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terça-feira, 12 de março de 2024

Abrir Portas


Vá, pois velhos caminhos não abrem novas portas
Vá, não se esconde, mete a cara no mundo e procura o seu lugar.
Tem espaço para todos, é só não desistir de encontrar.
Se algumas portas ao longo do seu caminho estiverem fechadas, 
não desanima, entra por chaminés, janelas e frestas.
O importante é entrar.

(Karol Pinto)



segunda-feira, 11 de março de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases

    
 A convicção de Eanes, de que os portugueses “mesmo quando parece que votaram mal, em geral votaram bem”, é mais que uma aparente banalidade bem-intencionada, é a reafirmação de que há um país sábio para além dos círculos cada vez mais fechados das rarefeitas esferas do poder - ministros, deputados, autarcas, altos-funcionários do Estado nomeados pelo partido no poder, banqueiros e empresários com dinheiro e influência, comentadores encartados e jornalistas.  
(José Júdice, DN)

De que há um país feito de gente anónima, pessoas que trabalham, que estudam, e de uma faixa cada vez maior que deixaram de trabalhar e dependem do Estado - pela Segurança Social, pelo Serviço Nacional de Saúde, pelas autarquias - para terem o que comer, para terem um tecto debaixo do qual dormir, e para terem quem os trate na doença e na necessidade. Mas que dependem também, e cada vez mais do apoio privado, venha ele das muito antigas IPSS, como misericórdias e tantas outras patrocinadas pela Igreja Alimentar quem tem fome, abrigar quem não tem tecto, socorrer quem não tem auxílio, defender quem não tem força. Pobres, quase dez por cento da população, velhos, quase um quarto, e imigrantes, quase dez por cento dos que vivem em Portugal - explorados, olhados com desconfiança e mal-tratados com sobranceria e frieza burocrática pelos serviços públicos que os deviam acolher e proteger. 

A esquerda engordou o Chega. Agora foi comida por ele - O sentimento anti-sistema é tão profundo que o Chega repolitizou o país, com a abstenção mais baixa destes 30 anos. Isso confere a Ventura uma dupla legitimidade para se impor à mesa dos grandes. (João Miguel Tavares, Público)

À hora a que escrevo este texto ainda não é claro se é a AD ou o PS quem vence as eleições; mas à hora a que escrevo este texto já é claro que ambos foram politicamente derrotados pela impressionante ascensão do Chega. André Ventura andou perdido na campanha eleitoral e limitado pelo “não é não” de Luís Montenegro, mas aquilo que os resultados demonstram é que criou uma base eleitoral fortíssima, socialmente transversal e que atravessa o país de norte a sul e do continente às ilhas. 
Em nove anos, as manobras do PS implodiram a esquerda, a direita democrática, uma maioria absoluta e um sistema político. A culpa não é dos boletins de voto. (Sebastião R. Bugalho )

domingo, 10 de março de 2024

Eleições Legislativas 10 de Março De 2024



Simulador de maiorias


Mandatos
AD

28.87%
1.630.098 votos
65
PS

28.68%
1.619.678 votos
65
CHEGA

18.15%
1.024.682 votos
41
IL

4.95%
279.723 votos
5
BE

4.39%
248.048 votos
2
CDU

3.23%
182.146 votos
2
LIVRE

3.06%
172.729 votos
2
PAN

1.88%
106.215 votos
ADN

1.65%
93.379 votos
13.182
451 votos
Inscritos8.543.920
ABSTENÇÃO

33.91%
2.897.155 abstenções
VOTANTES

66.09%
5.646.765 votantes
BRANCOS

1.46%
82.419 votos
NULOS

1.11%
62.538 votosVitórias por Concelhos e Freguesias
Última atualização 10/03/2024 23:07



AD e PS separados por sete mil votos (sem a Madeira). Falta apurar Lisboa e estrangeiro.

Com 96% das freguesias apuradas, a AD lidera com 29,6% dos votos e já 45 mandatos, enquanto o PS tem 28,4% dos votos e 48 mandatos. Já o Chega tem 18,4% e 29 deputados, segundo os resultados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, que estão a ser atualizados em tempo real.

O CDS já voltou oficialmente ao Parlamento, sendo que Nuno Melo foi eleito pelo Porto. O ADN já tem mais de 70 mil votos, pelo que já terá direito à subvenção pública, mesmo que não eleja nenhum deputado.

Notícias Ao Fim Da Tarde

No Lugar Do Ativismo Estéril Procurar Novas Soluções De Combate Às Alterações Climáticas


No lugar do ativismo estéril devemos antes reclamar uma maior atenção, maior investimento, na procura de novas soluções de combate às alterações climáticas com base no conhecimento e na ciência. 

Combater a mudança climática implica dar o exemplo, não utilizar tintas tóxicas e provocar o desperdício de água. A mudança faz-se através de ações, utilizando os procedimentos democráticos e nunca através da ofensa à liberdade, da desordem e do caos.

Irrita-me, particularmente, quando se generaliza e rotula estes indivíduos inconsequentes de “juventude” ou “movimento associativo”. A Juventude e o movimento estudantil não são, não se reveem, nem toleram estes grupos que prejudicam a liberdade de qualquer cidadão e representam, hoje, em Portugal, o maior obstáculo para a transição climática necessária. Combater a mudança climática implica dar o exemplo, não utilizar tintas tóxicas e provocar o desperdício de água. A mudança faz-se através de ações, utilizando os procedimentos democráticos e nunca através da ofensa à liberdade, da desordem e do caos.

A transição climática faz-se por via das tecnologias limpas, o chamado cleantech. Só com base no conhecimento, na ciência, na produção científica e tecnológica conseguiremos superar os desafios que enfrentamos. No lugar do ativismo estéril devemos antes reclamar uma maior atenção, maior investimento, na procura de novas soluções de combate às alterações climáticas com base no conhecimento e na ciência. Esta é já uma realidade em toda a Europa e Portugal não pode ficar para trás.

A verdadeira juventude não agride, não grita, a verdadeira juventude faz. O aquecimento global tem de ser combatido com urgência, mas não com slogans e muito menos com tinta verde.

(Francisco Porto Fernandes, OBSR)

A Linguagem ...


 A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem 
que a razão não compreende.

(Artur Schopenhauer)

sábado, 9 de março de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Relação Dos Alimentos Ultraprocessados Com A Ocorrência De Doenças Crónicas


(...) A investigação científica tem relacionado, de forma relativamente consistente, o consumo de alimentos ultraprocessados com a ocorrência/agravamento de doenças crónicas como a obesidade, a doença cardiovascular, distúrbios gastrointestinais ou doença imunoalérgica.

O ultraprocessamento tende a incorporar nos alimentos aditivos como conservantes e aromatizantes de baixo custo (como os já mencionados açúcar, gordura e sal) produzindo alimentos mais económicos, com grande palatibilidade (muito apetecíveis), de elevada conveniência, durabilidade e praticidade. A estas características acresce ainda o peso do marketing alimentar, particularmente para as camadas mais jovens. (...)

Criam-se assim condições para que passemos de situações de falta de segurança alimentar maioritariamente por escassez de alimentos para situações em que esta insegurança está, cada vez mais, relacionada com a má qualidade nutricional. Este último contexto associa-se a efeitos deletérios para a saúde, marcados pela obesidade e comorbilidades várias e consequente incapacidade laboral e absentismo. No fundo, um ciclo vicioso fundamentalmente imputável aos chamados determinantes sociais da saúde.

Assim, e ainda que seja necessária uma mudança no processamento alimentar e desenvolvimento de produto (e não um utópico e contraproducente retrocesso), urgem medidas que atuem no gradiente socioeconómico da obesidade e no aumento da literacia nutricional e alimentar da população. Não é suficiente dizer às pessoas para não consumir determinado produto porque faz mal, se é o que elas podem comprar, se lhes vai durar mais tempo, se é o que agregado familiar vai gostar – nomeadamente porque falta educação alimentar às crianças – e se até compram ao engano porque não sabem como ler rótulos. Só reconhecendo e intervindo em todas estas áreas é que conseguimos reduzir o consumo dos processados.

A alimentação será sempre muito mais do que nutrição.

(Inês Pádua, OBSR)

Aprendizado


 ainda falta descobrir a serenidade
ainda falta dominar a ansiedade
e aprender a esperar
ainda me falta pacificar
deixando o coração ficar mudo
ainda falta aprender quase tudo

(Anna Duarte)