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sexta-feira, 31 de março de 2017

Instinto ...

"Os instintos são formas típicas de comportamento, e todas as vezes que nos deparamos com formas de reacção que se repetem de maneira uniforme e regular, trata-se de um instinto, quer esteja associado a um motivo consciente ou não." 

Carl Gustav Jung  

quinta-feira, 30 de março de 2017

Esta É A Frase

A História começou a rodar ao contrário. Não é um pequeno país periférico que abandona a União, por qualquer razão conjuntural. É um país que marcou definitivamente a História europeia do século XX. Que é a segunda potência económica da União, que tem um poder militar e diplomático significativo, que escolheu sair da pior maneira possível.

De: Teresa de Sousa, Global Britain? Global Europe?, Público

A Dor De Não Saber

É escusado reconhecer que é uma perda de tempo. Isso já nós sabemos. Bem podemos perguntar: porque não te guardas para o momento em que souberes o que te aconteceu? Porque não adias mais esta visita ao poço de todas as tuas lágrimas, onde vive o papão que engordaste com todos os teus medos? Como aceitas tu sofrer sem conhecer a causa? Não faz diferença.
Às vezes, quando vem o momento e não acontece o que se temeu, já é tarde. A preocupação exausta. Não sobra lugar na alma para a despreocupação. É como ter uma sala tão cheia de tralha que não cabe lá um braço.  

O contrário de preocupar não é despreocupar. É desocupar. E desocupar é mais difícil quando a nossa alma já está ocupada, a pensar e a sofrer.

Miguel Esteves Cardoso (Público)

quarta-feira, 29 de março de 2017

CGD: A Incúria E O Bloqueamento Do Acesso Ao Conhecimento Dos Desvarios

Um dos emprestadores sem eira nem beira, a quem vamos pagar a incúria, é a Caixa Geral de Depósitos. A recapitalização que pagamos são milhares de milhões de euros de crédito perdido em negócios ruinosos. Irrecuperável. Numa lista curta. Demasiado curta para que o seu conhecimento não suscite muita pedagogia e nos proteja de repetições, como diriam os açorianos.
Pois que fazem PS, PC e Bloco? Bloqueiam, com a sua maioria, o acesso ao conhecimento dos deputados sobre as misérias e desvarios que não podem voltar a acontecer na Caixa. Desobedecem até ao Tribunal da Relação para evitar que se fique mesmo a saber o que fez a Caixa no tempo de Sócrates. 
O deputado do PCP que queria tirar o salário à dr. Teodora Cardoso (e a quem o PS já esta semana fez o favor de propor legislação para acabar com a independência do Conselho das Finanças Públicas) acha que conhecer no Parlamento a lista dos grandes devedores que obrigaram a esta recapitalização “vai certamente fragilizar a Caixa”…

A mesma esquerda que concentra esforços para despedir o governador do Banco de Portugal – ou quem quer que ouse discordar da paz socialista – é quem impede que se conheçam auditorias internas do banco público, a situação dos 50 maiores devedores do banco, a lista dos créditos superiores a um milhão de euros e os 50 acima deste valor que deixaram de pagar. Que se possa evitar que pelo menos no banco público não se repita a pouca-vergonha que nos põe esta canga às costas.
Excertos do artigo de José Eduardo Martins, Visão (15-3-2017)

30 Aldeias Alentejanas Concorrem Às "7 Maravilhas De Portugal - Aldeias"

São 30 as aldeias alentejanas que querem ser uma das 7 mais belas de Portugal. Estão em competição cerca de 332 aldeias portuguesas por sete lugares em destaque nas “7 Maravilhas de Portugal - Aldeias”.

As alentejanas em concurso são, do distrito de Portalegre: Ouguela (Campo Maior),  Flor da Rosa (Crato),  Belver (Gavião) e Alegrete (Portalegre);

de Évora: Aldeia da Orada (Borba), Evoramonte (Estremoz), Cortiçadas de Lavre, São Cristóvão, São Geraldo e Vila de Lavre (Montemor-o-Novo), Aldeia da Luz e ranja (Mourão) Brotas e Pavia (Mora), Monsaraz (Reguengos de Monsaraz) e Aguiar (Viana do Alentejo);

de Beja: Baleizão (Beja), São Martinho das Amoreiras, Santa Clara-a-Velha, Vale de Santiago e Zambujeira do Mar (Odemira), Safara, Santo Aleixo da Restauração e Santo Amador (Moura) e  Vila de Frades (Vidigueira);

e as aldeias do Litoral Alentejano: Canal Caveira, Lousal, Melides e Santa Margarida da Serra (Grândola) e Porto Covo (Sines).

Até 31 de março decorre a fase de selecção de 49 semi-finalistas, divulgados a 7 de Abril e sendo que, de 9 de Julho a 20 de Agosto, serão escolhidas as 14 finalistas.

Fonte:Tribuna Alentejo

O Problema Do PSD É Que Não Tem Coragem E ....

De: José Manuel Fernandes
... Não tem capacidade, para mobilizar o eleitorado em torno da ideia de um país com mais liberdade, onde o Estado mande menos para a economia poder crescer mais

Era possível derrotar Fernando Medina em Lisboa? Creio que sim, se PSD e CDS se tivessem entendido. Com ou sem candidatura de Cristas. Mas como esta não é a primeira vez que, na capital, a direita, e o PSD em particular, correm para perder, não creio que esse seja o maior problema de Passos.

O maior problema de Passos é que, mesmo depois dos difíceis anos de ajustamento, o país não dá sinais de ter entendido a necessidade de reformas e ele, tal como o PSD (e o CDS), parecem ter-se resignado a isso. Por isso não tem um discurso político mais coerente e mais mobilizador. Pode ter toda a razão do mundo quando denuncia os truques orçamentais do Governo (e tem), mas isso é pouco. Pode ir aproveitando as diferentes trapalhadas da geringonça, mas isso também é pouco, é politiquinha que só mobiliza os activistas. Pode (e até deve) continuar a avisar para os perigos do rumo que está a ser seguido, mas continua a ser muito pouco e muito deprimente. Pior: tudo somado é sempre poucochinho.

Dir-se-á: podia ser diferente? A meu ver podia, e não apenas fazendo “mais política”, como recomendam os comentadores que adoram a intriga, a manobra e o jogo de enganos. Mas exigia outra forma de olhar para o país e de fazer política. Uma capacidade para dizer sem rodeios que Portugal nunca irá a lado nenhum enquanto não sair deste atavismo que mistura o corporativismo que vem do Estado Novo com o socialismo “constitucional”, essa sopa pastosa em que nos movemos e que nunca ninguém verdadeiramente desafiou.

José Manuel Fernandes, OBSR 

O Instante ...

"O instante só tem um lugar estreito entre a esperança e o desgosto, e esse é o lugar da vida." 
(Marcel Jouhandeau)

"Um instante traz coisas não imaginadas por ninguém." 
(Publílio Siro)

terça-feira, 28 de março de 2017

A Rebaldaria: 1 Chefe Para Cada 4 Funcionários E Meio - Tudo De Pernas Para O Ar ...

... E todos nós a pagar


Auditoria revela que os trabalhadores têm ainda direito a dispensa de oito horas por cada mês e à folga no dia de aniversário. Nada está previsto na lei. E custa mais de 47 mil euros por ano.

Apesar de a lei exigir, no mínimo, um rácio de 10 trabalhadores por cada coordenador, os recursos humanos da Direção-Geral da Segurança Social (DGSS) tinham em setembro de 2015 um chefe para cada 4,5 funcionários. Os resultados da auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) à DGSS, aprovada a 9 de fevereiro passado, divulgados hoje pelo Dinheiro Vivo (nas edições do DN e do JN) dão conta até da existência de dois casos concretos em que duas coordenadoras técnicas chefiam um e três funcionários respetivamente.
Mais atropelos à lei: quatro técnicos superiores e duas coordenadoras técnicas beneficiam do regime de isenção de horário de trabalho sem cumprirem os requisitos necessários. E todos os trabalhadores gozam de oito horas de dispensa mensal, e têm ainda direito à folga nos dias de aniversário. “Esta situação traduz-se no benefício adicional de mais 12 dias anuais de não trabalho (que acrescem aos dias de férias) e tem um impacto financeiro anual superior a 47 mil euros (apenas considerando os técnicos superiores)”, diz o relatório da auditoria, citado pelo DN.
Ao todo, serão atualmente 86 os trabalhadores efetivos da DGSS – 16 dirigentes, 44 técnico superiores, 21 assistentes técnicos, quatro assistentes operacionais e um técnico de informática.
Também ao DN, o gabinete do ministro do Trabalho e da Segurança Social explicou que as dispensas ao trabalho estavam previstas na lei de 2005, mas não na legislação entretanto aprovada e a vigorar desde 2013; e justificou o rácio chefe/subordinados com o “emagrecimento radical” do quadro de funcionários, que passou de 125 em 2009 para 73 em 2015.

A UE Na Viragem Do Século

As divergências tornaram-se maiores, entre regimes como os do norte, que na viragem do século se adaptaram para competir globalmente, e regimes como os do sul, em que nada disso aconteceu.
A união monetária, em vez de propiciar mudanças, tem financiado o seu adiamento, antes e depois da “crise do euro”.

A UE tornou-se assim o perverso caldo de cultura das demagogias mais cínicas. Catarina Martins pode servir de exemplo: exige a saída portuguesa da moeda única – para defender o que chama “Estado social”, quando sabe muito bem que o abandono do euro, com a desordem e a inflação decorrentes, significaria rapidamente o colapso venezuelano do seu “Estado social”. Então porque quer sair? Porque Martins, tal como Jerónimo de Sousa, também sabe que esta Europa dificilmente comportará projectos de sociedade, como os deles, sugeridos por uma ou outra fase da ditadura soviética. E era isso que importava que a UE tornasse ainda mais manifesto, como já foi no passado.

Hoje, a UE é um albergue espanhol em que cabem regimes bancarroteiros, como o do Syriza na Grécia, ou autoritários, como o do Fidesz na Hungria. Mas o problema não está apenas na oportunidade dada a parasitas e a provocadores. Está na ambiguidade do sistema, que alimenta todas as indecisões e artimanhas, como as daqueles que renegam a UE, enquanto se aproveitam dela. A integração europeia, se quer continuar a ter um sentido, tem de deixar de ser uma simples ginástica tecnocrática, para constituir novamente uma opção política sobre modos de vida. Precisa de um pouco menos de Eurostat e de bastante mais de filosofia.

Excertos do artigo de Rui Ramos, OBSR 

Desafio

Depois de termos conseguido subir a uma grande montanha, só descobrimos que existem ainda mais grandes montanhas para subir.

Nelson Mandela