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quarta-feira, 30 de outubro de 2019
A Agricultura Foi Totalmente Desconsiderada Pelos Governos De Costa
A Agricultura conseguiu aumentar as exportações ao dobro do ritmo do resto da economia e tirou jovens do desemprego em tempo de crise, mas foi totalmente desconsiderada pelos governos de António Costa.A quem possa pensar que a saída da Floresta do Ministério da Agricultura foi um ato isolado, desengane-se: a desconsideração de António Costa para com este sector começou desde o primeiro dia da legislatura anterior.
Agora, o desentranhar das Florestas do Ministério da Agricultura e passá-las para o Ministério do Ambiente. A nossa Floresta está intimamente ligada à nossa Agricultura. Aliás a sua sobrevivência e sustentabilidade depende da simbiose com a Agricultura e da existência de empresários competitivos. Com esta decisão, o primeiro-ministro reconhece que afinal a reforma da floresta do anterior Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, a tal que era a primeira desde o tempo de Dom Dinis, não foi boa, e vem partir o complexo Agroflorestal em dois.
Foi a agricultura um bode expiatório da governação socialista? A resposta é sim.
A agricultura foi posta na periferia da decisão política. O mal que está feito dificilmente se conseguirá remediar. Caberá à nova equipa governativa o desafio de manter o Programa de Desenvolvimento Rural no Ministério, manter a gestão das verbas ligadas à agricultura e às florestas no IFAP, e ser o interlocutor-líder para as questões agrícolas e de Desenvolvimento Rural com as instituições Europeias. Caso contrário, arriscamo-nos a um cenário muito complicado para o sector agrícola nacional.
(Excertos do artigo de José Diogo Albuquerque, OBSR)
Você Pode Saber O Que Disse, Mas ...
«Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.»
Jacques Lacan
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)
O Grande Silêncio Do Ministério Da Educação ...
O grande tema da semana [passada] foi o silêncio ensurdecedor do Ministério da Educação sobre uma família cigana que bateu numa funcionária negra, noutra branca e em dois professores – tudo com directos para a TV, em confissão pública com dolo. Ao mesmo tempo que agia suspendendo o professor que bateu no aluno, o Ministério da Educação e o Ministério Público remeteram-se ao silêncio quando a violência recaiu em directo sobre professores e funcionários. Sim, tudo começa no momento em que o Ministério, o Estado, desrespeita os professores, dando luz verde à restante parte da sociedade para fazer o mesmo.
O problema não é a cor da pele. É um sistema escolar que está em decadência, em que quem mais passa a mensagem de desautorização do professor é quem mais lhe devia respeito – a tutela. São mais de 10 anos de declarações bárbaras sobre os professores, aliás tudo começou (e não parou) com uma Ministra que disse de peito cheio, “perdi os professores, mas ganhei o país”. A Ministra é Reitora. Foi promovida. E ainda hoje não compreendeu – nem os seus sucessores – que sem professores cuidados, bem pagos, com boas carreiras, e respeitados, não há país.
Naturalmente que outra escola terá que emergir na escola, como em Abril, porque do Ministério já é óbvio que não virá. A primeira coisa a fazer – e é ainda muito pouco para recuperarmos a escola criativa, interessante, viva -, é, cada vez que um professor ou funcionário for alvo de agressão verbal e física realizar-se uma manifestação destas, com os pais também, como foi esta – um exemplo de civilização para “ganharmos de novo o país”.
(excertos do texto de Raquel Varela.'O professor, o cigano e a negra')
É Uma Conquista Por Dentro, Um Totalitarismo De Uma Outra Natureza
É uma conquista por dentro, um totalitarismo de uma outra natureza, vírus que penetra a inteligência, corrói a vontade, fazendo de cada vitima um instrumento de propagação da infecção...Não se trata duma decadência como houve outras no tempo e nos espaços. É uma regressão civilizacional.
Não uma decadência como a ligada à queda do Império Romano, com que alguns a comparam pela semelhança aparente de algumas manifestações.
As invasões de hoje, pelo contrário, transportam germens de dissolução, de degenerescência, de morte. “Nós amamos a morte”, é o grito islâmico revelador com que matam e se matam.
E os novos mosteiros que deviam ser hoje as Universidades foram contaminados e tornaram-se centros de propagação da pandemia.
Não surpreende ser dos Estados Unidos que agora chega o delírio que está a alastrar na Europa. As notícias desse naufrágio da civilização em curso são de todos os dias e sempre mais surpreendentes.
(Excertos do artigo de Guilherme Valente, OBSR)
O Nevoeiro Espesso Turva A Visão ...
Caso eu me entregue à revolta,
peço-te Senhor, ensina-me a ser como o riacho
cujas águas deslizam entre os seixos
e se entregam docemente ao mar.
CP
CP
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)
>Caixa vai extinguir imobiliária que teve perda de 40 milhões em Espanha
>Reino Unido destrona EUA. É agora o país com quem Portugal teve o maior excedente comercial em 2018
>Metro de Lisboa lança passes especiais para o Web Summit
>Uma conferência, muito mais do que uma conferência. O que é que o Web Summit tem?
>DIAP do Porto abre inquérito à construção da ala pediátrica do hospital São João
>Empresas já pediram emprestados 336 milhões de euros a investidores de retalho este ano
Esta É A Frase
«Decisões que não respeitam a lei ou a jurisprudência e que impedem o Ministério Público de investigar. É assim que a Relação tem visto o magistrado que tem o destino de José Sócrates nas mãos.»Luis Rosa, OBSR
O número de decisões do juiz Ivo Rosa que são revogadas pelo Tribunal da Relação de Lisboa — algumas das quais com uma adjetivação forte — tem surpreendido. Até pelo padrão na censura à ação do magistrado do Tribunal Centra de Instrução Criminal.
Por estar a liderar a fase de instrução da Operação Marquês — que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, que será ouvido em tribunal esta segunda-feira — é importante perceber o que está em causa. É normal um juiz de primeira instância ter tantas decisões revogadas? Será que Ivo Rosa tenta mesmo impedir o Ministério Público de investigar durante a fase de inquérito? A forma como o magistrado olha para a prova indireta faz sentido, particularmente em crimes económico-financeiros, como a corrupção?
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