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domingo, 21 de agosto de 2011

Sabe O Que Distingue Um Psicopata De Outra Pessoa Qualquer?

A Resposta Está Na Palavra Empatia.
Ou, na ausência dela, no caso dos psicopatas.
Ilustração de Nela Vicente

Baron-Cohen , desenvolveu o que chama uma nova teoria da crueldade, que expôs no livro, Zero Degrees  of Empathy e explica hoje numa entrevista ao Público a sua visão sobre esta problemática :

Diz ele que estar no espectro zero  negativo de uma banda de empatia que tem seis níveis, significa incapacidade de ler as emoções dos outros e capacidade de ser cruel. Mas, estar no espectro zero não significa necessariamente ser psicopata, ser psicopata significa ter zero graus negativos de empatia.
Quando alguém magoa outro, quer dizer que o nível de empatia dessa pessoa está abaixo da média - seja temporariamente durante o acto ou permanentemente.
Há uma diferença importante entre grau zero positivo e zero negativo. No negativo, Baron inclui distúrbios de personalidade - os psicopatas, narcisistas, borderline personality. Têm baixa empatia e podem magoar as outras pessoas. É negativo para os outros mas também para os próprios, porque gera depressão.
Quanto ao zero positivo, como os autistas, apesar de terem menos empatia do que a maioria, não têm intenção de magoar.

Conclusão: Parte do diagnóstico de um psicopata é a ausência de remorso, fazer algo que magoa a outra pessoa e não se preocupar com isso. Os psicopatas têm os resultados mais baixos nos testes de empatia. O cérebro de um psicopata, mostra menos actividade em partes correspondentes ao circuito da empatia.

Na verdade há ainda muito que estudar e aprender sobre este tema, nomeadamente sobre a componente genética e a possibilidade de reverter este comportamento através de um treino específico que estimule a empatia.De qualquer modo, esta entrevista de Joana Gorjão Henriques, permite-nos perceber melhor a problemática em questão.

sábado, 20 de agosto de 2011

Outra TroiKa ?

Van Rompuy, manifestou hoje a sua discordância quanto à emissão de “eurobonds” como possível saída da crise económica, em linha com a Alemanha e a França, e assegurou que existem outras soluções.
( foto J.i)
As declarações de Van Rompuy foram feitas um dia após o ministro das Finanças belga, Didier Reynders, ter defendido a emissão de “eurobonds” e ter dito que na prática já se tomaram medidas similares

Fonte:Público

New Age ?

Pois, mudam-se os tempos mudam-se as virtudes : El fuerte calor ha obligado a muchos peregrinos a despojarse de parte de la ropa. (Foto: REUTERS, JUAN MEDINA, El País).
O Mundo está a mudar rapidamente, adaptemo-nos TODOS ...

Esta É A Frase

«Nenhuma combinação entre Merkel e Sarkozy pode dispensar os debates e as opiniões dentro de cada país.
Só no âmbito das democracias nacionais é que os projectos europeus podem adquirir sentido e realidade.»

Rui Ramos, 'O Último Verão Europeu? ' Expresso

Religião / Felicidade

Vários estudos têm concluído que as pessoas religiosas tendem a ser mais felizes do que as pessoas não religiosas.

No entanto Diener, da Universidade de Illinois (EUA), defende que "As circunstâncias predizem a religiosidade.

"Circunstâncias difíceis induzem as pessoas a tornarem-se mais religiosas. Nas sociedades religiosas e em circunstâncias difíceis, as pessoas religiosas são mais felizes do que as pessoas não religiosas."

Por outro, em sociedades não religiosas ou em sociedades onde as necessidades básicas das pessoas são atendidas, não foi identificada diferença entre o nível de felicidade entre os dois grupos.

Numa sociedade marcada pela insegurança e pelo stress, as pessoas religiosas são mais felizes do que os ateus.

Em sociedades mais prósperas, contudo, o número de pessoas que se declara religiosa diminui e tanto os religiosos quanto os ateus apresentam índices semelhantes de felicidade -  esta é a primeira pesquisa a analisar a relação entre religião e felicidade em escala global.

Os cientistas usaram uma uma amostra realizada em mais de 150 países, que incluiu questões sobre religião, qualidade de vida, satisfação com a vida, respeito, assistência social e emoções positivas e negativas.


As pessoas religiosas que vivem em sociedades religiosas são mais propensas a sentirem-se respeitadas, receberem mais apoio social e experimentam mais emoções positivas e menos emoções negativas do que as pessoas não religiosas dessas mesmas sociedades.

Nas sociedades seculares, que são em geral as mais ricas e que têm melhor assistência social, a religiosidade não parece ter impacto sobre os níveis de felicidade. Na verdade, as pessoas religiosas dessas sociedades relatam ter mais emoções negativas.
Em temos globais, 68% das pessoas pesquisadas afirmaram ser religiosas.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Comissão Europeia Mais Pelo Sim Aos Eurobonds

Será desta que a decisão não será restrita, mas 'Todos Por Todos' ? - O que poderá significar - Sim a Zona Euro Fica.

Mesmo depois de Angela Merkel e Nicolas Sarkozy terem dito alto e bom som que são contra a emissão de obrigações conjuntas na Zona Euro e que, a avançar, esse instrumento deverá ser o último passo de um longo caminho de integração europeia, há cada vez mais vozes a pedir o avanço das euro-obrigações. A própria Comissão Europeia diz que, pelo sim pelo não, é capaz de ir avançando com um rascunho da legislação que servirá de base às tão polémicas eurobonds . (Agência Financeira)

A Vida Não É Uma Orquestra



Não Julgue por rótulos,
Não julgue por roupas,
Não julgue por nada!
Quem é você pra julgar alguém?
Não queira quem não o quer,
Não queira querer o que não precisa,
Não queira nada que não precise de facto!
Quem é você pra querer alguma coisa (...)
Não queira para o outro
O mal que não deseja passar.
Não viaje sem de facto se ausentar,
Transporte a alma,
E deixe a matéria em seu devido lugar.
Não queira decifrado,
Você pode, e deve aprender a decifrar.
Não queira uma vida que não é a sua.
Queira a sua!
Para isso basta transformar
A vida que tens em um pássaro;
Daquele aguerrido, que voa sem medo,
Transforma um tenebroso obstáculo
Em um lindo arvoredo,
E adeja sempre traçando o próprio enredo.
E o principal:
Não espere pelo destino, faça-o!
E faça-o com maestria.
Pois você é o maestro
Da sua própria orquestra
Incessante que brada inquietante
Clamando por novos sons e tons.
( Publicado por Brunorico, Vidas Orquestradas)

Aves E Não Só Fogem Às Alterações Climáticas


Alterações climáticas acontecem desde sempre. Diferente é o ritmo acelerado como o clima muda na actualidade.

Há animais e plantas a distanciarem-se do Equador 20 centímetros por cada hora, todas as horas do dia, todos os dias do ano”, explicou em comunicado Chris Thomas, biólogo e professor da Universidade de York.

O especialista refere como exemplo a Polygonia c-album, uma borboleta comum na Grã-Bretanha, que, "em duas décadas, se moveu 220 quilómetros do centro da Inglaterra para Edimburgo”.

Apesar de este estudo não prever as consequências destes efeitos, que se espera que continuem a sentir-se ao longo deste século, Chris Thomas defende que as histórias não vão ser todas iguais: “A rapidez com que as espécies estão a mover-se devido às alterações climáticas indica que muitas estão realmente a ir em direcção à extinção, devido à deterioração das condições climáticas. Por outro lado, outras espécies estão a mover-se para novas áreas onde o clima se tornou apropriado, por isso vão haver alguns ganhadores, assim como perdedores.”(ler aqui todo o artigo)

Para já, podemos concluir que as alterações climáticas estão a interferir na modificação do ambiente contribuindo para o desaparecimento das espécies que não se adaptem às novas condições e inversamente o aumento das populações que melhor se adaptem ao meio actual.
Certo, é que tudo e todos estão a mudar muito rapidamente, esperemos que as modificações criem um maior e melhor equilíbrio no planeta e nas populações que o habitam.
Pelo sim, pelo não o melhor é preservarmos e cuidarmos do que ainda nos resta .

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Esperança: Oxalá Queiramos Sair Do Buraco



Uma receita óbvia. E simples: basta garantir "crescimento económico". Voilá.

Mas, como pôr em prática este "eureka!" global? Como aplicar uma receita em que todos os países crescem, vendem mais, exportam mais? Se a solução mágica de todos os macroeconomistas é pôr o seu país a exportar e a diminuir importações, cresce-se para onde? Para a Lua?

Podemos transformar este momento crítico numa guerra de todos contra todos. Ou então sermos mais inteligentes que a crise. Protestar sem soluções concretas não vai resolver nada. E a verdade é que, fora deste rectângulo à beira-mar plantado, ninguém quer saber se estamos a passar fome ou se sabemos tomar conta de nós. A nossa maior esperança é a extraordinária capacidade de adaptação dos portugueses. Oxalá queiramos sair do buraco.

Daniel Deusdado escreve hoje no JN sobre o Futuro:Vendido, de onde extraí os excertos acima.

E sim, é verdade, o que cada um de nós portugueses não fizermos por nós e pelos nossos, não são os de fora, que pouco mais têm feito do que nos emprestar dinheiro a juros (e que juros, não é só dinheiro, mas o modo como mandam e desmandam em todos nós) altíssimos, que nos irão tirar do atoleiro em que certas governanças nos meteram. É difícil, muito difícil perder estatuto, dinheiro, benesses, ajudas, enfim - empobrecermos. Mas, não há volta a dar. Porém, falta-nos um raio de esperança para podermos alimentar o sonho: que um dia possamos ter estabilidade, paz e liberdade. Neste mundo que parece caminhar para o abismo, se todos contribuírem com um pouco de benevolência, cederem no seu egoísmo e tentem remar num só sentido - contenção, imaginação, trabalho e ajuda - talvez possamos inverter o caminho .

As Ondas De Informação Codificada

Onda após onda de novas imagens rompem as nossas defesas e abalam os nossos modelo mentais de realidade nos campo da educação, política,das teorias económicas, da medicina e dos negócios internacionais.

Só podemos compreender estas tendências se aprendermos a verdade elementar subjacente.

Estamos a assistir a um processo histórico que modificará inevitavelmente a psique do homem.
Podemos supor, sem grande risco de nos enganarmos, que à medida que as sociedades se tornam maiores e mais complexas e aumentam os códigos para transmissão de imagens de pessoa para pessoa, a média de mensagens não-codificadas recebida pelo indivíduo comum declinou em favor das mensagens codificadas. Por outras palavras, podemos crer que a nossa imaginária de hoje depende mais de mensagens de feitura humana do que da observação pessoal de eventos simples, não codificados.

As ondas da informação codificada transformam-se em vagas imensas e violentas e aproximam-se a uma velocidade cada vez maior, assaltam-nos como se quisessem penetrar no nosso próprio sistema nervoso.

Fonte : Alvin Toffler , excertos de choque do futuro,1970