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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Luz segue CUF e rasga acordo com ADSE





Carlos Costa E Vitor Constâncio, etc.. Tratos Diferentes. Porque ... ?


 Se Carlos Costa terá de responder pelos seus atos, qual a razão para não se apurarem as responsabilidades do governador do Banco de Portugal de então? Vítor Constâncio tem conseguido passar pelos pingos da chuva, mas o atual vice-presidente do Banco Central Europeu não validou as operações que estão a ser discutidas? E o que dizer do que se passou no BPN, BCP e BPP, onde Vítor Constâncio não viu nada? Se viu, ainda foi premiado com o cargo no Banco Central Europeu. Já agora, em última análise, os fiscais da troika também não acharam estranho o banco do Estado ter emprestado tantos milhões sem quaisquer garantias?


Vítor Rainho, Ji 

Parece, pois, óbvio que esta trapalhada toda vai acabar por condenar peixe miúdo, enquanto os verdadeiros tubarões ficarão ao largo. É que, se levarem as investigações até ao fim, muito boa gente será arrastada para a lama e é bem provável que ninguém queira ver tal lamaçal.

O governador do Banco de Portugal tem um conflito de interesses na Caixa. A vice-governadora também. Os advogados escolhidos também. Isto não é um conflito de interesses, é uma explosão de interesses.(continuar a ler aqui)

Flores Amo, Não Busco. Se Aparecem

Flores amo, não busco. Se aparecem
Me agrado ledo, que há em buscar prazeres
O desprazer da busca.
A vida seja como o sol, que é dado,
Nem arranquemos flores, que, arrancadas
Não são nossas, mas mortas.

Ricardo Reis

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*"Semi-Brexit pode ser única opção para manter o Reino Unido intacto"

Polarização? Mais É O Que Nos Une Do Que O Que Nos Divide

As pessoas estão muito mais unidas em suas crenças e valores do que as reportagens da mídia sobre polarização costumam sugerir.
O que parece ser o tom padrão do discurso atual - na mídia tradicional, nas mídias sociais e nas conversas em geral - tende a superestimar grosseiramente a diferença entre os grupos, ajudando a criar uma narrativa divisiva de "nós e eles".

Essa narrativa tem sido perpetuada por muitos comentaristas e formadores de opinião, e usada por certos políticos para semear divisões.
Esta é a conclusão de um estudo com dados de mais de 60 países e 140.000 pessoas. Os psicólogos da Universidade de Bath (Reino Unido) analisaram as crenças e atitudes morais das pessoas, incluindo os valores em relação à igualdade.

Para decifrar tantos dados, os pesquisadores desenvolveram uma nova abordagem para analisar a homogeneidade ou a dessemelhança no interior de grupos, e então aplicaram esse método a diferentes grupos de pessoas, definidos por nacionalidade, religião, idade, sexo, renda e nível de educação.
Os dados revelam que as pessoas tendem a superestimar as diferenças entre os grupos. Ao mesmo tempo, porém, cada entrevistado tipicamente destaca as semelhanças mais comuns, o que faz com que suas atitudes se tornem maioritariamente positivas, em vez da negatividade largamente apregoada pela mídea.

Buscar as semelhanças

Os resultados mostram que as atitudes e valores em questões que variam desde criminalidade e segurança até crenças morais estão notavelmente afinados - por exemplo, em média, 95% das respostas dadas por mulheres foram espelhadas por homens e 80% das respostas de indivíduos de uma nação foram espelhados por indivíduos de outro país.

Paul Hanel e seus colegas esperam que suas descobertas venham tranquilizar o público que teme uma sociedade cada vez mais dividida e polarizada, e esperam que as descobertas pavimentem o caminho para que académicos, cientistas e comentaristas da mídia repensem como falam sobre a coesão social.

"Os nossos resultados sugerem que grupos de pessoas são muito mais semelhantes do que as pessoas - incluindo os pesquisadores - frequentemente acreditam. Isso porque, enquanto outros buscam as diferenças, nós nos concentramos explicitamente nas semelhanças - é aqui que se mostra que há muitas mais coisas que nos unem do que nos dividem.

"Há uma mensagem importante para os políticos, colegas académicos e comentaristas da mídia. Quando falamos sobre a realidade, sobre as percepções ou preconceitos das pessoas, e destacamos as semelhanças que vemos, também reforçamos a coesão social," disse Paul Hanel.

Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology.

Anoitecer


Nada renasce antes que se acabe. E o sol que desponta tem que anoitecer.

Vinicius de Moraes

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde


*Santana: "É muito difícil haver o que quer que seja grátis. Tudo tem um custo"


É Essencial Reforçar A Legitimidade Democrática Da Justiça

A reserva de compaixão dos portugueses parece inesgotável. Têm pena de tudo. Dos idosos, das crianças e dos doentes. Dos trabalhadores, dos funcionários e dos professores. Dos locais e dos imigrantes. Dos brancos e dos negros. Só parece não terem qualquer espécie de compaixão pelas mulheres! Desde o início deste ano, já lá vão nove ou dez assassinatos de mulheres. Pelos homens. E certamente milhares de batidas e violadas. Pelos seus homens.

De qualquer modo, a compaixão, que é uma virtude, esgota-se com facilidade. Isto é, adapta-se às situações e esquece depressa. E é de uma ineficácia flagrante. A imprensa está recheada de denúncias de mulheres batidas. Sem qualquer efeito. Mais do que de compaixão, as mulheres do meu país necessitam de justiça. As mulheres e, por causa delas, nós todos.

A manutenção da ordem pública e a segurança dos cidadãos também estão a revelar as insuficiências da Justiça: da legislação, dos processos, da aplicação das leis, da prevenção, do castigo dos prevaricadores e da defesa dos ofendidos.

Noutros horizontes, os dos processos de colarinho branco, a Justiça enfrenta momentos difíceis. Há um ambiente de terra queimada pouco propício à administração serena da Justiça. Processos que se atrasam, garantias que nunca acabam e recursos que se reproduzem, transformando aquele universo num labirinto sem saída aparente.

O segredo de justiça é a maior farsa que se pode imaginar. As fugas de informação dirigidas e deliberadas ficam sistematicamente impunes. As chicanas e manobras de diversão processual são cada vez mais eficazes num só propósito, o de adiar a justiça.

A rivalidade entre os magistrados judiciais e o Ministério Público está a atingir foros de ineditismo e a prejudicar a Justiça e a percepção que dela tem a população. 

Num país como o nosso onde ninguém, no sistema judicial, é eleito, é essencial reforçar a legitimidade democrática da Justiça. É bom notar que Portugal é um caso extremo de auto-gestão judiciária. Na maior parte dos países democráticos há vários vínculos de ligação das magistraturas ao povo.

Esperar pela próxima revisão da Constituição é uma solução séria e sábia. Mas, para castigar prevaricadores, condenar criminosos e reprimir a violência doméstica, não é cedo. Já quase é tarde!

(Excertos do artigo de hoje de  António Barreto, Público

Portugal É Uma Rábula ...

Graças ao papel dos úteis, a começar por esse Grande Útil que é o PR e acabando na anedota útil de Rui Rio que coloca cartazes a pedir que lhe telefonem a dar ideias, Portugal desliza num plano inclinado que o afasta do crescimento económico, o torna menos democrático e o faz cativo da oligarquia. Esta semana, o sagrado direito à greve tornou-se no sagrado direito restrito aos devotos com o credo socialista na boca; o PS entrou na fase da cabala desenvolvendo teorias da conspiração sobre o financiamento da greve dos enfermeiros: Marcelo prosseguiu no seu papel de animador de programas de televisão  e Paulo Macedo declarou que falar do que aconteceu na CGD é uma perda de tempo. Em resumo, Portugal é uma rábula.

Helena Matos, OBSR

Serenidade

Eu sempre estive na serenidade, daí as pessoas, às vezes, poderem achar que a minha expressão é um pouco rebarbativa, mas isso é precisamente o desafogar de coisas que não quero ter recalcadas em mim. Não cultivo a morbidez dos conflitos interiores. Sou um ser escandalosamente saudável! Por isso, canto os deuses.

Natália Correia