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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Disciplina "Cidadania E Desenvolvimento"

Conforme previamente anunciado, o Governo decidiu proceder à revisão e alteração do conteúdo e currículo da disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento”.

Sem prejuízo de reconhecer o esforço empreendido e mérito no resultado obtido, ainda assim, é possível encontrar nas Aprendizagens Essenciais definidas pelo Governo várias amarras ideológicas que, pelos vistos, o Governo da AD pretende manter na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Se o Senhor Ministro da Educação não quer, e bem, que a complexa matéria de “identidade de género” faça parte das Aprendizagens Essenciais, então dê instruções para que o documento seja alterado em conformidade.

Apesar da extensão da matéria a leccionar ter diminuído significativamente, considero que, em certa medida, é mais grave leccionar essa matéria no domínio dos Direitos Humanos do que no domínio da Saúde. É que, em bom rigor, a matéria da “identidade de género” ou da perturbação da identidade sexual, também denominada de “perturbação da identidade de género”, agora renomeada de “disforia de género”, tem mais que ver com a saúde do que com direitos humanos.

Por sua vez, as Aprendizagens Essenciais (AE) são o documento de orientação curricular e a base comum de referência para a aprendizagem de todos os alunos, estabelecendo os conhecimentos, as capacidades, as atitudes e os valores fundamentais que todos os alunos devem adquirir na disciplina, e, bem assim, as acções estratégicas de ensino orientadas para o perfil dos aluno

(excertos do texto sobre 'Amarras Ideológicas' de Teresa de Melo Ribeiro, OBSR)

Identidade


Matei a lua e o luar difuso.
Quero os versos de ferro e de cimento.
E em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.

Universal e aberto, o meu instinto acode
A todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode:
Dá beleza e sentido a cada grito.

Mas como as inscrições nas penedias
Têm maior duração,
Gasto as horas e os dias
A endurecer a forma da emoção.

(Miguel Torga, em 'Penas do Purgatório')

terça-feira, 22 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Equilibrar É Preciso

 A falta de casas para alugar
Principais razões 

Os altos impostos que exigem aos proprietários.

O que implica o aumento de renda aos inquilinos, ou a opção de não aluguer (mais prejuízos que benefícios)
Se os aluguéis são altos , mais vale comprar casa, o que vai fixar a quase permanência nesse lugar dificultando qualquer mudança. (para casas muito mais baratas)

A concentração da população em determinadas Zonas - que têm casas alto padrão, também conhecidas como casas de luxo ou de alto padrão, são residências que se destacam pelas características de construção, acabamento, localização e, consequentemente, pelo seu valor superior. 

A fixação da população , dificulta a mudança para locais com rendas mais em conta.

Fixações essas que são resultantes dos compromissos tomados anteriormente relativos à obtenção de casa e da adaptação à socialização a novo local. Daí não optarem muitas vezes por mudanças para zonas com casas de renda muito inferior.

Qualquer alteração de empregabilidade ou de condições de melhoria de vida fica muitas vezes "amarrada" aos compromissos assumidos por um prazo que muitas vezes tem a duração de uma vida.

Se Queremos Ganhar O Futuro Sem Ditaduras

Se queremos ganhar o futuro sem ditaduras, temos de restaurar, com pluralismo, a razão política como prática exigente, feita de prudência, imaginação e coragem. Sem isso, restam-nos ou a histeria ou a gestão tecnocrática (e mediática) dos impasses. 

Portugal, em linha com a generalidade dos países ocidentais, atravessa um tempo de anestesia ideológica. Por cá este sono é mais profundo: os partidos falam sozinhos, ocupando um palco vazio, enquanto a sociedade civil assiste, ora aos berros, ora em silêncio, ausente ou resignada.

Pensar politicamente exige mais do que repetir fórmulas morais de cartilha: implica escolher, discriminar, hierarquizar. Obriga, sobretudo, a imaginar. E é precisamente aí que estamos bloqueados. A crise é particularmente grave em Portugal porquanto os governos e os partidosos não existem para funcionar como laboratórios de pensamento, mas como máquinas de repetição.

É uma sociedade em que os problemas são novos, mas as respostas continuam velhas e muitas vezes sem qualquer coerência entre si. Queremos “sol na eira e chuva no nabal”, sem que ninguém questione os vasos comunicantes que se estabelecem entre políticas públicas que, nos seus objetivos, incentivos e consequências não desejadas, conflituam entre si.

(excertos do texto de Rodrigues Adão da Fonseca, OBSR)

Contranarciso

 

em mim
eu vejo
o outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente centenas

o outro
que há em mim é você
você
e você

assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós

(Paulo Leminski)

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

Portugal tem casas a mais? Não. Tem é falta de quem as possa arrendar em paz - Hoje, em Portugal, ser proprietário é arriscado. O Estado trata a propriedade como um privilégio suspeito. O sistema judicial é lento e os impostos altos. A legislação muda consoante o vento político.            (João A. B. Da Silva, OBSR)

Uma das coisas positivas que o atual governo está a fazer (um arremedo de reforma) é limitar abusos na lei da greve. Os governos de António Costa conseguiram fazer o país regredir uma década: nacionalizaram a TAP (com prejuízo para os contribuintes), regrediram na concessão dos transportes públicos metropolitanos de Lisboa e Porto e, pior, encostaram o país ao lado mais esquerdo do Partido Socialista. Exemplo disso é o facto de o PS (o pai das Parcerias Público Privadas na Saúde), ter feito tudo para levar os privados a abandonarem as PPP em Loures, Vila Franca de Xira e Braga. Na Habitação foi o mesmo: voltaram atrás nas reformas que a Troika obrigou a fazer (veja-se o disparate do Pacote Mais Habitação), ajudando ao disparo dos preços de venda e das rendas.            (Camilo Lourenço ,J Negócios)

Gente Que Nasceu Pra Querer


Há gente que é tão louca e no entanto tem sempre razão. Quando consegue um dedo,
já não serve mais, quer a mão. E o problema é tão fácil de perceber,
é que há gente que nasceu pra querer.

(Raul Seixas)