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quinta-feira, 20 de julho de 2023

A Frase (150)

A luta do humano com o natural, que foi necessária para afirmar a diferença e a dignidade da nossa espécie, entra agora numa nova fase de diálogo, que, sem esquecer as contradições que permanecem, aponta a um novo e necessário entendimento com a Natureza. A isso nos obriga a crise que foi desencadeada com o Antropoceno, um processo que não cabe nas nossas previsões: Ressurreição ou Apocalipse?    (Luís Castro Mendes, DN)

A Propósito Da Arrogância


A arrogância bloqueia a possibilidade de olhar algo sob perspectivas diferentes.

(Mario Sergio Cortela)

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (149)

 “deixemos a justiça funcionar”, António Costa dixit. - Apetecia perguntar a Costa, primeiro-ministro de Portugal há oito anos, a qual Justiça se refere. A que aí está? A que dá pelo nome mas não está? A que se foi estilhaçando por entre esta governação já longa? A ladainha incomoda por mais de uma razão: primeiro porque não haver Justiça; depois porque fazer crer que ela existe faz de nós um bando de imbecis; e finalmente porque a política — e por isso a governação — não pode confundir-se com repetições monocórdicas de frases feitas e clichés inconsequentes.  (Maria João Avillez, OBSR)

Umas e outros atirados para o ar da media como a melhor — ou devia dizer a “única”? — resposta para situações duvidosas e/ou obscuras e já lá vai um bom par delas. Quando um chefe de governo mais nada tem a dizer ao seu país após a décima terceira ou décima quarta demissão do seu governo senão uma frase que ele sabe sem futuro, nem destino, que se pode esperar ainda dele? A menos que se dê por satisfeito (?) com um tardio texto que publicou há dias aqui no Observador. Pouca sorte: o escrito não aqueceu, nada arrefeceu, a ninguém convenceu: o seu autor ficou a meio de uma ponte que não apetece atravessar.

Dedução


Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.

Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

(MaiaKóvski)

terça-feira, 18 de julho de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Democracia Em Portugal

(Carlos Marques
Almeida, ECO)
 A democracia em Portugal é de uma mediocridade medonha, incorrigível na destruição da  independência individual, implacável na dominação do cidadão democrático. A ideia  de   consenso é uma operação política em que a esquerda imita a direita e a direita imita a esquerda.
 

A democracia portuguesa está numa fase crítica. Neste final da temporada 49 sente-se o ambiente corrupto e cansado de um país sem agenda. Sem agenda, o país político roda em círculos concêntricos numa observação suicida e suicidária. É a versão política do “poço da morte” suportado pela velocidade e pela inércia das forças políticas. O país sustenta-se com dinheiros da Europa, impostos portugueses, receitas do turismo. Gasta no que não deve. Guarda no que lhe convém. E no vazio da política instala-se o espectáculo dos bastidores, dos negócios, das comissões, dos interesses, de toda uma sub-classe política nomeada e não eleita mas que goza da protecção dos eleitos. Somos todos responsáveis porque não exigimos responsabilidades. (continuar a ler aqui)

A Frase (148)

Encurralados entre um governo que tropeça nas suas próprias trapalhadas e fragilidades, assolado por demissões quase à razão de uma por mês e uma oposição à esquerda que ainda se está a recompor das mudanças de liderança, e à direita, com os novos partidos s crescer e o PSD a manter-se com valores historicamente baixos, que não lhe permitem sonhar, para já, voltar ao poder, o mesmo eleitorado diz, nas sondagens, que a direita, toda junta, tem já mais votos que a esquerda. A geringonça perde terreno para o outro lado do hemisfério ideológico e o Chega, como se previa, arrisca-se a ser o partido de charneira, capaz de viabilizar uma maioria à direita ou, noutra leitura, impedir uma maioria de esquerda. Tal como, nesta altura, o PS está cercado, nos partidos que crescem, Ventura tem razões para sorrir.     (Pedro Cruz, DN)

Festejar


Entender o sentido da arte das festas e a importância de festejar como meio para resgatarmos uma memoria coletiva que se perdeu. E a partir dessa compreensão, encontramos o sentido da vida. 
(Sofia Carrera Pérez, RP)

Festejar é algo de grande importância. E se esse festejar for ritualizado é arte também. Ao longo dos séculos, esse carácter sagrado e de comunhão plena foi perdendo o seu significado. Aos dias de hoje, a maioria das festas são autênticas fugas à vida constituindo-se como palcos de demonstração de atos de separação e revolta, onde desfilam as maiorias angústias e excessos. Quantas vezes é que num pós festa assistimos a uma desarmonia em nós próprios?

O objetivo do ato de festejar foi originalmente criado para nos elevar, religar à origem, aproximarmo-nos da fonte, do início. Celebrar a vida para chegarmos à conclusão do que ela efetivamente representa. Para que ela possa ser compreendida, respeitada e celebrada trazendo harmonia e evolução.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde