Pesquisar neste blogue

sábado, 12 de dezembro de 2015

A Ler : Idade Dos Paradoxos

Um dia, bastante lá no futuro, quando o Século XXI tiver direito a ter um Título, será certamente chamado o Século do Inesperado ou a Idade dos Paradoxos.

Com efeito, não é sem razão que no final do Século XX se falou do fim do Estado, do erro do Ocidente, do desaparecimento das ideologias, da crise dos valores.
É que tudo o que era deixou de ser. O esperado deixou de existir. O paradigma desapareceu ou inverteu-se. A previsibilidade tornou-se impossível. E a gestão das vidas colectivas e individuais passou a ser uma aventura, sem graça nenhuma.
A Europa, mãe das civilizações, padrão da axiologia oficial, começou por ser dizimada economicamente. E arrisca-se seriamente a perder não só o papel político que sempre teve, como a desaparecer perante ameaças armadas insusceptíveis de serem sustadas. No afã de defender os valores que a caracterizam e distinguem, ver-nos-emos arremedados para o oposto desses mesmos valores, sem sequer garantir que, por esse caminho, se eliminam os inimigos que espreitam do outro lado do fosso. (continuar a ler)


'Século XXI a Idade dos Paradoxos' - Um artigo de Saragoça da Mata, que traz alguma lucidez sobre o desbragamento, incompetência, falta de visão estratéegica e liderança que percorre o país e de um modo geral todo o ocidente .

A Nossa Existência É Transitória Como As Nuvens De Outono

A nossa existência é transitória como as nuvens do Outono. Observar o nascimento e a morte do ser é como olhar os movimentos da dança.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago no céu. Levada pela torrente montanha abaixo.

Buda

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Honestidade Por País ...

A honestidade das pessoas varia significativamente entre os países - mas cuidado com os preconceitos ao tentar prever a honestidade dos outros.
Os países estudados - Brasil, China, Grécia, Japão, Rússia, Suíça, Turquia, Estados Unidos, Argentina, Dinamarca, Reino Unido, Índia, Portugal, África do Sul e Coreia do Sul - foram escolhidos para fornecer uma mistura de regiões, níveis de desenvolvimento e níveis de confiança social.
O autor do estudo, professor David Hugh-Jones, da Universidade de East Anglia (Reino Unido), mediu a honestidade em entrevistas e em jogos rápidos de cara ou coroa com uma moeda.
Segundo ele, os testes identificaram evidências para a desonestidade em todos os países, mas com níveis variando significativamente entre eles.
"Surpreendentemente, as pessoas foram mais pessimistas sobre a honestidade das pessoas no seu próprio país do que das pessoas de outros países. Uma explicação para isso pode ser que as pessoas estão mais expostas a notícias sobre a desonestidade ocorrendo em seu próprio país do que em outros," concluiu Hugh-Jones.

Esta É A Frase ...

De: Rui Ramos
O que é novo em Portugal, na Espanha ou na França não são tanto os resultados eleitorais dos partidos “anti-sistema” (o PCP e o BE valem hoje, juntos, menos do que o PCP em 1979, e a FN já foi segunda nas presidenciais de 2002). A novidade é a tentação dos partidos democráticos (ou “republicanos”, como se diz em França) de incluir os extremistas nos seus jogos de poder, isto é, reduzir a política à aritmética: já não interessa o que esses partidos defendem, mas só de quantos votos dispõem. Daí a tese, muito conveniente, de que os “votos são todos iguais” ou (como argumenta Sarkozy em França) que já não há “votos contra a República“.

Rui Ramos, OBS

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Esta É A Frase ...

Portugal devia ter um sistema de ‘arrependidos’ na Justiça, de ‘colaboração premiada’ como lhe chamam os brasileiros. Claro que há questões éticas e de orientação da investigação que se levantam com esta estratégia, mas ela demonstra ser mais eficaz no combate à corrupção e certos tipos de crime do que qualquer outra.

Henrique Monteiro, Expresso 

Notícias Soltas ...

Ilusões ...



Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.

Fernando Pessoa 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

E Esta Hein?

Viagens grátis para ferroviários e familiares.

O PS entregou hoje um projecto de resolução no Parlamento, que recomenda ao Governo a reposição de viagens de comboio não pagas aos trabalhadores ferroviários, familiares e reformados do sector.
"A utilização de transporte ferroviário sem custos pelos trabalhadores, familiares e reformados do sector é uma prática largamente utilizada desde o século XIX, funcionando como parte integrante das remunerações e resultando do processo de negociação colectiva", sustentam os socialistas.(Económico)

E que tal escolaridade grátis para familiares de professores?
E todos os cuidados de saúde para médicos, reformados do sector e familiares?
Etc., etc, etc.

Se esta linha não for interrompida, quando chegarmos ao fim encontraremos o quê? - o abismo, certamente !

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Cancro Pode Tornar-se Uma Doença Crónica

Que o cancro se torne um dia uma doença crónica é "agora um dos objectivos do nosso campo de investigação", afirmou Tomas Lindahl, um dos três investigadores distinguidos com o Nobel da Química pelos estudos dos mecanismos que permitem a reparação de ADN.

Os investigadores, segundo o Comité Nobel, conseguiram, através de uma espécie de "caixa de ferramentas de reparação de ADN", mapear, a nível molecular, a forma como reparar as células danificadas, permitindo também salvaguardar a informação genética.

"O trabalho desenvolvido forneceu conhecimento fundamental sobre como funciona uma célula viva e pode ser usada, por exemplo, no desenvolvimento de novas terapias contra o cancro", justificou o Comité Nobel, num comunicado divulgado a 07 de Outubro.
Nascido em Estocolmo, na Suécia, e especialista na área do cancro, Tomas Lindahl, 77 anos, desenvolve o seu trabalho como responsável do grupo emérito do Instituto Francis Crick de investigação biomédica, em Londres.

"Mais do que falar da cura do cancro, prefiro olhar para o problema como se se tratasse da diabetes", disse Tomas Lindahl em entrevista à agência espanhola Efe.
"Não se pretende curar a diabetes. Bem, pode tentar-se, apesar de ser muito difícil, mas pode viver-se com a doença, há uma boa medicação pode levar-se uma vida normal, sem estar o tempo todo assustado, explicou.

O obcjetivo "é conseguir o mesmo" com o cancro, "que se possa viver como ele, mas sem pensar nisso, e com uma medicação diária, conseguir ter uma normal", frisou.
No entanto, o investigador não se aventura em estabelecer um prazo para atingir esse objetivo, uma vez que existem diferentes tipos de cancro. (saber mais aqui)

A Vaidade Em Acção

O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros.

Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma.

Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito.

O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.
Fernando Pessoa