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sábado, 16 de maio de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Escolas Profissionais

Depois de 16 anos, Governo vai rever financiamento das escolas profissionais

Depois de 16 anos sem qualquer atualização, o Governo vai rever o modelo de financiamento das escolas profissionais. Numa entrevista à SIC, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou que a alteração entrará em vigor já no próximo ano letivo, com o objetivo de atualizar um sistema que não era revisto desde 2010.  (Educação, SIC)

Nota: antes tarde que nunca. Este assunto é prioritário. Não só a revisão do modelo em causa, como a criação de novas Escolas Profissionais. É preciso cuidado com as pressas, um ano, só ...

Esta É A Frase (88)

“O problema dos partidos do regime é que não acreditam em nada, o problema do Chega é que acredita em tudo.” André Ventura acredita que é possível ser de direita e de esquerda ao mesmo tempo; acredita que é possível descer a idade da reforma e, simultaneamente, descer os impostos; acredita que é possível ter mais despesas com menos receitas, ou com receitas imaginárias.      (Miguel Pinheiro, OBSR)

Se em tempos António Costa convenceu os portugueses de que as vacas conseguem voar, então muito provavelmente André Ventura conseguirá convencê-los de que dois mais dois são cinco. A dada altura, se calhar, estamos por tudo e passamos a aceitar que, como se costuma dizer, pior não fica.  

Olhando para a distribuição de votos no Reino Unido, e olhando para a distribuição de votos em Portugal, se calhar tem razão ao apresentar essas convicções aos eleitores.

Stephen Daisley escreveu na Spectator a melhor definição destas incoerências: “O problema dos trabalhistas é que não acreditam em nada, o problema do Reform é que acredita em tudo.” Em Portugal, a adaptação seria assim: o problema do Chega é que acredita em tudo.” partidos do regime é que não acreditam em nada, o problema do Chega é que acredita em tudo.” 

Pense Positivo


Hoje, o vento te abraçará, o sol estará mais atraente e a paz vai invadir o seu coração!
Pense positivo, aja de forma otimista e seja feliz.
Tenha um Bom dia!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (87)

O PSD parece encurralado entre duas identidades incompatíveis: a de partido fundador da democracia portuguesa e a de uma direita ansiosa por competir com o Chega no terreno do espetáculo raivoso e da desumanização . E foi aí que os passos se prederam.  (Gonçalo Ribeiro Teles, Visão)

Pedro Passos Coelho e o passismo tornaram-se o rosto mais evidente dessa falha. Não necessariamente por o acompanharem, mas porque durante anos ajudaram a legitimar o ambiente onde André Ventura prosperou. Cá, como praticamente em todo o lado, percebeu-se e percebe-se que existe um eleitorado disponível para o discurso do ódio, da raiva, da simplificação brutal, da humilhação dos mais vulneráveis e nunca se procurou travar essa deriva. Pelo contrário: alimentaram-na sempre que isso serviu para condicionar o próprio PSD e para manter influência sobre uma direita cada vez mais contaminada.

Hoje, o resultado é evidente. A Assembleia da República tornou-se demasiadas vezes um palco de ruído e indignação fabricada, onde a mais recente proposta do Chega para uma comissão de inquérito ao vazio processual e mediático da Operação Influencer é só mais um retrato da política transformada em circo digital.  (Texto na íntegra aqui)

Filosofia em Tom Maior • Música e Filosofia

 
Filosofar com notas musicais ou cantar ideias filosóficas? Medir o tempo em segundos ou contar suas pulsações? Escrever um texto ou criar uma melodia? Ler um livro ou uma partitura? Ambos! – já não é mais uma questão de um ou outro – deixamos a exclusividade para trás, os especialistas provavelmente vão abrigá-la em algum canto. Bach e Beethoven podem nos prover de pensamentos tão potentes quanto Espinosa e Nietzsche! Alguém duvida? Basta ouvir de corpo inteiro, sem apartar os conhecimentos, ao contrário, promover a orgia dos pensamentos. Escrever ouvindo e ouvir escrevendo. E por que não filosofar em tom maior? Já é meio-dia, não há mais sombra para a filosofia.     (Razão Inadecuada)

Este manifesto propõe a dissolução das fronteiras entre a música e a filosofia, fundindo a razão e a sensibilidade num único ato criativo.     

Nietzsche e a Nova Música: Nietzsche defende uma inversão onde a música não ilustra conceitos, mas sim um ato sonoro que incorpora o trágico e o sublime.

O Ato Criativo: A ideia de um manifesto que funde estas áreas reflete a busca por uma nova forma de conhecimento, onde o "fazer" artístico (performance/composição) é, ele próprio, um ato filosófico.

Esta abordagem defende que a música possui uma inteligência própria, unindo o rigor racional (estruturas sonoras) com a intuição sensível.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (86)

Um pouco por todo o mundo, os políticos deparam-se com o mesmo problema: a incapacidade de dar resposta, rápida e eficaz, aos principais desafios que as sociedades enfrentam.  (Rui Tavares Guedes, Visão)

Qual é o prazo de validade de uma mensagem de esperança? A pergunta é de resposta cada vez mais difícil, mas tudo indica que o prazo estará associado ao tempo que demora a concretizar-se uma mudança. Com as consequências que todos sabemos: as mudanças demoram muito tempo a ser feitas e, na maior parte dos casos, a produzir efeitos visíveis, enquanto o sentimento de esperança rapidamente se desvanece e pode ser, até, depressa substituído pela angústia, a raiva e a revolta.

Em qualquer lado, como se tornou norma, quem ganha eleições procura sempre apresentar slogans e programas que tragam, implícita, uma sensação de esperança e de mudança. Como as mudanças não se concretizam, a esperança torna-se cada vez mais efémera. E, infelizmente, é facilmente substituível pelo desencanto, a crispação e a revolta.

Mais do que qualquer outra, a principal ameaça a um regime democrático é o desencanto dos cidadãos com a democracia – que faz depois crescer os populismos. Para o evitar, seria melhor que os democratas não criassem falsas esperanças. E que, ao mesmo tempo, soubessem fazer as verdadeiras mudanças. Aquelas que não deixam morrer a esperança.

Círculo Vicioso


Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...

(Machado de Assis)

O desfecho fecha o círculo, mostrando que a insatisfação é universal, ignorando hierarquias. O poema reflete a visão machadiana de que a busca pelo alheio gera amargura permanente.