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quinta-feira, 17 de outubro de 2019
O Eleitorado Português Vota Em Causas E Em Pessoas
O eleitorado em Portugal é dos mais lúcidos e maduros da Europa. Umas vezes é de esquerda, outras de direita. Vota em causas e em pessoas. Não confia a governação a ideologias e é pouco permeável a populismos. (Ricardo Junqueiro. OBSR)
O país não vira à esquerda ou à direita ciclicamente. Galvaniza-se antes com determinados personagens ou com certas medidas prometidas e é isso que mais influencia eleições. O entusiasmo tem sido mais negativo que positivo. Cavaco, Guterres, Durão, Sócrates, Passos e até Costa chegaram ao poder sobretudo pela mão do antagonismo do eleitorado com os seus antecessores. Não foi a subscrição eleitoral das ideologias com que se apresentaram às urnas e com base nas quais prometeram tanto choques fiscais (Durão) como reforço do investimento público (Sócrates)
O crescimento do PAN reforça também esta ideia. Para além da preocupação com os animais e com a natureza, poucos sabem o que defende o PAN e como se posicionarão os seus quatro deputados em matérias não relacionadas com o motivo justificativo do partido. Pelo que se viu nos debates, possivelmente nem o próprio PAN saberá. No entanto, a sua base de apoio cresceu em todo o país devido à identificação com a causa.
Ao contrário do que possa aparentar, mesmo a conquista de um lugar no hemiciclo pelo Chega não contradiz esta ideia. Alguns indicadores revelam que este partido cresceu em áreas onde a CDU era mais sólida (e onde entretanto caiu), o que também sugere que não é tanto a ideologia, mas antes determinadas mensagem populistas (lembra-se dos cartazes “Basta de roubalheira” ou “Tantos deputados para quê?”) que justificam o voto nestes partidos. (continuar a ler)
Havia Uma Canção Nessa Floresta ...
Havia também uma canção nessa floresta,
mas era uma canção selvagem,
um sussurro de loucura
e choro e raiva.
mas era uma canção selvagem,
um sussurro de loucura
e choro e raiva.
Naomi Novik
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Previsõs: Agrava-se O Défice Entre 2019 E 2020 E Afasta-se Do Objetivo De Médio Prazo
Nas contas do Governo, o saldo positivo (0,1%) que se previa já este ano desapareceu, passando a prever-se um défice estrutural de 0,3%. Já para 2020, o resultado será ainda pior, prevendo-se agora um défice estrutural de 0,5%, quando antes se previa um saldo positivo de 0,3%, ou seja, uma diferença de 0,8 pontos percentuais.Sem novas medidas, os resultados apresentados violariam estas duas regras, tanto de reduzir o défice estrutural como da diferença mínima admitida entre o objetivo anual e o que o Governo se propõe a fazer.
Nestes casos, a Comissão Europeia envia uma carta ao país, como fez com Portugal em 2016, a exigir novas medidas ainda dentro da proposta de Orçamento, e começa negociações com o país sobre essas medidas e as novas metas. No limite pode fazer o que fez com Itália, rejeitando a proposta de Orçamento e pedindo ao Governo para apresentar uma nova versão que respeite as regras orçamentais do Tratado Orçamental. (continuar a ler)
PSD :A Estratégia Redutora
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| Víctor Reis, OBSR |
Goste-se ou não, os resultados do PSD nas últimas eleições legislativas foram um desastre.
Mas estes resultados não são inesperados.
São o produto de uma estratégia, conscientemente conduzida por esta liderança do PSD, que iniciou o seu mandato a proclamar que o partido “não foi fundado para ser um clube de amigos” – como se alguma vez tivesse sido –, depois comparou o PSD a um “albergue espanhol” e termina agora dizendo que se parece com “uma gaiola de malucas”.
De forma recorrente, a liderança do PSD cultivou o atrito e o conflito interno a pontos de convidar os que “discordam estruturalmente” – vai-se lá saber o que isso é – a sair do PSD. E terminou a noite das eleições a desculpar-se com a situação interna.
Em vez de unir, dividiu. Em vez de mobilizar, afastou. Em vez de incentivar, desalentou.
Infelizmente, a inação no combate político foi uma constante.
Mas houve uma exceção: os pactos de regime celebrados com o PS.
Inseriram-se no discurso, profusamente repetido, que era necessário recentrar o PSD. Curiosamente, este discurso é feito pelos mesmos que no tempo da governação de Pedro Passos Coelho alimentaram a ideia que o PSD se tinha afastado da sua matriz social-democrata e tinha virado à direita.
Foi esta manobra que serviu primorosamente os interesses eleitorais do PS em 2015 e legitimou o argumentário de António Costa que tanto glosou a “viragem do PSD à direita”. Deliberadamente, confundiu-se a opinião pública fazendo crer que a política de austeridade ditada pela bancarrota, resultava de uma opção ideológica de viragem à direita. A confusão foi tão profícua que até desapareceram as referências aos “cortes” iniciados em 2010, com o descalabro da governação do PS.
Quando se revisita os quase dois anos de mandato desta liderança, percebe-se o contraste entre a oposição que fizeram à governação do PS e o frenesim que agora mostram por causa da disputa interna. Gastam hoje as energias que pouparam nos últimos dois anos.
(ler aqui artigo completo)
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Cada Tic Tac É Um Segundo Da Vida ...
Cada tic tac é um segundo da vida que passa, foge, e não se repete. E há nele tanta intensidade, tanto interesse, que o problema é só sabê-lo viver. Que cada um o resolva como puder.
Frida Kahlo
Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)
>SNMMP junta-se à Fectrans e Antram e assina acordo para contrato coletivo de trabalho dos motoristas
>Corrupção na legalização de imigrantes: Polícia Judiciária faz buscas a advogados e a funcionários do SEF, Finanças e Segurança Social
É Preciso Acabar De Vez Com Os Interesses Instalados Na Ordem Dos Advogados
Tudo isto tem dado da Ordem dos Advogados uma imagem pública absolutamente degradante, demonstrando que os seus órgãos executivos andam neste momento envolvidos numa guerra sem quartel, cada um em defesa das suas capelinhas, incapazes de se preocupar com a gravíssima situação que atinge a esmagadora maioria dos advogados portugueses. É devido a estes conflitos internos que a Ordem dos Advogados anda há muito tempo a perder o prestígio e a influência que já teve na sociedade portuguesa. É preciso, por isso, acabar de vez com os interesses instalados na Ordem dos Advogados e voltar a colocá-la ao serviço da sua função estatutária de zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de advogado. (Fonte: Luís Morais Leitão, Ji )
A Paz Sem Vencedor E Sem Vencidos
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
(Sophia de Mello Breyner Andreson)
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