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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Tribunal sueco rejeita pedido de detenção de Julian Assange por crimes sexuais

Esta É A Frase

«As suspeitas de corrupção que envolvem os autarcas socialistas de Santo Tirso e Barcelos são apenas a ponta de um iceberg que ameaça afundar o regime.»

Pedro Sousa Carvalho, ECO


Haverá com certeza corruptos em todos em partidos, mas no Partido Socialista parece haver mais do que nos outros (parece? já lá vamos). Será que, tal como perguntou Ana Gomes, o PS “prestou-se a ser um instrumento de corruptos e criminosos?”- ora leiam aqui um resumo dos factos .
Nos programas eleitoral e de governo dos socialistas aparece uma única linha dedicada ao tema da corrupção, no capítulo “Melhorar a qualidade da democracia”. Prometem “prevenção e combate à corrupção através de maior transparência, escrutínio democrático e controlo da legalidade”. São frases redondas como esta que fazem a democracia rolar para uma ribanceira populista.
E quando alguém, como Álvaro Santos Pereira no relatório da OCDE, tenta escrever mais do que uma linha sobre o tema da corrupção, é alvo de censura. São estas as linhas com que se cose a política em Portugal. Para quê escrever mais linhas?

Agustina Bessa-Luis (1922-2019)

Morreu Agustina Bessa-Luís, um dos nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea.

Foi em 1954, com a publicação de A Sibila, que Agustina se impôs como uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea. O sucesso da obra, pelo qual recebeu o Prémio Eça de Queirós

O Prémio Eça de Queirós foi o segundo que recebeu por A Sibila. O primeiro foi atribuído pela editora Guimarães, ao qual concorreu sob o pseudónimo de Stravoguine. Agustina sempre gostou dos autores de língua russa — Gogol, Dostoievski.

O mais recente, o Prémio Eduardo Lourenço (atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos da Guarda), chegou em 2015 em “reconhecimento da sua grande projeção nacional e internacional”.

Tenho Uma Grande Constipação

Tenho uma grande constipação, 
E toda a gente sabe como as grandes constipações 
Alteram todo o sistema do universo, 
Zangam-nos contra a vida, 
E fazem espirrar até à metafísica. 
Tenho o dia perdido cheio de me assoar. 
Dói-me a cabeça indistintamente. 
Triste condição para um poeta menor! 
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor. 
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se. 

Adeus para sempre, rainha das fadas! 
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando. 
Não estarei bem se não me deitar na cama. 
Nunca estive bem senão deitando-me no universo. 

Excusez un peu... Que grande constipação física! 
Preciso de verdade e da aspirina. 

Álvaro de Campos


Que grande constipação!!!...Espirros? Perdi a conta ... serão infinitos??Aspirina? Não, mas sim ...  ben-u-ron, para poder, sonhar com asas, fadas e SOL.....  E claro que preciso de muito mimo... real e virtual.

domingo, 2 de junho de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Moscovici pede mudança na liderança da Comissão Europeia e defende ‘eurogeringonça’

O Regime Não Consegue Chamar As Pessoas A Participar Nas Decisões Do País ,Governado Por Uma Ruidosa Minoria Que Só Olha Para Si Própria

A coisa está reduzida aos diretórios partidários e seus adeptos mais próximos. O regime não consegue chamar as pessoas a participar nas decisões do país, governado por uma ruidosa minoria que só olha para si própria. Este é o triste resultado dos políticos que temos e das campanhas eleitorais, como aquela a que acabámos de assistir. 

Manuel Falcão, J Negócios

A coisa mais engraçada que saiu das eleições europeias do passado fim-de-semana foi a reviravolta da arrumação partidária, com o Bloco a subir, o PCP a descer, o CDS a esvair-se e o PAN a crescer. 

O cenário é de tal monta que António Costa iniciou os trabalhos de produção do novo "reality show" que vai dominar a política portuguesa até Outubro. Chama-se "Quem Quer Casar Com o Primeiro" e tem um concurso complementar intitulado "A Roda da Geringonça". Os canais disputam os formatos e multiplicam-se os interessados. 

No Domingo, surgiu mais um candidato surpresa ao casamento do "reality show" - o PAN, que entrou na lista dos candidatos a charneira do regime - e que já está a ocupar o espaço mais esverdeado, aproveitando o facto de o partido melancia estar cada vez mais vermelho por dentro e menos verde por fora. 

Piadas à parte, a realidade é dura: os directórios partidários choram sobre a abstenção, mas a última coisa que querem é mudar a lei eleitoral, adequando-a a novos tempos - nomeadamente, estudando alternativas ao método de Hondt, que protege os partidos instalados e dificulta a entrada de novas organizações no círculo do poder. Feitas as contas e tendo em consideração que a abstenção ficou pouco abaixo dos 70%, a verdade nua e crua é esta: se tomarmos como base o total dos recenseados, o PS obteve 10,47% dos votos dos eleitores, o PSD ficou nos 6,88, o Bloco vive com 3,08%, a CDU está reduzida a 2,16%, o CDS a 1,94%. Na verdade, menos de 25% dos eleitores optou por um qualquer dos partidos que se apresentaram. 45 anos depois de 1974, o regime considera-se legitimado com a participação de apenas um quarto dos cidadãos. 

A coisa está reduzida aos diretórios partidários e seus adeptos mais próximos. O regime não consegue chamar as pessoas a participar nas decisões do país, governado por uma ruidosa minoria que só olha para si própria. Este é o triste resultado dos políticos que temos e das campanhas eleitorais, como aquela a que acabámos de assistir. 

Boa Noite !

«Acordamos com a luz do Sol nascendo e nos deitamos quando ela já não está mais lá. O nosso dia é como um ciclo o qual devemos respeitar. Durante a presença da luz estamos ativos e atarefados, ao cair da noite vamos descansar. Respeitando o ciclo natural teremos bons resultados físicos e mentais. Que os dias sejam ativos e as noites sejam leves, que o ciclo se complete e a luz nos dê energia para viver e sua ausência nos acalme para dormir.» 

sábado, 1 de junho de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Rui Rio: o problema são todos os partidos e não apenas a direita





>Ambiente de tensão agrava-se na TVI

>MP manda PSP trazer corpo de volta para a morgue durante velório

Como é que Rui Rio, perante um País mergulhado numa crise de corrupção sem paralelo, com o Estado capturado por seitas organizadas, continua a fazer política como se nada disto existisse?

João Marcelino, JE
Para comemorar mais uma vitória eleitoral do PS, o regime serve-nos agora a ‘Operação Teia’ – que, no fundo, parece ser uma extensão da ‘Operação Éter’ (sete milhões de euros, no Turismo do Porto); que, por sua vez, se segue ao caso da deputada Hortense Martins (subsídios europeus, em Castelo Branco); que, no fundo, é a expressão regional do que se passa a nível nacional com as nomeações familiares; etc. etc.
O tema é recorrente mas não merece folga: o longo exercício do poder tornou Portugal um País doente. De Norte a Sul, sobretudo no PS, existe muita gente já incapaz de descortinar o crime nas trocas de favores. A rotina do exercício do poder desaguou numa espécie de ‘direito natural’ a assegurar a boa vida para familiares e amigos. (...)
Compreendo o silêncio de António Costa sobre a matéria. A doença do partido, evidenciada ao mais alto nível pelo caso de José Sócrates, é tão grave – e ele conhece-la-á melhor do que qualquer outra pessoa – que a estratégia adequada talvez seja voltar a seguir em frente mesmo perante a detenção de mais dois militantes históricos, como são os presidentes de Câmara de Santo Tirso (Joaquim Couto) e Barcelos (Miguel Costa Gomes).
A única coisa difícil de entender é a passividade política dos outros partidos, nomeadamente o PSD.
Como é que Rui Rio, perante um País mergulhado numa crise de corrupção sem paralelo, com o Estado capturado por seitas organizadas, continua a fazer política como se nada disto existisse? (...)
O partido definha. Portugal parece destinado a ficar sem alternativa de governo e Rui Rio continua a agitar os temas de sempre, da revisão constitucional aos “entendimentos de regime” e a preocupar-se com os críticos internos. 
O PAN e o BE já levam a bandeira da defesa das questões ambientais. 
E, sobrando outra das mais urgentes, a do combate à corrupção, torna-se incompreensível ver o segundo maior partido nacional paralisado num tema que além de ser vital para a sociedade portuguesa podia ajudar a recuperar uma parte da cidadania desgostosa.
Há 230 mil portugueses, quase 7% das pessoas recenseadas, que, no domingo passado, se deram ao trabalho de ir às secções de voto para não escolherem qualquer partido. Não deve ser por não se preocuparem com o País.
(Excertos do artigo de João Marcelino, JE)

Um Lindo Entardecer ...

Brisa no rosto, som do mar, folhas ao vento, um lindo entardecer...tudo isso deixa a minha alma  feliz. Eu não espero grandes coisas, apenas sou feliz com aquilo que posso tocar e com aquilo que me toca.

BO