A ausência de comunicação pública clara fragiliza a compreensão das medidas, alimenta interpretações divergentes e reduz a eficácia das políticas. A comunicação pública é parte integrante da democracia, é o instrumento através do qual o Estado explica as decisões que toma e as políticas que aplica. Não serve para criar consensos, mas para garantir que todos compreendem o que molda as suas vidas e assim possam agir de forma informada. É um serviço ao cidadão. E em Portugal, continua a ser tratada como um acessório, quando deveria ser um eixo central do processo político.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2025
A Frase (191)
Quando o Estado decide, mas não explica - O tom importa. Transparência não é propaganda e empatia não é submissão à opinião pública. Quando a comunicação pública falha, o debate torna-se refém de especulação e polarização. (Catarina Travassos, ECO)
Dia
De que céu caído,
oh insólito,
imóvel solitário na onda do tempo?
És a duração,
o tempo que amadurece
num instante enorme, diáfano:
flecha no ar,
branco embelezado
e espaço já sem memória de flecha.
Dia feito de tempo e de vazio:
desabitas-me, apagas
meu nome e o que sou,
enchendo-me de ti: luz, nada.
E flutuo, já sem mim, pura existência.
(Octavio Paz)
terça-feira, 19 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Há 202 deficientes militares à espera de produtos médicos
- Ucrânia. Trump descarta envio de tropas como garantia de pa
- Governo chama partidos em setembro para afinar freguesias
- Xiaomi entra no mercado europeu de elétricos em 2027
- Sindicato anuncia novas greves nos aeroportos nacionais
- Mourinho: Benfica é melhor, mas recusa dar favoritismo
- Putin propôs reunir-se com Zelensky em Moscovo
- Corrida à sucessão de Powell já tem 11 candidatos. Entrevistas começam em setembro
- Cimeira em Washington dá força à Europa mas atira ações de defesa ao tapet
- Air Europa aceita oferta da Turkish Airlines de 300 milhões por posição minoritária
- Chinesa Xiaomi quer entrar no mercado europeu de veículos elétricos em 2027
- Crescer acima de 2% em 2025? Castro Almeida confia, mas admite "dificuldade" com tarifas
- Catorze anos depois, Lisboa ameaça voltar aos 8 mil pontos
- Elétrico na Autoeuropa com apoio estatal de 30 milhões. "É muito mais do que um investimento industrial"
- Trump apanhado em conversa com Macron: "Acho que ele [Putin] quer fazer um acordo”
- João Lourenço é o 27.º Mais Poderoso de 2025
- Nem os famosos canivetes suíços escapam. Empresa considera produção nos EUA para mitigar tarifas
- Corredor do Lobito nomeia Nicholas Fournier para diretor executivo e Alexandre Canas para presidente
- SIMA marca novas greves nos aeroportos nacionais de setembro até início de 2026
- Resialentejo aposta na energia solar e eficiência energética
- Moçambique e Cabo Verde em conferência no Japão sobre desenvolvimento de África
- Ucrânia: Montenegro defende “roteiro comum” para paz “justa e duradoura”
- Risco sobre futuro não trava aumento de produção de 13% na fundição moçambicana da Mozal
- Tecnológica Plexus Tech adquire portuguesa BI4ALL para expansão no país e mercados internacionais
- Menos pessoas, mais calor: há muitos mais megaincêndios em Portugal e duas explicações para issoHá um megaincêndio com 1.500 operacionais. Depois há muitos outros que preocupam
- "Alterações respiratórias, cardíacas, neurológicas e oftalmológicas": fumo dos incêndios pode trazer várias complicações
- Uma criança combateu as chamas: "não há ninguém para ajudar", "o fogo está colado à casa", "meu Deus"
- E foi numa chamada telefónica com uma TV que Trump desfez as dúvidas sobre o envio de tropas para a Ucrânia
- Trump anuncia preparativos para encontro a dois (Putin e Zelensky) e depois a três (Putin. Zelensky e o próprio Trump)
- Trump admitiu ir contra uma "linha vermelha do Kremlin" e a Ucrânia propõe pagar para que ele faça isso (ou algo parecido)
- Putin propôs num telefonema com Trump reunir-se com Zelensky em Moscovo
- Trump, que teve cuidado para não desrespeitar Putin, diz que a Europa quer enviar soldados para a Ucrânia
- Rússia avisa que "troca de território" será chave para um possível acordo com a Ucrânia
- "Ele adora, ele adora sempre": frase de Meloni sobre Trump e sobre ela própria causa celeuma
- O escorpião FC Porto já tem veneno pronto. Pode é ter perdido uma das suas cabeças
- Rotura muscular na face anterior da coxa esquerda: ponto da situação sobre Samu (e sobre o jogo com o Sporting)
- Calendário, uma novidade e tudo o que precisa de saber sobre o próximo ano letivo
- Dois agentes da PSP de Olhão acusados de sequestro e homicídio qualificado
- Agora vem aí "uma massa de ar mais marítima". E é por isso que esta semana não há ondas de calor
- Primeiro-ministro de Israel acusa Macron de antissemitismo
A Fragilidade Da Europa
A Europa revela a fragilidade de quem tem a força potencial, mas não a vontade de a exercer. O império subsistia, mas era a Guarda Pretoriana que tantas vezes decidia a ordem; a União Europeia (UE) subsiste, mas continua sem conseguir transformar o seu poder em autoridade.
Foi com essa imagem em mente que se pode olhar ontem para a visita a Washington de Volodymyr Zelensky, acompanhado por uma corte de líderes europeus. Ao estilo de uma guarda pretoriana tardia, a comitiva foi tentar conferir peso político e escudo simbólico à Ucrânia naquilo que poderá ser o mais arriscado e mais ambíguo capítulo da guerra: a negociação de uma paz que ameaça ser mais ditada do que construída.
Donald Trump e Vladimir Putin voltaram a encontrar-se, e o epicentro da diplomacia global transfere-se de Kiev ou de Bruxelas para o Salão Oval de Washington, onde a Europa, mais uma vez, se senta numa cadeira lateral, ansiosa por ser ouvida mas consciente de que a decisão se joga sobretudo a duas mãos.
O reencontro de Trump e Putin serve de palco para uma inversão narrativa: o Ocidente, que durante dois anos prometeu firmeza e unidade, entra agora num ciclo de fadiga estratégica. A paz na Ucrânia discute-se em moldes que parecem mais favoráveis ao Kremlin do que a Kiev. E a Europa, que deveria ser protagonista, apresenta-se como figurante de luxo — tal como a velha guarda pretoriana, emprestando presença e solenidade, mas sem deter o fio condutor da decisão.
A fragilidade política europeia ajuda a explicar esta posição secundária, mas não é apenas de fragilidade que se trata: é também da incapacidade histórica de a União ser proactiva, de nunca ter apresentado uma proposta própria de cessar-fogo na Ucrânia, de nunca ter ousado enfrentar os Estados Unidos – nem na questão das tarifas, nem na exigência orçamental da NATO. (...)
(Miguel Baumgartner, J Económico)
Foi com essa imagem em mente que se pode olhar ontem para a visita a Washington de Volodymyr Zelensky, acompanhado por uma corte de líderes europeus. Ao estilo de uma guarda pretoriana tardia, a comitiva foi tentar conferir peso político e escudo simbólico à Ucrânia naquilo que poderá ser o mais arriscado e mais ambíguo capítulo da guerra: a negociação de uma paz que ameaça ser mais ditada do que construída.
Donald Trump e Vladimir Putin voltaram a encontrar-se, e o epicentro da diplomacia global transfere-se de Kiev ou de Bruxelas para o Salão Oval de Washington, onde a Europa, mais uma vez, se senta numa cadeira lateral, ansiosa por ser ouvida mas consciente de que a decisão se joga sobretudo a duas mãos.
O reencontro de Trump e Putin serve de palco para uma inversão narrativa: o Ocidente, que durante dois anos prometeu firmeza e unidade, entra agora num ciclo de fadiga estratégica. A paz na Ucrânia discute-se em moldes que parecem mais favoráveis ao Kremlin do que a Kiev. E a Europa, que deveria ser protagonista, apresenta-se como figurante de luxo — tal como a velha guarda pretoriana, emprestando presença e solenidade, mas sem deter o fio condutor da decisão.
A fragilidade política europeia ajuda a explicar esta posição secundária, mas não é apenas de fragilidade que se trata: é também da incapacidade histórica de a União ser proactiva, de nunca ter apresentado uma proposta própria de cessar-fogo na Ucrânia, de nunca ter ousado enfrentar os Estados Unidos – nem na questão das tarifas, nem na exigência orçamental da NATO. (...)
A Frase (190)
A inteligência artificial está a aumentar a produtividade e a acelerar o nosso ritmo, mas será à custa da nossa capacidade de pensar? A inteligência artificial (IA) chegou para ficar. Integra-se de forma subtil, contudo cada vez mais invasiva no nosso quotidiano, ocupando papéis que antes estavam reservados exclusivamente à mente humana. Automatiza, acelera, recomenda, organiza. E, aos poucos, passamos de utilizadores a dependentes. (Jorge Esparteiro Garcia, OBSR)
No entanto, nem tudo é progresso. A par da inovação tecnológica, cresce um fenómeno silencioso: a erosão das nossas capacidades humanas. A inteligência artificial, ao assumir tarefas do nosso dia-a-dia, traz consigo um custo que raramente é discutido, a perda gradual da nossa autonomia cognitiva.
A Essência Da Vida
A essência da vida é o amor e a compensação – momentos de felicidade.
Resultando saúde e de quebra a imortalidade. Somos eternos em um espaço de tempo
que programamos, nos anos que inventamos, em todas horas que começamos de novo.
A simplicidade torna-nos grandes.
(Jade da Rocha)
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
A Frase (189)
Ardemos porque não aprendemos nem cumprimos - Temos o maior dispositivo de sempre – 14.155 operacionais, 3.162 viaturas e 72 meios aéreos. Nunca se investiu tanto em prevenção, em vigilância, em tecnologia. Mas, apesar de tudo, continuamos a ver aldeias cercadas por mato, reacendimentos não combatidos a tempo, populações que sentem abandono e autarcas que denunciam descoordenação. Continuamos a repetir erros conhecidos.
Em 2024, por exemplo, várias medidas de gestão de combustível e de reorganização da paisagem ficaram aquém das metas, o que significa que parte do “plano de batalha” não foi executado a tempo.
Esta discrepância entre planeado e realizado continua a ser um dos calcanhares de Aquiles do sistema: investe-se mais, planeia-se melhor, mas nem sempre se cumpre no terreno. planeamento antecipado, capacidade de mobilização, treino especializado, disciplina no terreno e avaliação permanente. (Valentina Marcelino, DN)Boa Noite !
Nos dias difíceis, podemos sempre agradecer aos fáceis. Essa mistura de dias bons e dias maus
é uma forma de crescermos, de valorizarmos a vida, de aprendermos a lidar com o mundo.
Todos os dias que passaram foram responsáveis pelo que somos hoje.
Todos foram importantes. Que a noite de hoje seja serena e que
amanhã venha um novo dia! Boa noite.
domingo, 17 de agosto de 2025
Notícias Ao Fim Da Tarde
- Um morto em acidente com motas em São Miguel
- IPMA diz que cumpriu "escrupolosamente" serviços mínimos
- Sissoco Embaló recusa explicar expulsão da Lusa e RTP
- Três mortos em tiroteio em clube de Nova Iorque
- Paz na terra de Canaã: ontem e hoje. Amanhã? Veremos
- O que começou mal nunca se endireitou: Miguel em 17.º
- Israel anuncia nova fase da ofensiva centrada na cidade de Gaza
- Hamas critica plano de Israel para realocar palestinianos da cidade de Gaza para sul do enclave
- Polícia detém 25 manifestantes durante os protestos em Israel
- Protestos em frente à casa de ministros do governo de Netanyahu
- Sérvia. Manifestantes incendeiam sede do partido do governo
- Horário e sala das reuniões, menu do almoço e números de telefone de funcionários. Papéis do governo dos EUA encontrados em hotel no AlascaMais de 3.200 operacionais combatiam principais incêndios6
- Quais são os futebolistas portugueses mais valiososTurismo cresce nos Açores com o rótulo “sustentável”
- Alarme de fumo não disparou no lar de Mirandela
- Mercedes EQE 300: Um gigante que se apaga no caos urbano
- Marques Mendes demarca-se de Gouveia e Melo e diz que o tempo é de união
- Von der Leyen elogia proposta de Trump de dar garantias de segurança à Ucrânia
- Apoio internacional pelo ar a Gaza mantém-se ativo
- Presidente da Guiné-Bissau recusa explicar razões de expulsão de Lusa, RTP e RDP
- Ler Devagar considerada uma das livrarias-café mais bonitas do mundo
- Kodak em dificuldades? Saudosismo analógico pode ser a chave da sobrevivência
- Livros para as férias – Parte VII
- O estado dos incêndios em Portugal
- Escuridão
- Air Canada volta a voarIncêndios: Mais de 3.200 operacionais combatem fogos de maior dimensão
- Ucrânia: Ursula von der Leyen elogia proposta de Trump dar garantias de segurança
- Estados Unidos admite que cenário de paz entre Ucrânia e Rússia “pode não ser possível” apesar dos esforços norte-americanos
- Incêndios: Advogados vão dar apoio jurídico gratuito a populações afetadas
- Presidente da Guiné-Bissau recusa explicar em Cabo Verde razões de expulsão de Lusa, RTP e RDP
- Ucrânia: Líderes do Reino Unido, Itália e Finlândia juntam-se a Zelensky em encontro com Trump
- Incêndios: Aviões Fire Boss cedidos pela Suécia só chegam na segunda-feira
- As vitórias de Putin deixam Trump perante escolhas difíceis
- Defesa aérea russa destrói 46 drones ucranianos durante a noite
- São 600 cavalos e uma velocidade superior a 300 Km/hora.
- Netanyahu acusa manifestantes israelitas de reforçarem Hamas
- Mêda pede ao Governo que declare situação de calamidade na região por causa do fogo
- Incêndios. Afinal, aviões Fire Boss só chegam na segunda-feira
- Este ano já arderam 139 mil hectares. 17 vezes mais que em 2024
- Portugueses são dos que se sentem menos saudáveis na Europa. E as diferenças de rendimentos são uma das razões para o explicar
Descoberta A Faísca Que Desencadeia Ondas De Calor Marinhas No Mediterrâneo
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| Górgonas-púrpuras, animais primos dos corais, que são afectados pelas ondas de calor no Mediterrâneo Dugornay Olivier/IFREMER |
O trabalho de cientistas italianos pode permitir desenvolver um sistema de alerta precoce destes fenómenos, que têm um severo impacto sobre a vida marinha.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Intrusões de ar quente na Europa proveniente do continente africano têm um impacto muito maior do que o aumento da temperatura do ar. Desencadeiam também ondas de calor marinhas no Mediterrâneo, cuja frequência, duração e intensidade estão a aumentar, nas últimas duas décadas.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
Um novo estudo, conduzido por cientistas ligados ao Centro Euromediterrânico para as Alterações Climáticas (em Itália), e publicado esta semana na revista científica Nature Geoscience, analisou centenas de episódios de ondas de calor marinhas no mar Mediterrâneo, usando dados de satélite. Concluiu que na sua origem estão sistemas de alta pressão atmosférica semipermanentes, a que se dá o nome de cristas subtropicais
Estas cristas subtropicais formam-se frequentemente sobre o oceano, perto dos 30 graus de latitude (Portugal está nos 39 graus, virado para o Atlântico, mas ainda sob influência do clima mediterrânico), em ambos os hemisférios. Influenciam a dinâmica da circulação atmosférica e do clima regional, contribuindo para a formação de padrões climáticos como o El Niño, no Pacífico.
Descoberta a faísca que desencadeia ondas de calor marinhas no Mediterrâneo
O que os cientistas agora concluíram é que estas cristas subtropicais – também conhecidas como anticiclones africanos - fazem mais do que pôr a temperatura do ar a subir. A sua persistência cria as condições para a formação de ondas de calor marinhas. Podem ser vistas como a faísca para a subida da temperatura das águas, que pode causar grande mortalidade entre os seres vivos.
O trabalho da equipa permite pensar que será possível desenvolver sistemas de alerta precoce para ondas de calor no Mediterrâneo, e também estratégias para reduzir o seu impacto sobre a vida marinha e a economia.
O que os cientistas agora concluíram é que estas cristas subtropicais – também conhecidas como anticiclones africanos - fazem mais do que pôr a temperatura do ar a subir. A sua persistência cria as condições para a formação de ondas de calor marinhas. Podem ser vistas como a faísca para a subida da temperatura das águas, que pode causar grande mortalidade entre os seres vivos.
O trabalho da equipa permite pensar que será possível desenvolver sistemas de alerta precoce para ondas de calor no Mediterrâneo, e também estratégias para reduzir o seu impacto sobre a vida marinha e a economia.
Fonte: Clara Barata , Público
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