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segunda-feira, 15 de abril de 2019
Esta É A Frase
«Um parlamento que age sob pressão e só faz o que as sondagens lhe mandam não é um Parlamento.»Manuel Carvalho, Público
A Comissão da Transparência transformou-se no único lugar verdadeiramente animado da Assembleia da República. Depois de andarem mil dias sem aprovar um único diploma, os deputados da Comissão assumiram finalmente o papel de regenerar por via da lei os defeitos dos deputados, a falta de decoro do Governo ou a ausência de norte da oposição.
Ao fazê-lo a reboque do clamor público, os representantes da nação deram de si o bom sinal de que não vivem num mundo isolado; mas, ao legislar a eito para reparar à pressa os seus próprios erros a pensar nas eleições que se aproximam, os deputados colaram ao Parlamento a sua própria inconstância, o seu nervosismo ou a sua irresponsabilidade.
Por estes dias, a Assembleia está longe de ser a casa onde se discutem as grandes causas do país e políticas urgentes para o futuro. O Parlamento deixou de ser um guia com pensamento próprio para se transformar num espelho que reflecte apenas o que dele se diz e escreve no quotidiano. Transformou-se num organismo cuja principal causa é remediar as fragilidades dos seus titulares e da classe política em geral.
Excertos do Editorial do Público
"Pássaro Azul"
(...)
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro
e tu?
Charles Bukowski
domingo, 14 de abril de 2019
A Direita É Em Portugal Um Problema Poético ?
A direita é em Portugal um problema poético: um sujeito lírico que não sabe o que é; pede desculpa por aquilo que nunca foi e lastima o que não pode ser.Helena Matos, OBSR
Mais para a direita. Não, um bocadinho para a esquerda. Agora para o centro… A direita em Portugal não é um espaço político, é uma prova de modista: ora sai uma alfinetada no reaccionarismo, ora tesourada no liberalismo. A primeira coisa a ter em conta quando se fala da direita é que a direita além de falar de si mesma, do que é, do que deveria ser, do que já foi… não deve falar de mais nada. Ou seja deve abster-se acerca da realidade. Inibir-se na apresentação doutras propostas. Enfim, autolimitar-se enquanto alternativa de poder. Afinal para isso já cá está a esquerda, não é?
O Fácil E O Difícil ...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las ...
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 13 de abril de 2019
Que Se Saiba, Até Agora Nenhum Presidente Tinha Esgatafunhado Uma Lei Para A Entregar A Um Primeiro-ministro
Marcelo é um presidente popular por excelentes razões, é lamentável que se transforme num presidente populista por péssimos motivos.
Ana Sá lopes, Ji
Estamos a viver um momento histórico em Portugal: nunca nenhum presidente da República esgatafunhou uma lei para a entregar a um primeiro-ministro – que se saiba. O acto de Marcelo Rebelo de Sousa, ao decidir escrever uma proposta sobre as incompatibilidades do Presidente para a depositar nas mãos de António Costa, foi anunciado publicamente pelo próprio. A vantagem de toda esta transparência marcelista esbarra numa desvantagem complicada: o chefe de Estado está a ultrapassar o limite da separação de poderes e está a fazê-lo em público.
Uma coisa, como este Presidente e outros anteriores já fizeram, é levar os poderes até ao limite. Marcelo trata disso sempre que pode. Agora, escrever uma proposta para que o Governo, caso entenda, a aprove já vai muito além daquilo que é politicamente aceitável e, tratando-se de um presidente constitucionalista, mostra uma visão da Constituição enevoada. (continuar a ler)
Ana Sá lopes, Ji
Estamos a viver um momento histórico em Portugal: nunca nenhum presidente da República esgatafunhou uma lei para a entregar a um primeiro-ministro – que se saiba. O acto de Marcelo Rebelo de Sousa, ao decidir escrever uma proposta sobre as incompatibilidades do Presidente para a depositar nas mãos de António Costa, foi anunciado publicamente pelo próprio. A vantagem de toda esta transparência marcelista esbarra numa desvantagem complicada: o chefe de Estado está a ultrapassar o limite da separação de poderes e está a fazê-lo em público.
Uma coisa, como este Presidente e outros anteriores já fizeram, é levar os poderes até ao limite. Marcelo trata disso sempre que pode. Agora, escrever uma proposta para que o Governo, caso entenda, a aprove já vai muito além daquilo que é politicamente aceitável e, tratando-se de um presidente constitucionalista, mostra uma visão da Constituição enevoada. (continuar a ler)
A Crise ...
ou ninguém.
riso ou
lágrimas.
os que odeiam
os que amam.
(...)
as pessoas simplesmente não são boas
umas às outras
(...)
eu suponho que elas nunca serão.
eu não peço que sejam.
mas às vezes eu penso sobre
isso.
(...)
certamente existe uma maneira que ainda não
cogitamos.
quem pôs esse cérebro dentro de mim?
ele chora
ele exige
ele diz que ainda há uma chance.
ele não dirá
“não.”
Charles Bukowski
sexta-feira, 12 de abril de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
*Trabalhar até aos 69 anos permitiria adiar défice da Segurança Social para lá de 2070, diz estudo da FFMS
*Vieira da Silva rejeita aumentar idade da reforma para reforçar sustentabilidade da Segurança Social
*Governo desiste de relançar PPP para o Hospital de Braga. Processo pode ser retomado daqui a 5 anos
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