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sábado, 9 de outubro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Os Últimos Anos De Legislatura Marcados Pelo Apetite Insaciável

Os últimos anos da legislatura parecem ficar marcados pela vontade socialista de alargar o Estado, de aumentar o poder do governo sobre a sociedade, de consolidar a autoridade das instituições políticas sobre a sociedade civil e de reforçar a presença do sector público na vida privada, seja na economia, na educação, na saúde, na habitação ou na cultura.

Há já alguns meses que assistimos às primeiras iniciativas ditas do PRR, Plano de Recuperação e Resiliência. Já se pode confirmar que se trata do maior plano de despesa da história do país. E já foi possível verificar que aqueles fundos ou são gastos directamente pelo governo, ou investidos de acordo com os planos do governo, ou distribuídos pelo governo. A decisão, a iniciativa e a acção pertencem ao governo. Como se sabe que o Estado não tem actualmente competência técnica e científica suficiente, vai necessitar dos contributos empenhados e muito bem pagos de empresas nacionais e estrangeiras, de faculdades e universidades, de laboratórios e organizações que, no conjunto, ficarão dependentes do governo. O sector público e o Estado crescem com este plano. Os sectores privados, civis e académicos, científicos e culturais, ficarão muito mais dependentes do governo.

Em paralelo, foi aprovada legislação abrindo as portas à censura da informação e da expressão por vias digitais e outras, a exercer por intermédio de instituições públicas em parceria com organismos privados transformados em controladores morais e supervisores da verdade. Reclamados por alguns académicos e intelectuais, sugeridos por academias, apoiados pela União Europeia e pelo governo, foram criados mecanismos de monitorização do pensamento e da expressão. Depois do salazarismo e dos dois anos do período dito do Gonçalvismo comunista, foram estas as piores iniciativas tomadas em Portugal no sentido do controlo do pensamento e da censura da expressão.

Recentemente, a questão das Forças Armadas e da reorganização dos comandos superiores foi outro exemplo do apetite socialista. É verdade que foram os problemas da exoneração e da substituição do Chefe de Estado-maior da Armada que ocuparam a atenção de todos. E com razão, dada a infâmia que o governo preparou. Mas o que realmente sobrou e estava em causa era a tutela do governo sobre as Forças Armadas. Por outras palavras, a governamentalização das Forças Armadas. Isto é, a certeza de que estas últimas servem em primeira-mão e principal instância o governo do dia. As estruturas dos comandos superiores foram de tal modo redesenhadas que parecia defender-se apenas uma concentração de poderes no Chefe de Estado-maior General. A verdade é que esta era e é uma real camuflagem para uma dependência superior do Ministério e do Ministro e para a obediência ao governo.

A última questão a surgir com fragor no espaço público foi a da revisão do regime de criação e funcionamento das associações profissionais. Isto é, da lei das Ordens (médicos, engenheiros, advogados, farmacêuticos, economistas, arquitectos, biólogos, contabilistas, despachantes, enfermeiros, dentistas, veterinários, solicitadores, revisores oficiais, notários, psicólogos e nutricionistas).

Oque mais acontecerá? Depois da Economia, das Forças Armadas, da Informação, da Cultura e da organização das profissões? Haverá ainda quem esteja interessado em fazer parte de uma sociedade de cidadãos, de homens e mulheres livres e de instituições independentes?

(excertos do texto de Antópnio Barreto, Hoje no Público)

A Frase

"Não importa qual o propósito ou desígnio do País, o que importa é que há fundos sem fundo e pouco tempo para os gastar. Sublinho gastar, embora a palavra desejada seja investir."       (Carlos Marques de Almeida, ECO)

A semana promete animação com o Orçamento. Os números voam na pequena contabilidade dos partidos de Esquerda. Sublinho os partidos de Esquerda porque toda a Direita está excluída da mercearia das contas do Estado. Logo, Portugal começa o primeiro Orçamento do Plano de Recuperação e Resiliência amputado de uma parte fundamental do País que participa e participou na construção do Regime Democrático. É este um gesto democrático da parte do Governo? Certamente que não. Estamos perante a evidência de um sectarismo mascarado com gestos de modernização, mas de uma modernização para metade da Nação. Serão os restantes portugueses descartáveis na fundação da nova economia e do novo País recuperado?

Repouso Da Alma

 Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase

Quando Costa fez lembrar Sócrates - “O senhor não me conhece de parte nenhuma por isso não autorizo qualquer juízo moral sobre o meu comportamento como eu não faço sobre o seu”, foi assim que o primeiro-ministro respondeu a um deputado e vice-presidente do PSD. O tom ríspido e as palavras usadas recordaram imediatamente algumas intervenções de outro primeiro-ministro do PS, de seu nome José Sócrates.
Já se viu muito boa gente perder o norte por não saber enfrentar algumas contrariedades, e Costa revela que está tão desorientado com a oposição externa como com a oposição interna. Se as críticas que Pedro Nuno_Santos fez a João Leão tivessem sido feitas por alguém da oposição, de certeza que o primeiro-ministro não teria deixado a ocasião em branco e teria saído a público para defender o seu ministro das Finanças. (Vítor Rainho, Ji)

Declínio


 "As cidades estão por toda parte em declínio. 
Comércio, indústria e agricultura dobram-se sob o peso da tributação."

(Winston Churchill) 

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Situação Dramática No Hospital De Setúbal

Após o diretor clínico do Centro Hospitalar de Setúbal se ter demitido mais 87 médicos, entre membros da direção clínica, membros da direção de serviço e departamentos, coordenadores de unidade e comissões e ainda chefes de equipa de urgência, demitiram-se em bloco, na quarta-feira, em solidariedade com a atitude de Nuno Fachada.

Segundo o Observador, apenas três profissionais de saúde não subscreveram a carta de demissão, após alguns dias de recolha de assinaturas.

“Nada foi efetuado de forma estrutural que resolva este problema e o serviço está numa situação de rutura iminente”, lamentou Pinto de Almeida. 

“Os nossos médicos recém-especialistas são sistematicamente assediados para ir para outros hospitais”, lamentou o diretor demissionário do serviço de obstetrícia, para quem esta demissão em bloco deve servir como “um grito de alerta”.

"O Hospital de Setúbal vive a situação mais aguda no país em termos de falta de médicos e condições para trabalhar e o anúncio recente da contratação de dez novos médicos não chega", reiterou o bastonário, tomando as palavras de Pinto de Almeida.

Fonte: Ji

Nota: O BE, PCP e PS tudo calado.
Também o Hospital Egas Moniz está em situação de rutura.
A Ministra inquirida no Parlamento - Já
Como alguém disse - Nem A Basuca Cura A Doença Que Está A Matar O SNS.
O SNS a ir abaixo e o PM ainda continua a afirmar que está tudo a a funcionar muito bem?

Liberdade De ...


 Liberdade de voar num horizonte qualquer,
liberdade de pousar onde o coração quiser.

(Cecília Meireles)