas e a todos os níveis de funcionamento, sem que isso pareça afligir o governante, o governo, os dos écrans ou a media que agora prefere o sono dos (in)justos).
Maria João Avillez, OBSR

Cultura

A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos.

António Lobo Antunes