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sábado, 26 de outubro de 2024

A Frase (267)

Nada substitui a responsabilidade individual. Quem mata. Quem pega fogo. Quem dispara. Quem rouba. Quem viola. Quem tortura. Quem mente. Sem responsabilidade individual, não há cidadania nem direitos humanos. (António Barreto, Público via Sorumbático)

É verdade que o meio social, o ambiente, o quadro geral, a classe social, a comunidade, o bairro e a vizinhança ajudam a compreender fenómenos e acções. Nada pode ou deve ser feito pela política ou pela reforma social sem ter isso em conta. Mas nunca, de todo, nunca esse contexto pode desculpar o crime e justificar o ódio. Estes são acções do individuo e como tal devem ser avaliadas, julgadas, recompensadas ou castigadas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Soneto Do Encanto


E olhei o seu rosto e de fundo, a lua...
Dourando de luz, criando momentos.
A eternidade pertence a quem a possua,
Qual lua distante, como seus pensamentos.

Poemas das ruas, das noites escuras,
Dos mares revoltos, tão leves flutuam...
Sonetos do encanto, natureza nua,
Pureza da lua, beleza só sua.

Qual menestrel galopando em trovas,
Na busca incessante por um só olhar,
Apenas um toque, vindo de mãos tão alvas,
Que brilhe em Minh’ alma, qual luz do luar.

(JRUnder)

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Evolução Da Inteligência Artificial

Os agentes de inteligência artificial (IA) – Agentics – estão a emergir como uma força transformadora na tecnologia moderna. Estes agentes autónomos percebem o ambiente, tomam decisões e agem sem intervenção humana direta, prometendo revolucionar a nossa forma de trabalhar, as nossas organizações e a sociedade em geral. Estamos na infância de um novo mundo autónomo, de agentes de autónomos, equipas autónomas e organizações autónomas. (Sérgio Ferreira, J Económico)

A inteligência artificial tem evoluído rapidamente, e os agentes de IA representam o próximo passo nesta jornada. A integração destes agentes pode trazer avanços significativos em todas as áreas e setores da nossa sociedade.

No seu cerne, os agentes de IA funcionam com base num ciclo de perceção-decisão-ação:

Perceção: Utilizando sensores ou entradas de dados, o agente percebe o seu ambiente. Isto pode envolver dados visuais de câmaras, dados textuais de documentos ou dados auditivos de microfones.

Tomada de Decisão: O agente processa a informação percebida usando algoritmos de IA, como redes neurais ou árvores de decisão, para determinar o melhor curso de ação.

Ação: Através de atuadores ou comandos de software, o agente atua sobre o seu ambiente, seja movendo um membro robótico ou executando uma transação num sistema de software. (ler texto integral)

A Frase (266)

 A primeira vítima dos gangs é sempre a população dos bairros onde os gangs prevalecem. A polícia não é a solução, mas sem a polícia não há soluções. Não podemos eliminar todas as carências das periferias num instante. Mas podemos garantir aos seus moradores a ordem que lhes permita aproveitar as oportunidades e, pelo seu próprio esforço, tornarem-se donos das suas vidas e aumentarem o seu conforto e satisfação. Foi dessa segurança que vieram à procura aqueles que abandonaram países sem o mais precioso dos patrimónios — um Estado de direito. É esse património que temos de partilhar com eles. Por eles, e por nós.  (Rui Ramos, OBSR)

Tal como Londres, Paris ou Estocolmo, também Lisboa tem os seus bairros periféricos, com populações oriundas de fora da Europa, geralmente empregadas nos serviços urbanos. Também nesses bairros, há gangs. (...) Em França, as periferias urbanas já incluem os “territórios perdidos da república”, onde a única autoridade é a do passador de droga (...). Segundo a nossa classe política, nada. Lisboa não é Paris. Fica no “país mais seguro do mundo”, no “oásis” do costume. Como se Lisboa estivesse encalhada no tempo do “Pátio das Cantigas”, com cravos à janela e varinas atrevidas.

Como outros debates, também este anda viciado. A extrema-esquerda está desesperada por encontrar nas periferias a nova carne de canhão para a sua luta de classes, agora em versão de guerra racial. Por isso, justifica a violência enquanto “expressão” de descontentamento, como se os gangs representassem os moradores dos bairros, e demoniza a polícia e o que chama “discurso securitário”, como se bastasse extinguir a PSP para Lisboa ficar em paz. (...) (ler texto na íntegra) 

Página Em Branco

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

O Mordomo Da China

Será uma manifestação de respeito pelo direito internacional o SG da ONU encontrar-se com um líder sob mandato de prisão do Tribunal Penal Internacional? Ou Guterres não reconhece legitimidade ao TPI? 
 
É muito simples e, ao mesmo tempo, muito triste: Guterres fez um pacto com Pequim e tudo faz para ajudar a política externa chinesa. É verdade que Trump nunca quis construir uma boa relação com o Secretário-Geral da ONU, mas isso está muito longe de explicar tudo. (...)

Quando Guterres foi eleito, pela primeira vez, SG da ONU, em Outubro de 2016, Obama ainda era o Presidente americano, e recebeu o apoio dos EUA, tal como do Reino Unido e da França. Quando foi reconduzido como SG da ONU, Biden já era o Presidente americano. Ou seja, Guterres nunca precisou do apoio de Trump nas duas votações, e contou sempre com os votos de dois Presidentes democratas: Obama e Biden. Mas nem isso, impediu que Guterres se entregasse completamente nas mãos do regime chinês. (...)

Mas no meio destas cambalhotas políticas, há um ponto comum no percurso político de Guterres: servir quem tem poder. Que triste fim de uma carreira política: ser o mordomo da China. (João Marques de Almeida, OBSR)

A Frase (265)

O que pode matar a Comunicação Social é interferir demais, instrumentalizá-la ou manietá-la, estabelecer relações privilegiadas com grupos dominantes ou produzir legislação paternalista e burocrática.   (António Carrapatoso, OBSR) 

O Plano de Ação para a Comunicação Social apresentado por este Governo para já valerá por iniciar uma discussão pública, que se pretende participada, sobre a Comunicação Social e pelas intenções que afirma de alteração integrada e pensada do enquadramento legislativo. (...)

Convém neste setor evitar tudo que se possa aproximar de uma vassalagem dos órgãos de Comunicação Social ao Estado e ao Governo ou de uma vassalagem, em sentido inverso, do Governo e Estado aos órgãos de Comunicação Social. (...)

Na mesma linha deverá ser evitada qualquer maior promiscuidade, propiciadora de passagem de recados ou geradora de condicionamentos, entre os Órgãos de Comunicação Social e os atores políticos, económicos ou corporativos. (...)

A situação da nossa Comunicação Social deriva (como em outras áreas no país) de décadas de faz de conta, de deixa andar e de resistência e falta de coragem para a mudança, com vários responsáveis, desde logo políticos, mas também do setor, para além naturalmente de outros.

Talvez seja altura de fazer mais alguma coisa para que tudo não fique na mesma, sendo que, mais tarde ou mais cedo, na mesma não ficará decerto pois a insustentabilidade não deixará de ocorrer e a mudança por se impor, mas com adiamentos, maiores custos e sofrimentos, desnecessários.

Vamos agora ver se particularmente este Governo com o seu Plano e estes atores do setor saberão levar a carta a Garcia. (ler texto na íntegra)

Tarde De Mais ...


Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Por que chegaste tarde, ó meu Amor?!.

(Florbela Espanca)