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domingo, 26 de maio de 2024

Saiba Como Vai Este País

A elite dos cidadãos portugueses passou a ser constituída por dois grupos: os jovens e os trabalhadores dos salários baixos. São estes que, na sua maioria, beneficiam de quase tudo e pagam quase nada. O mesmo é dizer: os restantes pagam quase tudo e beneficiam de quase nada. (José Mendes, DN)

Este é um conceito que sucessivos Governos socialistas e sociais-democratas teimam em materializar, criando uma sociedade crescentemente mais injusta, na medida em que aniquila a classe média e, mais grave ainda, extingue a chama da ambição na vida, convocando uma enorme faixa da população para a armadilha da doce e preguiçosa dependência do Estado. (...)

A Frase (121)

Aumentar a taxa de IRC é prejudicar o desenvolvimento de Portugal e o nível de vida dos portugueses, pelo que é na realidade uma grande injustiça. A ciência económica já o demonstrou há décadas, mas governos e partidos demagógicos continuam a enganar os portugueses negando esta evidência.  (Ricardo Pinheiro Alves, ECO)

Em Portugal repete-se sistematicamente a mentira de que aumentar as taxas sobre as empresas é uma questão de justiça. Não é. O estudo mostra que aumentar as taxas de IRC significa prejudicar o investimento em máquinas, em investigação e em desenvolvimento tecnológico, que são essenciais para a criação de riqueza, deteriorar a competitividade da economia e das empresas, e diminuir o consumo das famílias pois são estas que vão suportar o imposto. (...)

A Comissão Europeia (CE) tenta, desde os anos 1960, reforçar o seu poder pelo controlo de uma nova fonte de receita através da harmonização fiscal dos impostos sobre as empresas na UE. Esta questão vai ser em breve discutida, no âmbito da revisão dos recursos próprios, e é muito importante que os portugueses saibam antes das próximas eleições para o Parlamento da UE qual é a posição dos partidos que a elas se apresentam. (...)

Saiba Que:  A actual taxa de IRC é altamente prejudicial para o nível de vida dos portugueses. De acordo com a OCDE, Portugal tem a taxa efectiva mais elevada dentro do Mercado Único (28,4% em 2022), mais do dobro da Irlanda (12,4%), da Roménia (14,4%), da Bulgária (9,2%), da Hungria (10,3%) ou da Lituânia (13,7%), e muito acima de países com forte capacidade de atracção de investimento como Alemanha (26,4%), França (23,7%), Espanha (23,3%) ou Itália (15,5%), ou ainda da outra economia europeia de grande dimensão, o Reino Unido (12,8%). (...)

     

Sociedade

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes 
brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. 
Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

(Paulo Freire)

sábado, 25 de maio de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde


Saiba Como Vai Este País

Socialistas forçam descida do IVA que recusaram, duas vezes, quando eram Governo.      (Artur Cassiano, DN)

Em 2020, Pedro Nuno Santos era ministro das Infraestruturas e Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública. Pedro Siza Vieira era ministro da Economia e João Leão, ministro das Finanças. (...)

Em 2020, a proposta do PCP para baixar o IVA da eletricidade para 6% foi chumbada pelo PS, CDS, PAN e pela deputada não inscrita Joacine Katar Moreira. O PSD que chegou a anunciar um voto favorável optou pela abstenção. (...)

“Vamos votar sim a vossa proposta porque queremos mesmo baixar o IVA da energia aos portugueses”, afirmou, nesse dia 30 de junho, Duarte Pacheco, dirigindo-se ao PCP. Depois aconteceu esse volte-face. PCP, BE, IL e Chega [que tinha uma proposta igual e outra que incluía o gás natural] votaram a favor.

Dois anos mais tarde, a 16 de setembro de 2022, a maioria absoluta socialista chumbou as várias propostas de redução do IVA da eletricidade para 6%. O PAN absteve-se. PSD, CH, IL, PCP, BE e Livre votaram a favor. (...)

Hugo Carneiro, deputado do PS, fez contas às cinco medidas socialistas - “mais de 2 mil milhões de euros de impacto” -, que, no seu entender são formas de condicionar o Orçamento do Estado.

 “A irresponsabilidade já tem números que podemos identificar (…) Se continuarmos nesta empreitada do PS, o IRS Jovem, a isenção do IMT e outras medidas da AD podem ficar pelo caminho. É este o risco que os portugueses devem conhecer”, avisou.

A Frase (120)

Enquanto o foco for a regulação, a União Europeia estará " a conduzir a Europa para a irrelevância", como alertou há algumas semanas o CEO da Ericsson.     (André Veríssimo, ECO)
 
Se há algo em que a União Europeia é líder incontestada é na regulação. Tirando algumas exceções, como os impostos ou a política de defesa, onde tem competências muito limitadas, pouco existe que não se reja por regras emanadas pela tecnocracia comunitária.

A regulação tem várias vantagens. Traz segurança jurídica, reforça a confiança dos agentes económicos, garante proteção aos consumidores, cria transparência e promove a integridade dos mercados. Sem ela, não teríamos algo tão crítico para a UE como um mercado único europeu funcional e vibrante.

É também importante para forçar transformações. Sem o incentivo da regulação as metas de descarbonização na UE não passariam de meras fantasias.

O problema é quando se vai longe demais. Em excesso, a regulação impõe custos muito significativos às empresas, limita o seu crescimento, funciona como uma barreira à entrada de novas empresas no mercado e limita a inovação. (...)

Nas últimas décadas, o que sobra em regulação tem faltado em capacidade de competir em inovação tecnológica com os Estados Unidos e, mais recentemente, com a China. A lista das empresas com maior valor bolsista do mundo é reveladora. As seis primeiras são todas americanas: Microsoft, Apple, NVIDIA, Alphabet, Amazon e Meta. Alargando ao top 10, os únicos “intrusos” são a TSMC, de Taiwan, e a chinesa Tencent. (...)

A Noite Abre As Flores Em Segredo ...


 A noite abre as flores em segredo e deixa que o dia receba os agradecimentos

(Rabindranath Tagore)

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Quando Não Há Incidentes, Inventam-se

De repente, o país comentador pressentiu que talvez nada tivesse existido: nem linchamento, nem criança. (*) Perguntar-me-ão: e esse país, de indignação tão pronta, não se indignou outra vez com a falsidade da notícia? Não, não se indignou. Calou-se. Passou à frente.  (Rui Ramos, OBSR)

Porquê? Porque esta notícia falsa foi uma ocasião para exalar superioridade moral contra a “xenofobia” e o “racismo”. Como tal, foi uma boa notícia falsa. Serviço público, como dizem os entusiastas.

Que sugere esta história? Que há na sociedade portuguesa, como no resto do Ocidente, uma máquina de inventar racismo, em que muita gente está ansiosa por meter a sua moeda. Se preferirem, acreditem que é apenas uma excentricidade da época. Mas não. Faz parte da luta política. Nos últimos anos, a esquerda que se diz centrista abriu-se à influência da extrema-esquerda, e facilitou-lhe a entrada nas instituições.

Quando não há incidentes, inventam-se, seguindo a velha regra do jornalista anti-clerical de Eça de Queiroz. Foi o que vimos.  

Nota (*) : A actualidade continua a não nos faltar com pequenos factos luminosos. O último foi este: em escola de Lisboa, uma “criança nepalesa de 9 anos” teria sido “linchada” por colegas da sua idade, ébrios de “xenofobia e racismo”.

Sondagem - Montenegro É O Líder Com Melhor Nota. Ventura É O Que Tem A Pior.

Em segundo lugar surge o líder do Livre, Rui Tavares, com uma nota de 9,9 pontos, um pouco à frente do secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos. 

As avaliações ao primeiro-ministro e líderes partidários constam da sondagem feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica.

O chefe do Governo é o líder que reúne a percentagem mais alta de avaliações positivas (75%), dez pontos percentuais acima do que conseguia em Julho do ano passado.

Numa escala de 0 a 20, o chefe do executivo consegue uma avaliação média de 11,3 pontos, comparável com uma avaliação de 10,3 pontos de Julho registada em 2023 – a última vez em que o Cesop colocou a questão da avaliação dos líderes. A boa nota de Montenegro é reforçada pela percentagem de avaliações positivas. O chefe do Governo é o líder que reúne a percentagem mais alta de avaliações positivas (75%), dez pontos percentuais acima do que conseguia em Julho do ano passado.

O PR tem pela primeira vez nota negativa.
(Saiba todos os pormenores - Público)