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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Portugal's So-called Second City Should Rank Firt On Your List When It Comes To Fashion And Design

Na Bloomberg - European Edition podemos ler:

Apesar de toda a popularidade que Lisboa acumulou ao longo dos últimos anos como um destino de viagem procurado, Porto ainda é negligenciado. Mas não deve ser: "segunda cidade" de Portugal é uma referência real do país quando se trata de design, graças à sua herança como centro de produção a partir dos séculos 19 e 20. Agora está a ganhar força como meca das compras, também, cheio de itens fabricados localmente por designers emergentes que não se encontram em outros lugares.
"Até mesmo os estilistas Lisboa normalmente vêm à área do Porto para produzir seus projectos porque toda a indústria ali se encontra", diz Andre Ramos, fundador da Scar ID , uma boutique de estilo de vida que é especializada em moda portugueses, acessórios, artigos decorativos e muito mais. (continuar a ler aqui

Portugal Pode Estar A Caminhar Para Uma Despromoção Social Maciça

Portugal é um dos países europeus com mais casas e mais proprietários. A propriedade imobiliária foi sempre um ideal de toda a sociedade, que o Estado e a banca, até há pouco tempo, incentivaram através do crédito. Para a maioria dos portugueses, a casa é a sua poupança. Castigar a propriedade é castigar a poupança, os ideais, as esperanças de gerações de portugueses.

O imposto agora também é só para os “ricos”. Mas quem decide o que é um “pobre” ou um “rico”? É o poder político que decide o que somos. Amanhã, um apartamento de 150 mil euros na Amadora pode bem tornar-se, para fins fiscais, um “palacete de luxo”. Basta as finanças precisarem. E talvez precisem. A propriedade nas grandes fortunas é complexa. Os maiores investidores imobiliários vão retrair-se. Não é por isso improvável que o fisco, para arranjar receita, ainda tenha de descer mais uns degraus na escala patrimonial. Nesta roleta russa fiscal, a pistola está apontada à cabeça de todos.

E o que vai acontecer à classe média, com esta carga tributária, quando o petróleo se tornar mais caro e os juros subirem? Sob este regime fiscal, Portugal pode estar a caminhar para uma despromoção social maciça, sem paralelo na nossa história. Noutros países, a classes médias podem estar a morrer; aqui, vão ser assassinadas.

Excertos do artigo de Rui Ramos, hoje no OBSR 

Como Sois Usurpadores Da Liberdade Dos Demais ?

Ah! Se a vossa liberdade
Zelosamente guardais,
Como sois usurpadores
Da liberdade dos mais?

Bocage
Fábula - O passarinho preso 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Conselho De Finanças Públicas: Derrapagem Se Não Houver Novas Medidas

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) estima que o défice orçamental represente 2,6% do PIB em 2016 e 2,7% em 2017, caso o Governo não introduza novas medidas, projecções aquém das metas definidas para os dois anos.

Na actualização do relatório 'Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2016-2020' divulgada hoje, o CFP estima, num cenário de políticas invariantes, ou seja, em que se mantêm todas as medidas legisladas até ao momento, que o défice orçamental desça para 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, um valor superior aos 2,2% previstos pelo Governo no Programa de Estabilidade, mas também acima da meta de 2,5% definida por Bruxelas.

Também para o próximo ano, e numa altura em que o Governo está a preparar o Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), o Conselho de Finanças Públicas, liderado por Teodora Cardoso, projecta um défice de 2,7%, acima dos 1,4% previstos pelo Governo no Programa de Estabilidade 2016-2020, apresentado pelo executivo em Abril.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Cinzento ...


Dias cinzentos dias comoventes são como a beleza do universo que nos dá inspiração infinita.

RP 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Mais Seis Meses Para Concluir A Investigação Da " Operação Marquês"

A Procuradora geral da República, Joana Marques Vidal, deu mais seis meses aos investigadores da "Operação Marquês" para concluir a investigação.O novo prazo foi concedido, apesar de os actuais estarem ultrapassados, não por "ausência de iniciativa investigatória", mas pela complexidade da investigação.

Na mesma nota, a PGR informou que os procuradores responsáveis pela investigação que envolve José Sócrates, informaram os seus superiores hierárquicos das "circunstâncias e imponderáveis que impediam a conclusão da investigação" a 15 de Setembro, prazo fixado em Março pelo director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Amadeu Guerra.

Em síntese, os magistrados do Ministério Público alegaram: foram confrontados com novos factos ; foram igualmente identificadas suspeitas de operações de favor em novas áreas de negócios; verifica-se a falta parcial de cumprimento dos pedidos de cooperação internacional dirigidos à justiça da Suiça e do Reino Unido; subsistem ficheiros informáticos apreendidos que dependem de apreciação judicia, antes de serem disponibilizados e analisados pela investigação.

O prazo de duração máxima do inquérito se mostra ultrapassado, "embora estes prazos, de acordo com a jurisprudência e a doutrina dominantes, sejam meramente indicativos", realçou o comunicado da PGR.

"Assim, concede-se o prazo de cento e oitenta (180) dias para a realização de todas as diligências de investigação consideradas imprescindíveis para o esclarecimento dos factos e definição das responsabilidades criminais, e para o necessário encerramento do inquérito", refere o comunicado, ressalvando, porém, nova possibilidade de adiamento: "Só a título muito excepcional, mediante requerimento fundamentado dos magistrados titulares, poderá ser admitida a possibilidade de prorrogação deste prazo".

Fonte:DN

"As Culpas" De Guterres

Questionados sobre se o caso de Durão Barroso poderá influenciar negativamente a candidatura de Guterres a secretário-geral da ONU, tanto Santana como Vitorino não acreditam nessa tese. "Guterres não é sombra de ninguém. Se não tiver sucesso, não é às costas de Durão Barroso que se deve pôr", respondeu o socialista.
Santana disse ironicamente:

"Guterres já tem culpa de não ter nascido na Europa de Leste, tem a culpa de não ter nascido mulher e agora tem a culpa de ter nascido no mesmo país que o dr. Durão Barroso, é um fardo excessivamente pesado". (NM)

Bocage

Desenho de Roberto Nobre
O Suspiro Voai, brandos meninos tentadores,
Filhos de Vénus, deuses da ternuraAdoçai-me a saudade amarga e dura,
Levai-me este suspiro aos meus amores:
Dizei-lhe que nasceu dos dissabores
Que influi nos corações a formosura;Dizei-lhe que é penhor da fé mais pura,
Porção do mais leal dos amadores: Se o fado para mim sempre mesquinho,
A outro of'rece o bem de que me afasta,E em ais lhe envia Ulina o seu carinho:
Quando um deles soltar na esfera vasta,Trazei-o a mim, torcendo-lhe o caminho;
Eu sou tão infeliz, que isso me basta.

Bocage

A propósito do congresso internacional que acontece entre os dias 12 e 14, em Setúbal, Vasco Rosa recorda o autor e o legado, que merece ficar distante de "estereótipos redutores" (ler: 'Redescobrir Bocage para além do mito')

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Se Passa Uma Bicicleta O Governo Diz Que Foi Um Camião ...

António Costa podia ter apenas saudado o aumento dos candidatos colocados no ensino superior público. Mas foi mais forte do que ele: teve de acrescentar que isso se devia exclusivamente à “morte” do “modelo da direita”. Infelizmente, as estatísticas não o ajudam. O número de colocados começou por cair entre 2010 e 2011. Culpa do “modelo da direita”? Mas era Sócrates quem estava no poder. Depois, o número subiu de 2014 para 2015. Mérito da “reversão das políticas de direita”? Mas era Passos Coelho quem governava. Porque é que António Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são? Onde está a dificuldade?

A dificuldade está num dos grandes legados de Sócrates aos seus correligionários: a teoria da “narrativa”. (...)

A “narrativa”, para aqueles que pretendem passar por gente de esquerda, tornou-se uma questão de identidade. Quem não repetir a “narrativa”, não é do PS, não é de esquerda, ou está a ceder, por debilidade ou inconsciência, a uma coisa que se chama “ideologia da direita”, e que corresponde mais ou menos a toda a informação que não condiz com os interesses de António Costa e dos seus aliados.
(...)
É este o ambiente em que António Costa só pode falar da diminuição ou do aumento do número de colocados no ensino superior do modo como falou. Como qualquer general em campanha, não lhe é permitido dizer nada que não seja abençoar os seus, ou demonizar o inimigo. Tudo o mais seria trair a causa, render-se à direita.

Dir-me-ão: mas esta “narrativa”, de tão patusca, não convence. Pois não: a manipulação, quando é demasiado evidente, nunca produziu convicção, mas sobretudo desconfiança e cinismo. Como poderia ser de outra maneira, se passa uma bicicleta, e o governo diz que foi um camião? Mas o poder, ao contrário do que por vezes se diz, nunca precisou de convicções: basta-lhe o conformismo.

Excertos do artigo de Rui Ramos no OBSR 

Beber, Só Por ...

" Só se deve beber por gosto : beber por desgosto é uma cretinice"

Mário Quintana