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quarta-feira, 17 de março de 2021

Um Conselho De Borla

 A Caixa Geral de Depósitos é o banco público; o banco público é um banco que todos conhecem; como todos o conhecem muitos têm dinheiro lá porque confiam no Estado ou só para que ele não seja roubado por uma família supostamente ilustre ou utilizado para pagar uma reforma milionária a um banqueiro privado, beato e escrupuloso. 

Hoje, porém, verifica-se que o banco público só faz dinheiro, abusando das comissões e fechando balcões que atiram gente para o desemprego. Estando cheio de dinheiro que não sabe multiplicar, o dito banco público inventa onde o gastar. 

Por isso, anda a mudar as estacionárias, os logótipos e a despender rios de dinheiro para as pessoas saberem que existe um banco público, a que todos chamam Caixa. Caixa essa que está inscrita na memória coletiva desde 1876. 

Um conselho de borla (coisa rara hoje em dia) para que os que mandam na instituição: atendam melhor os clientes, estejam nas terras das pessoas e falem com elas. Prefiram gente à informática. Como diz o povo não se deve “poupar na farinha e gastar no farelo”. Claro que a CGD tem de concorrer. Mas é no terreno e não a mudar o boneco da entrada. 

Eduardo Oliveira e Silva, Ji 

Música Submersa


Não quero ser o grande rio caudaloso
Que figura nos mapas.
Quero ser o cristalino fio d’água
Que canta e murmura
Na mata silenciosa.

(Helena Kolody)

terça-feira, 16 de março de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Terça-feira

  • 814.897 casos confirmados (mais 384) 
  • 16.707 vítimas mortais (mais 13 vítimas) 
  •  955 internados (menos 41)
  • 213 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (menos 18)
  • 762.961 casos recuperados em Portugal (mais 1.173)
  • 15.744 pessoas encontram-se em vigilância (menos 941) 
  • 35.229 casos ativos (menos 802) 

Atualmente existem: 

  • 328.693 casos registados no Norte (mais 127)
  • 116.305 no Centro (mais 64)
  • 308.718 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 147)
  • 20.337 no Algarve (mais 13)
  • 3.899 casos na Região Autónoma dos Açores (mais 15)
  • 8.173 na Região Autónoma da Madeira (mais 11) 
  • 28.772 casos no Alentejo (mais sete).

Quanto aos óbitos, do total das 16.707 mortes

  • 5.281 registam-se no Norte
  • 2.976 no Centro (mais quatro)
  • 7.045 em Lisboa e Vale do Tejo (mais oito)
  • 348 no Algarve
  • 28 nos Açores
  • 965 no Alentejo (mais um)
  • 64 mortes na Madeira.

Atualmente existem 368.929 homens e 445.682 mulheres infetados pelo novo coronavírus, sendo que existem 286 pessoas infetadas cujo género é desconhecido. Em termos de óbitos contabilizam-se 8.760 homens e 7.947 mulheres.

O grupo etário com o maior número de casos verifica-se entre os 40 e 49 anos, com 59.894 homens e 75.686 mulheres, aos quais se acrescentam 46 pessoas de sexo desconhecido, num total de 135.580 casos. O maior número de óbitos regista-se acima dos 80 anos, com 5.061 homens e 5.970 mulheres, num total de 11.031 mortes.

A Cautela. Pior Seria Quebrar A Confiança Da População Na Vacina.

Depois de mais de dezena e meia de países suspenderem a vacina da AstraZeneca, a decisão do Infarmed faz todo o sentido.Nestas matérias deve prevalecer o princípio da cautela.
O processo científico que levou ao desenvolvimento de vacinas num período tão curto provocou, desde o início, uma enorme admiração mundial, mas abriu a porta a alguma desconfiança que não pode ser deixada à mercê de teorias irracionais.

Manter a confiança na vacina é tarefa primordial. Neste momento, reforçar os cuidados, voltar a avaliá-la e despistar os casos suspeitos detetados em todo o mundo é o melhor a fazer. Para Portugal, a suspensão desta vacina tem consequências potencialmente dramáticas, e é suscetível de atrasar a imunidade de grupo.

Mas nada seria pior do que quebrar o elo de confiança entre a população e as vacinas. Estiveram, por isso, muito bem as autoridades de saúde ao decidirem agora decretar esta pausa, ao contrário do que aconteceu quando deixaram alguns portugueses mais idosos tomarem esta vacina, visto que a recomendação inicial apontava para a salvaguarda dos mais velhos. Que a ciência volte a falar. Esta volta a ser a sua hora.

Carlos Rodrigues, CM

Dizem Que A Vida É Para Quem Sabe Viver ...

 
Dizem que a vida é para quem sabe viver, 
mas ninguém nasce pronto.
A vida é para quem é corajoso o suficiente para arriscar e
 humilde o bastante para aprender

(Clarice Lispector)

segunda-feira, 15 de março de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

As Nomeações Para A 93ª Edição Dos Óscares (que se realiza a 25 de abril)

 As nomeações para a 93ª edição dos Óscares, que se realiza a 25 de abril, foram divulgadas esta segunda-feira:

Melhor Filme: “Mank”, de David Fincher entra a liderar com 10 nomeações seguindo-lhe um empate de seis indicações para “Judas and the Black Messiah”, “Minari”, “Nomadland – Sobreviver na América”, “Som do Metal”, “O Pai” e “Os 7 de Chicago”. Todos estes títulos, juntamente com “Promising Young Woman”, compõem a categoria de “Melhor Filme”.

Melhor actor: Riz Ahmed (“Sound of Metal”), Chadwick Boseman, (“Ma Rainey: A Mãe do Blues”), Anthony Hopkins, (“O Pai), Gary Oldman, (“Mank”) e Steven Yeun, (“Minari”) integram a categoria de nomeados para “Melhor Ator”

“Melhor Atriz”, surgem Viola Davis, (“Ma Rainey: A Mãe do Blues”), Andra Day, (“Estados Unidos vs Billie Holiday”), Vanessa Kirby, (“Pieces of a Woman”), Frances McDormand, (“Nomadland – Sobreviver na América”) e Carey Mulligan, (“Promising Young Woman”).

Melhor Realização: Lee Isaac Chung, (“Minari”), David Fincher, (“Mank”), Chloé Zhao, (“Nomadland – Sobreviver na América”), Emerald Fennell, (“Promising Young Woman”) e Thomas Vinterberg, (“Mais uma Rodada”).

Confira as nomeações:

Melhor Actor Secundário:

  • Sacha Baron Cohen, “Os 7 de Chicago”
  • Daniel Kaluuya, “Judas and the Black Messiah”
  • Leslie Odom Jr., “One Night in Miami…”
  • Paul Raci, “Sound of Metal”
  • LaKeith Stanfield, “Judas and the Black Messiah”

Melhor Actriz Secundária:

  • Glenn Close, “Hillbilly Elegy”
  • Olivia Colman, “O Pai”
  • Amanda Seyfried, “Mank”
  • Yuh-Jung Youn, “Minari”
  • Maria Bakalova, “Borat Subsequent Moviefilm”

Melhor Argumento Original

  • “Minari”, Lee Isaac Chung
  • “Promising Young Woman”, Emerald Fennell
  • “Os 7 de Chicago”, Aaron Sorkin
  • “Judas and the Black Messiah”, Will Berson e Shaka King
  • “Sound of Metal”, Abraham Marder, Darius Marder, Derek Cianfrance

Melhor Filme Internacional

  • “Mais uma Rodada”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
  • “Collective”, de Alexander Nanau (Roménia)
  • “Quo Vadis, Aida?”, de Jasmila Žbanić (Bósnia Herzegovina) Deux, de Filippo Meneghetti (França)
  • “Better Days” (Hong Kong)
  • “The Man Who Sold His Skin” (Tunísia)

Melhor Filme de Animação

  • “Bora Lá”
  • “Over the Moon”
  • “Soul – Uma Aventura com Alma”
  • “Wolfwalkers”
  • “A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca”

Confira a lista completa de nomeações no site oficial da Academia de Artes e Ciências

O Plano Não É Nenhuma Carta De Alforria

 Não, o plano não é nenhuma carta de alforria que nos liberta do confinamento, sem termos de ter bem presentes os pressupostos e as realidades. O plano das coisas boas não ilude que existe uma realidade subjacente de coisas menos boas, de exigência de responsabilidade individual, comunitária e das autoridades, em que cada um tem de fazer o seu papel, com eficácia e sem cedências ao facilitismo.

 É que começamos a confinar quando o mundo volta a estar perigoso em termos de contágios. Bem sei que nas últimas décadas especializámo-nos em viver a vida em modo de iô-iô, ora temos, ora não temos, mas, para além de insuficiências nos pressupostos de testagem e de vacinação, há uma responsabilidade individual que ainda não está suficientemente sublinhada. 

É certo que já não há paciência para ouvir, para ser consequente e para as regras, mas estas são pressupostos da vivência em comunidade, com direitos e com deveres, ainda que a realidade seja pontuada por desequilíbrios em que mais parece que alguns só têm direitos e os restantes os deveres.

António Galamba, Ji 

Filosofia

Aqui tem você um conselho que lhe poderá servir para a sua filosofia: não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida.

(Agostinho da Silva)