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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde (act)


Flagrante Conflito De Interesses


Mas, Não Se Passa Nada.

Mário Centeno prepara-se para ser governador do Banco de Portugal, como se fosse normal, como se não houvesse um flagrante conflito de interesses, que põe em causa a independência do supervisor.

António Costa, ECO

Agora que o Orçamento do Estado para 2020 foi aprovado no Parlamento — falta agora a promulgação do Presidente da República para entrar em vigor –, a discussão é sobre o futuro de Mário Centeno e a cada dia que passa a sua saída mais parece o segredo mais mal guardado do mundo. Estranho é que todos, incluindo Rui Rio, aceitem como normal a sua nomeação para governador do Banco de Portugal. Qual independência, qual conflito de interesses?

Mário Centeno ficará na galeria dos ministros das Finanças com o cumprimento do objetivo de excedente orçamental, eventualmente até já em 2019, é um economista que vem do Banco de Portugal e chegou a presidente do Eurogrupo. Tem, portanto, curriculum para ser governador, talvez até o mais bem preparado de todos os potenciais candidatos. Não é, por isso, por falta de habilitações, não são as suas competências que estão em causa, nem sequer o seu perfil para o lugar. O que está em causa é outra coisa, é a credibilidade e independência das instituições.

Eternidade ...




“Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.”

Cecília Meireles

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde

Falta De Técnicos Para Enfrentar Coronavírus

Não é inédito Portugal enfrentar uma ameaça à saúde pública. Há planos de contingência e lições que ficaram de pandemias passadas, mas nunca o responsável máximo da autoridade nacional de saúde esteve tão sozinho. A Direção-Geral da Saúde (DGS) perdeu vários dos especialistas mais experientes e até ao início desta semana não tinha ninguém na cúpula das decisões além da própria diretora-geral. Nenhum dos dois subdiretores estava ao serviço e só o apoio de peritos externos tem permitido a Graça Freitas preparar as medidas.

Um responsável de saúde resume a atual situação na DGS: “Colocaram pessoas sem experiência em lugares chave.” E garante: “A diretora-geral está sozinha e mal acompanhada.”

VERA LÚCIA ARREIGOSO, Expresso

O Caos ...


O caos é impensável, já que a mistura é uma ordem e não há para o espírito do homem, ou no espírito do homem, nada que não seja relação. O que acontece é que chamamos desordem à ordem que nos não agrada, ao conjunto de relações em que não entendemos ou não aceitamos a relação connosco.

Agostinho da Silva 

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)


A Banalização Da Autoridade Do Estado

Sem respeito não há autoridade. Sem autoridade não há sociedade. É urgente reafirmar apoio aos agentes da PSP e da GNR e dotá-los das condições e equipamento necessários ao cumprimento da sua função.

Vicente Ferreira da Silva, OBSR

A banalização da autoridade que está a acontecer debaixo dos nossos olhos, não é um assunto para ser tratado com leviandade ou brevidade. Deve ser objecto duma profunda reflexão e não deverá ser abandonado até estar corrigido.

Uma juíza e uma procuradora foram agredidas. É de estranhar que qual tenha acontecido? Ou será mais surpreendente que os titulares dos restantes órgãos de soberania ainda não tenham sido agredidos?

Começou por ser esporádico. Mas actualmente é usual. Uns mais do que outros, funcionários da autoridade tributária, fiscais da segurança social, professores, auxiliares, enfermeiros, médicos e até polícias são ou já foram agredidos. Recentemente assistiu-se ao caso dos bombeiros de Borba e agora o episódio do tribunal de Matosinhos.

O que está em questão é a banalização da autoridade do Estado, particularmente, e a falta de respeito pelos agentes públicos que daí advém. Ora, para que o respeito seja observado é imprescindível combater a impunidade. A todos os níveis e de toda e qualquer pessoa. Sem respeito não há autoridade. Sem autoridade não há sociedade. Como tal, a banalização da autoridade é muito pior, pois coloca em causa a ordem social. É, por isso, urgente reafirmar apoio aos agentes da PSP e da GNR e dotá-los das condições e do equipamento necessário ao cumprimento das suas funções. (continuar a ler)

Mil Anos Há Que Busco A Minha Estrela ...


Mil anos há que busco a minha estrela
E os Fados dizem que ma têm guardada;
Levantei-me de noite e madrugada,
Por mais que madruguei, não pude vê-la.

Já não espero haver alcance dela
Senão depois da vida rematada,
Que deve estar nos céus tão remontada
Que só lá poderei gozá-la e tê-la.

Pensamentos, desejos, esperança,
Não vos canseis em vão, não movais guerra,
Façamos entre os mais uma mudança:

Para me procurar vida segura
Deixemos tudo aquilo que há na terra,
Vamos para onde temos a ventura.

Francisco Rodrigues Lobo

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde