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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (122)

Infelizmente para o PS, Bloco e Livre mas felizmente para o futuro da nossa sociedade, à medida que prendemos mais sobre a vida e como funcionam as coisas crescemos e percebemos os nossos valores. (Pedro Caetano, OBSR)

Assim adoramos o programa dos rapazes do PS inspirado na sua admiração (...) do Livre e BE. Tal programa diz-nos por exemplo que agora é que nos vão dar resmas de casas em Portugal sem termos de emigrar para trabalhar. Já não teremos de fugir de pagar cá tantos impostos, supostamente para nos construírem casas e hospitais. Há décadas que não deram nada do que prometeram dar da habitação à saúde, só tiraram cada vez mais em impostos, mas agora é que é! Igualmente achamos o máximo que o programa do PS proponha esconder e punir menções de origem que questionem a verdade religiosa da esquerda sobre minar a cultura portuguesa.

Acreditamos mesmo que Pedro Nuno Santos e os seus possíveis ministros boys socialistas que cresceram todos na JS a apoiar Zé Socrátes tudo farão pelo povo.(..)

Um dia dar-nos-ão muito comparado com o que tiram em impostos. São anjos cor-de-rosa que agora nos pagarão as propinas e casas, resolverão tudo no SNS e segurança, criando dinheiro e empregos por magia. Há décadas que o poder de compra em Portugal já deveria ser top e o dinheiro dos impostos investido magistralmente pelo PS. Não são.

Costa fez, a imigração ilegal maciça incontrolada em percentagens enormes nunca dantes vistas. Quais controlos de registos criminais! Não é preciso. Não há problemas garantem-nos até os diretores da polícia por eles promovidos.

Infelizmente para o PS, Bloco e Livre, mas felizmente para o futuro da nossa sociedade, à medida que começamos a aprender mais sobre a vida e como funcionam as coisas crescemos, aprendemos e começamos a perceber que os valores e sociedade que os nossos antepassados construíram e nos legaram afinal tinham muito valor e só precisavam de ser incrementalmente melhorado, não destruídos completamente.

Igualmente, a maioria dos jornalistas idosos em Portugal (...) nunca cresceram nem nunca foram capazes de perceberem factos culturais e económicos muito simples de perceber ao crescer. Vemo-los com as caras cada vez mais rugosas, mas as mentes iguais ao que eram na infância, sem qualquer progresso intelectual ou ideológico.

O Solitário ...


Detesto seguir alguém assim (...)
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Quem não se mete medo não consegue metê-lo a
ninguém,
E só aquele que o inspira pode comandar.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
De me perder durante um grande pedaço,
Acocorar-me a sonhar num deserto encantador,
E forçar-me a regressar de longe aos meus penates,
Atrair-me a mim próprio... para mim.

(Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 13 de maio de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (121)

É cruel olhar para as reportagens com centenas de pessoas a tentarem entrar em autocarros a abarrotar para irem trabalhar, numa vida que já é difícil e que, de repente, ficou ainda mais infernal, e sentir-se orgulhoso porque a “luta laboral” está a “correr muito bem”, nas palavras de quem convoca a greve. E isto não tem a ver com a questão de que as greves só têm efeito se provocarem dano. 

Porque devemos perguntar: dano a quem? Na origem, a greve servia para dar prejuízo ao “patrão”, o que detém “o capital” e que deixa de “lucrar”, porque a produção paralisa. Mas com a criação (artificial) de monopólios do Estado, esta realidade muda-se para o combate político entre quem está no poder e quem lá quer chegar… E que se lixe quem sai ‘morto’ ou ‘ferido’.

Em praticamente toda a Europa (excluindo Rússia), só mesmo Portugal não lê, hoje, “comunismo = crueldade”. Isto apesar de, também por cá, os exemplos se acumularem. Mas já lá vamos. Além do velho argumento das “razões históricas na luta contra o fascismo”, a excelente imprensa que as ideologias comunistas e semelhantes (marxistas ortodoxas, trotskistas, maoistas...) sempre tiveram, deram um nível esculpatório a quem sempre fechou (e fecha) os olhos a alguns dos maiores crimes contra a Humanidade.(...)

Tal como os igualmente abomináveis nazismo e nacional-socialismo, primos direitos do comunismo, por quanto são igualmente totalitários, colocam o Estado antes do indivíduo e (como tal) resultam, sempre, em milhares ou milhões de mortos, as ideias que nascem do ódio tendem a ser bem populares, pelo menos em alguns períodos. 

Para piorar, ao contrário da extrema-direita, a esquerda veste-se de cordeiro - ou melhor, do cão pastor protetor dos mais fracos do rebanho. Isto, até ao momento em que estes dão jeito para carne para canhão. Foi o que se viu por cá, nos últimos dias, na greve da CP.

(Ricardo Simões Ferreira, DN)

A Parte Do Indolente É A Abstrata Vida

 

A PARTE do indolente é a abstrata vida.
Quem não emprega o esforço em conseguir,
Mas o deixa ficar, deixa dormir,
O deixa sem futuro e sem guarida,

Que mais haurir pode da morta lida,
Da sentida vaidade de seguir
Um caminho, da inércia de sentir,
Do extinto fogo e da visão perdida,
Senão a calma aquiescência em ter
No sangue entregue, e pelo corpo todo
A consciência de nada qu'rer nem ser,

A intervisão das coisas atingíveis,
E o renunciá-las, como um lindo modo
Das mãos que a palidez torna impassíveis.

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Notícias Ao Fim Da tarde


Saiba Como Vai A Campanha Eleitoral

O país necessita para a sua viabilidade do regresso da política e do regresso das políticas. Soluções estruturadas com vista a corrigir as debilidades da nação.

A campanha eleitoral em Portugal não é a democracia militante em movimento. Se a campanha eleitoral é a tradição degradante de uma caravana sem política, então que se acabe com a tradição que está a acabar com a política.

A campanha eleitoral é sinónimo de velhas tácticas, velhos vícios e novos riscos. Ninguém quer falar dos riscos porque o único risco que os políticos reconhecem é a derrota de não serem eleitos.  (...).

Em política é necessário seguir um povo para se poder liderar um país. Se tal não acontece abrem-se todos os instintos do grande impulso populista. A campanha eleitoral é um arraial triste que invade o país com cenas retiradas de um filme neo-realista com as legendas trocadas de uma comédia de maus costumes. (...)
(Carlos Marques de Ameida, ECO)

A Frase (120)

Três décadas volvidas, os comboios não são pontuais, suprimiu-se a paragem em Santos para os comboios rápidos, a CP não fornece transporte alternativo quando há greves, e não responde a reclamações.  (Paulo Trigo Pereira, OBSR)

A democracia pressupõe a existência de estabilidade política, condição necessária para que qualquer governo, seja qual for a orientação política, possa implementar o seu programa e ser avaliado ao final de quatro anos, de modo a ser reconduzido ou substituído pela oposição. Não é um ano de governo que mostra a capacidade ou inépcia de um governo. (...)

É interessante notar a contradição entre o que dizem os líderes dos partidos que poderiam assegurar essa estabilidade e a realidade. Pedro Nuno Santos diz que se ganhar, o seu governo será de diálogo e de estabilidade. Estabilidade como, com uma assembleia da república com uma maioria de direita que a qualquer momento poderá derrubar esse governo? Contudo, nada diz sobre o que fará se a AD ganhar as eleições, à exceção de que irá manter a comissão parlamentar de inquérito ao primeiro-ministro. (...)

Nada sabemos sobre o que os maiores partidos farão caso não ganhem as eleições. E do Chega, dada a volatilidade tática do seu líder, nada podemos esperar sobre estabilidade. Não admira que o Presidente da República tenha colocado agora a fasquia abaixo dos mínimos. Só dará posse a um governo se tiver a certeza que este seja viabilizado pelo parlamento.Aqui está onde chegámos. Não sabemos sequer quando iremos ter governo, muito menos se o primeiro ou o segundo orçamento passarão. Estamos mesmo abaixo dos serviços mínimos democráticos. (...)

A Realidade


Há pessoas que vêem as coisas como elas são e que perguntam a si mesmas: ''Porquê?''
e há pessoas que sonham as coisas como elas jamais foram
e que perguntam a si mesmas: ''Por que não?''.

(Shaw , Bernard)