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terça-feira, 4 de junho de 2019
Esta É A Frase
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Esta É A Frase
«As suspeitas de corrupção que envolvem os autarcas socialistas de Santo Tirso e Barcelos são apenas a ponta de um iceberg que ameaça afundar o regime.»Pedro Sousa Carvalho, ECO
Haverá com certeza corruptos em todos em partidos, mas no Partido Socialista parece haver mais do que nos outros (parece? já lá vamos). Será que, tal como perguntou Ana Gomes, o PS “prestou-se a ser um instrumento de corruptos e criminosos?”- ora leiam aqui um resumo dos factos .
Nos programas eleitoral e de governo dos socialistas aparece uma única linha dedicada ao tema da corrupção, no capítulo “Melhorar a qualidade da democracia”. Prometem “prevenção e combate à corrupção através de maior transparência, escrutínio democrático e controlo da legalidade”. São frases redondas como esta que fazem a democracia rolar para uma ribanceira populista.
E quando alguém, como Álvaro Santos Pereira no relatório da OCDE, tenta escrever mais do que uma linha sobre o tema da corrupção, é alvo de censura. São estas as linhas com que se cose a política em Portugal. Para quê escrever mais linhas?
Agustina Bessa-Luis (1922-2019)
Morreu Agustina Bessa-Luís, um dos nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea.Foi em 1954, com a publicação de A Sibila, que Agustina se impôs como uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea. O sucesso da obra, pelo qual recebeu o Prémio Eça de Queirós
O Prémio Eça de Queirós foi o segundo que recebeu por A Sibila. O primeiro foi atribuído pela editora Guimarães, ao qual concorreu sob o pseudónimo de Stravoguine. Agustina sempre gostou dos autores de língua russa — Gogol, Dostoievski.
O mais recente, o Prémio Eduardo Lourenço (atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos da Guarda), chegou em 2015 em “reconhecimento da sua grande projeção nacional e internacional”.
Tenho Uma Grande Constipação
Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina.
Álvaro de Campos
domingo, 2 de junho de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
>Moscovici pede mudança na liderança da Comissão Europeia e defende ‘eurogeringonça’
>Líder do SPD demite-se e coloca em risco coligação que sustenta governo alemão
>Apenas 15 a 20% do lixo eletrónico é reciclado a nível mundial
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O Regime Não Consegue Chamar As Pessoas A Participar Nas Decisões Do País ,Governado Por Uma Ruidosa Minoria Que Só Olha Para Si Própria
A coisa está reduzida aos diretórios partidários e seus adeptos mais próximos. O regime não consegue chamar as pessoas a participar nas decisões do país, governado por uma ruidosa minoria que só olha para si própria. Este é o triste resultado dos políticos que temos e das campanhas eleitorais, como aquela a que acabámos de assistir.
Manuel Falcão, J Negócios
A coisa mais engraçada que saiu das eleições europeias do passado fim-de-semana foi a reviravolta da arrumação partidária, com o Bloco a subir, o PCP a descer, o CDS a esvair-se e o PAN a crescer.
O cenário é de tal monta que António Costa iniciou os trabalhos de produção do novo "reality show" que vai dominar a política portuguesa até Outubro. Chama-se "Quem Quer Casar Com o Primeiro" e tem um concurso complementar intitulado "A Roda da Geringonça". Os canais disputam os formatos e multiplicam-se os interessados.
No Domingo, surgiu mais um candidato surpresa ao casamento do "reality show" - o PAN, que entrou na lista dos candidatos a charneira do regime - e que já está a ocupar o espaço mais esverdeado, aproveitando o facto de o partido melancia estar cada vez mais vermelho por dentro e menos verde por fora.
Piadas à parte, a realidade é dura: os directórios partidários choram sobre a abstenção, mas a última coisa que querem é mudar a lei eleitoral, adequando-a a novos tempos - nomeadamente, estudando alternativas ao método de Hondt, que protege os partidos instalados e dificulta a entrada de novas organizações no círculo do poder. Feitas as contas e tendo em consideração que a abstenção ficou pouco abaixo dos 70%, a verdade nua e crua é esta: se tomarmos como base o total dos recenseados, o PS obteve 10,47% dos votos dos eleitores, o PSD ficou nos 6,88, o Bloco vive com 3,08%, a CDU está reduzida a 2,16%, o CDS a 1,94%. Na verdade, menos de 25% dos eleitores optou por um qualquer dos partidos que se apresentaram. 45 anos depois de 1974, o regime considera-se legitimado com a participação de apenas um quarto dos cidadãos.
A coisa está reduzida aos diretórios partidários e seus adeptos mais próximos. O regime não consegue chamar as pessoas a participar nas decisões do país, governado por uma ruidosa minoria que só olha para si própria. Este é o triste resultado dos políticos que temos e das campanhas eleitorais, como aquela a que acabámos de assistir.
Manuel Falcão, J Negócios
A coisa mais engraçada que saiu das eleições europeias do passado fim-de-semana foi a reviravolta da arrumação partidária, com o Bloco a subir, o PCP a descer, o CDS a esvair-se e o PAN a crescer.
O cenário é de tal monta que António Costa iniciou os trabalhos de produção do novo "reality show" que vai dominar a política portuguesa até Outubro. Chama-se "Quem Quer Casar Com o Primeiro" e tem um concurso complementar intitulado "A Roda da Geringonça". Os canais disputam os formatos e multiplicam-se os interessados.
No Domingo, surgiu mais um candidato surpresa ao casamento do "reality show" - o PAN, que entrou na lista dos candidatos a charneira do regime - e que já está a ocupar o espaço mais esverdeado, aproveitando o facto de o partido melancia estar cada vez mais vermelho por dentro e menos verde por fora.
Piadas à parte, a realidade é dura: os directórios partidários choram sobre a abstenção, mas a última coisa que querem é mudar a lei eleitoral, adequando-a a novos tempos - nomeadamente, estudando alternativas ao método de Hondt, que protege os partidos instalados e dificulta a entrada de novas organizações no círculo do poder. Feitas as contas e tendo em consideração que a abstenção ficou pouco abaixo dos 70%, a verdade nua e crua é esta: se tomarmos como base o total dos recenseados, o PS obteve 10,47% dos votos dos eleitores, o PSD ficou nos 6,88, o Bloco vive com 3,08%, a CDU está reduzida a 2,16%, o CDS a 1,94%. Na verdade, menos de 25% dos eleitores optou por um qualquer dos partidos que se apresentaram. 45 anos depois de 1974, o regime considera-se legitimado com a participação de apenas um quarto dos cidadãos.
A coisa está reduzida aos diretórios partidários e seus adeptos mais próximos. O regime não consegue chamar as pessoas a participar nas decisões do país, governado por uma ruidosa minoria que só olha para si própria. Este é o triste resultado dos políticos que temos e das campanhas eleitorais, como aquela a que acabámos de assistir.
Boa Noite !
«Acordamos com a luz do Sol nascendo e nos deitamos quando ela já não está mais lá. O nosso dia é como um ciclo o qual devemos respeitar. Durante a presença da luz estamos ativos e atarefados, ao cair da noite vamos descansar. Respeitando o ciclo natural teremos bons resultados físicos e mentais. Que os dias sejam ativos e as noites sejam leves, que o ciclo se complete e a luz nos dê energia para viver e sua ausência nos acalme para dormir.»
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