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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A Frase

 A caminho de cinco décadas de Democracia, Portugal está a transformar-se num território de intolerância e da mais elementar falta de respeito pela personalidade do outro.

Antóio Galamba. Ji 

Na vida e nas redes sociais há uma crescente tribalização, sem qualquer tipo de travão de linguagem, de mobilização de todos os meios para determinados fins, mas com enorme significado do estado cívico do país e da sociedade que estamos a construir. A caminho de cinco décadas de Democracia, Portugal está a transformar-se num território de intolerância e da mais elementar falta de respeito pela personalidade do outro.

Por muito que a tribo de turno, com longo lastro na fase juvenil e na fase adulta, procure mitigar o exercício estalinista do novo líder dos jovens do Partido Socialista, ele é em si a expressão de toda uma escola de participação política, embeiçada pelo poder e sem olhar a meios para os fins. Uns configurados na facilidade, nas benesses do poder, na verborreia ideológica que contradizem nas pequenas mordomias alheadas da vida concreta da maioria dos portugueses. A adulação dos chefes e a proteção da resposta da tribo perante qualquer diferença de opinião são marcas de uma forma de estar, que nunca teve de trabalhar para gerar condições para o exercício político. É só estar com as pessoas certas e dizer determinadas coisas para aceder ao círculo da tribo. O acesso mais do que o exercício é o fundamental, depois qual ética, coerência ou memória, vai tudo a eito.(ler aqui texto completo)


A Ansiedade


 “Muitas pessoas estão ocupadas só para disfarçar a ansiedade; seu ativismo é um modo de fugir de si mesmas. Elas obtêm um pseudo e temporário senso de vivacidade correndo de um lado para o outro, como se estivessem realizando algo só pelo fato de se movimentarem, ou como se estarem ocupadas fosse uma prova de sua importância.” 

(Rollo May)

domingo, 20 de dezembro de 2020

Covid-19: Situação Hoje Domingo

Em Portugal:
  • 374.121 casos confirmados (mais 3.334) 
  • 70.754 casos ativos ( mais 844)
  • 6.134 número de mortes (mais 71 óbitos)
  • 3.027 internados (mais 54)
  • 483 em Unidades de Cuidados Intensivos (menos dois) 
  • 297.233 casos recuperados (mais 2.419)

Atualmente existem: 

  • 194.052 casos registados no Norte (mais 1.505)
  • 40.891 no Centro (mais 543)
  • 120.724 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 979)
  • 6.589 no Algarve (mais 63)
  • 1.558 casos na Região Autónoma dos Açores (mais sete)
  • 1.239 na Região Autónoma da Madeira (mais 31) 
  • 9.068 casos no Alentejo (mais 206).

Nos óbitos:

  • Norte tem 2.898 (mais 25)
  • 866 no Centro (mais 21)
  • 2.113 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 22)
  • 64 no Algarve (mais um)
  • 21 na Região Autónoma dos Açores (manteve)
  • oito na Região Autónoma da Madeira (manteve) 
  • 164 no Alentejo (mais duas).

No total de casos de covid-19 tem 168.032 homens e 205.953 mulheres, e 136 estão em investigação, diz a DGS.

A Nomeação De Vítor Escária :O Executivo É Cada Vez Mais Um Prolongamento Do Núcleo Duro Do Aparelho Do PS

Num recente artigo, João Miguel Tavares escreveu: "Onde há negócios, dinheiro e diplomacia económica, aí está Vítor Escária. Sempre foi assim e, pelos vistos, continua a ser, e de um modo que não poderia ser mais assumido - ao colocar Escária como seu chefe de gabinete, António Costa está a pôr os negócios e o dinheiro (neste caso, a enxurrada de fundos europeus) no centro do seu governo."

Esta nomeação e outras ocorridas recentemente mostram que o primeiro-ministro começa a ter falta de capacidade - ou talvez de vontade - em ir buscar caras descomprometidas. O Executivo é cada vez mais um prolongamento do núcleo duro do aparelho do PS. Na realidade, um quarto dos membros do actual Governo já foi chefe de gabinete em algum executivo socialista. Que resultado tem isto nas nossas vidas? A balbúrdia criada pela incapacidade do ministro Eduardo Cabrita no caso do SEF e a cobertura que lhe foi dada por António Costa e por Santos Silva mostram onde o círculo fechado e a protecção dos incondicionais podem levar. Quem acha que o resultado é bom? (Leia aqui o texto completo intitulado 'O círculo fechado')

Manuel Falcão, 'O círculo fechado'J Negócios 

Viagem


Saber amargo, o que extraímos da viagem!
O mundo, tão monótono e pequeno, sempre,
Ontem, hoje, amanhã, reflecte a nossa imagem:
Um oásis de horror num deserto de tédio!

É bom partir? ficar? Se podes ficar, fica;
Parte, se for preciso. Um corre, o outro esconde-se
Pra iludir o zeloso e funesto inimigo,
O Tempo!

(Excerto do poema "A viagem", de Charles Baudelaire) 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde


Ana Gomes "censurada" por episódio da vacina

COVID-19: Situação Em Portugal Hoje Sábado

  •  370.787 o número total de diagnósticos  positivos (mais 3.835 casos)
  • 6.063 o número de mortes (mais 86 óbitos)
  • 2.94 814 casos recuperados (+ mais 4..124)
  • 69.910 casos ativos (menos 375) 
  • 79.503 pessoas continuam em vigilância (mais 2.071)
  • 485 o número total de pessoas em UCI (+1)
  • 2.973 número de internamentos (menos 88)
86 óbitos: 
  • 43 no Norte
  • 10 no Centro
  • 29 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT)
  • dois no Alentejo
  • um no Algarve 
  • um na Madeira.

A região de Norte regista hoje o maior número de casos confirmados: 

  • R Norte mais 1.489 novas infeções (um total de 192.547)
  • Região de Lisboa e Vale do Tejo que contabilizou mais 1.169 casos confirmados (119.745).
  • A região do Centro soma mais 796 novos casos (40-348)
  • Alentejo regista mais 256 (8.862) 
  • Algarve mais 68 (6.526).

Quanto aos óbitos, do total das 6.063 mortes: 

  • 2.873 registam-se no Norte
  • 845 no Centro
  • 2.091 em Lisboa e Vale do Tejo
  • 162 no Alentejo
  • 63 no Algarve
  • 21 nos Açores 
  • 8 na Madeira.

Atualmente existem: 166.610 homens, 204.041 mulheres e 136 “desconhecidos” infetados pelo novo coronavírus. 

Em termos de óbitos, a DGS conta 3.157  homens e 2.906 mulheres.

Correu tudo de tal maneira que o sistema semipresidencialista fica quase reabilitado. Quase!

Não exerce a influência que tem graças ao seu poder que, à partida, não tinha. Através da sua influência, conquistou poder. Fez-se sentir útil e necessário. O governo precisou dele. O Partido socialista também. E o primeiro-ministro António Costa nem se fala.

Resolveu um problema delicado: o de articular poder com influência. Já tivemos presidentes com uma e sem o outro. Ou vice-versa. Deu geralmente desastre. Ou insignificância. No seu caso, conseguiu raro equilíbrio.

Popular, combateu o populismo. Jurista, privilegiou a política. Intelectual, exprime-se com impressionante simplicidade. (...)


Num ciclo de queda da direita quase irreparável, Marcelo permitiu a sobrevivência de um estado de espírito e de uma memória da direita democrática.

Em algumas áreas importantes, Marcelo perdeu, não conseguiu ter influência, pelo que se distanciou: na Justiça, no SEF, no financiamento do Serviço Nacional de Saúde, na TAP, no Novo Banco… O que se lamenta, pois foram as nódoas negras que ainda hoje afligem o país. Mas tantos fiascos tiveram um lenitivo: foi de influência decisiva em certos casos dramáticos, como os de Tancos e dos incêndios de Pedrógão e de Castelo Branco. (...)



A Presidência de República é, em Portugal, uma ficção. Vistosa e ilusória. Episodicamente, pode revelar-se muito importante. Dá a impressão que tem poder. Julga-se que tem enorme influência. Pode conter drama e paixão. Desperta mais indiferença do que inveja. Raramente satisfaz quem dela espera algo de decisivo. Pede-se-lhe tudo, mas quase nada se obtém. E se nada vem, também não faz mal. Não tem adeptos fervorosos, tem sobretudo áulicos e cortesãos. Mas tem desmedido poder de atracção. É uma verdadeira ficção. Que pode ser uma obra-prima, como se sabe.


(excertos do texto de António Barreto, Público, via Jacarandá )

Amostra Sem Valor


Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

(António Gedeão)