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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Europa Sem Rumo ...

Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo - que reúne os ministros das Finanças da zona euro -criticou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, por este assumir que Bruxelas não exigiu a França, como exige a todos os estados-membros, que cumprisse as regras orçamentais.

Sem lideres carismáticos, sem um rumo definido o caminho da Europa está cada vez mais comprometido. Democracia, rigor, justiça e interajuda, são valores que aos poucos estão a abandonar a 'nova Europa'.

Congresso Do PS

Em meditação ...
Propostas fracturantes do PS reduzidas a quatro minutos, congressistas vão tirar senha para falar e Costa será aclamado tendo como grande opositor Francisco Assis. Eis o congresso que começa esta sexta-feira.

Quer saber mais? - leia aqui.

Preocupação !

A maturidade começa a manifestar-se quando sentimos que a nossa preocupação é maior pelos demais que por nós mesmos.

Einstein, Albert  

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cada Vez Mais Cresce A Suspeita De Que Demências Sejam Doenças Autoimunes

Uma nova teoria propõe que as causas das demências, como Alzheimer e Parkinson, além de outras doenças neurodegenerativas, estão em um sistema imunológico fora de controle.
Com a ineficácia das terapias desenvolvidas até agora, há algum tempo os cientistas procuram uma nova teoria que explique o surgimento das demências.
Investigadores australianos acreditam agora já dispor de fortes evidências de que o declínio neurológico comum a estas doenças é causado por uma "autoinflamação", na qual o próprio sistema imunológico do corpo desenvolve uma resposta inflamatória persistente e faz com que as células do cérebro morram.
Até agora, os cientistas têm-se concentrado no papel dos depósitos de proteínas, chamadas placas amiloides, que se formam no cérebro das pessoas afectadas com Alzheimer. Mas agora já está claro que esta é uma explicação inadequada - ou, no mínimo, insuficiente - para a doença de Alzheimer.
O sistema imunológico é a primeira linha de defesa nas células, e normalmente distingue entre as moléculas que pertencem ao corpo e as moléculas invasoras, causadoras de doenças. É um alarme e um sistema de resposta com um mecanismo de autodestruição para conter e eliminar os invasores ou células anormais, como o câncer.
Vários problemas podem levar ao mau funcionamento desse sistema, incluindo mutações genéticas, infecções, toxinas ou lesão física, que têm sido associadas com diferentes formas de neurodegeneração.
Inicialmente o sistema imune protege o tecido contra esses gatilhos, mas uma activação prolongada em algum momento começa a se autoperpetuar, causando a morte das células do cérebro, propõem os pesquisadores.
"Esperamos que esta nova forma de entender a neurodegeneração leve a novos tratamentos," diz o professor Richards. "Agora precisamos investigar mais as moléculas sinalizadoras do sistema imunológico para identificar novos alvos de drogas que irão retardar o aparecimento e/ou parar a progressão dessas doenças devastadoras."

Assim Acontece Por Esta Europa Fora: Tratamento Especial Para A França No Défice

O presidente da Comissão Europeia assume que a França tem mais tempo para corrigir o défice excessivo apenas porque "é França". Foi com estas palavras que Jean-Claude Juncker justificou o novo prazo que Paris tem para colocar o défice abaixo dos 3% e que é até 2017. (Paulo Almoster) (tvi)



Utilidade ...

O homem honesto procura tornar-se útil, o intrigante tenta ser necessário.

Victor Hugo  

quarta-feira, 1 de junho de 2016

E Só Uma Questão De Convicção

No dia em que António Costa tomar consciência que já não terá de se equilibrar apenas entre Jerónimo e Catarina, mas deverá passar a ter de levar em consideração também a agenda de Marcelo – talvez regressem as razões e os motivos para equacionar a manutenção da geringonça no poder.

Desta feita, porém, a principal ameaça poderá não provir de São Bento, mas de Belém. E se os amigos de ocasião, Catarina e Jerónimo, serão facilmente domesticáveis – porque, no limite, nenhum deles terá interesse objectivo em provocar a queda da geringonça –, já os objectivos e o calendário de Marcelo escapam em absoluto ao controlo do primeiro-ministro.

E este dado pode fazer toda a diferença. Pode distinguir uma ameaça de crise que Costa consegue controlar, de uma ameaça de crise que o primeiro-ministro não poderá controlar.

Ao conviver com a rédea solta de Marcelo Rebelo de Sousa, ao tentar inclusivamente aproveitar-se dessa hiperatividade presidencial para a colocar ao serviço da geringonça, António Costa poderá estar a dar a Marcelo a corda com que acabará por se vitimar.

Excertos do artigo de João Pedro Dias, Económico 

A Noite Desce ...

A noite desce, o calor soçobra um pouco,
Estou lúcido como se nunca tivesse pensado
E tivesse raiz, ligação direta com a terra
Não esta espécie de ligação de sentido secundário observado à noite.
À noite quando me separo das cousas,
E m'aproximo das estrelas ou constelações distantes —
Erro: porque o distante não é o próximo,
E aproximá-lo é enganar-me.

Alberto Caeiro 

terça-feira, 31 de maio de 2016

E Esta Hein ?


O Estado irá arrecadar cerca de oito milhões de euros com a cobrança pelo serviço público de rádio e televisão na factura de electricidade dos condomínios. A DECO considera que esta contribuição é indevida.

Tal como a factura da luz das escadas ou da eletricidade consumida pelo elevador, a contribuição audiovisual – para financiar o serviço público de radiodifusão e televisão – faz parte da fatura de eletricidade do condomínio. O pagamento da fatura da eletricidade do condomínio é, geralmente, dividido por todos os condóminos.

Segundo a DECO, o pagamento de uma taxa como a contribuição audiovisual implica que esteja a ser prestado um serviço ou disponibilizado um bem público, como de facto acontece. O argumento utilizado pela DECO para considerar o pagamento indevido é o de que os condóminos não devem pagar pelo serviço duas vezes.(OBSR)

Há Um Mar De Gente Que Parece Acordar E Adormecer Protegida Pela Camada Protectora Que Tudo Acolhe E Tudo Engole

De onde virá este “estado de condescendência” num país de língua afiada, desconfiança militante, culto da maledicência? E as elites, que dizer da sua amabilidade com as misérias do “tempo novo”?

Há uma quantidade muitíssimo considerável de gente que condescendentemente se dispôs a acreditar no país das maravilhas, acreditando até ser parte das maravilhas e vir a beneficiar delas; há mel que subitamente passou a escorrer das páginas e microfones de quase todos os jornais e jornalistas ou das palavras escolhidas de inúmeros comentadores e editorialistas que nos convencem do contrário do que vimos ou sabemos; há um mar de gente que parece acordar e adormecer protegida pela camada protectora da tal condescendência (ou deveria dizer indiferença?) que tudo acolhe e tudo engole. Sem estranheza que se note, ou estados de alma que se registem.
Um desafio e peras para uma observadora, e ando nisto há meses.

Basta apenas evocar um quotidiano ficccional feito de contas erradas vendidas como “controladas”; ameaças reais de desastre económico logo redimidas pelo fantasioso “novo diálogo com a Europa” do qual o país sairá supostamente vencedor mas só supostamente; a imperdoável venda da ilusão de que o “consumo” faria disparar o “crescimento” (temo que os números que aí vêm, alusivos à receita, estilhacem de vez a ilusão ); a decisão (oh quão datada) da introdução das “35 horas” já em desuso em toda a parte após as fissuras abertas nos tecidos económicos onde vigoraram com alta infelicidade; uma “Educação” a desfazer-se, alunos aflitos, pais desnorteados e apenas sindicalistas felizes e não me refiro agora de todo ao caso dos contratos de associação, mas àquilo que já não tem remédio: as alterações de fundo e substância ocorridas com o ano lectivo em curso, revogações, substituições, alterações, num galope descoordenado de mudanças contra o que estava, porque o que estava perdeu o direito de cidade.

Há parentescos familiares no governo para dar e vender, há amigos íntimos com responsabilidades de negociação reservadas apenas aos bastidores, há comportamento de “donos” em vez de atitudes de servidores públicos mas quem se incomoda por aí além com estas, como dizer? novidades? Os dias da ira deram lugar à terra prometida onde já não cabem “generalizados” protestos, ecrãs televisivos entupidos de indignação, “repúdio” de leis e medidas. É vida. A do tempo novo. Mas lá que espanta esta disponibilidade silenciosa para concordar, não fazer ondas, deixar-se ir em enganadores cantos de sereia, espanta sim.
vez sido assinado? Sabemos que não teria.)
O chefe do Governo acena com vacas que voam e oferece uma delas a uma senhora? Que ideia tão engraçada, original, inesperada, e nem quero pensar em Durão Barroso, Cavaco, Santana, Passos fazendo o mesmo com tão sedutora segurança quanto à graciosidade do gesto e à oportunidade da ideia.
O Chefe de Estado atribui (como nos iogurtes) prazo de consumo ao governo, marca horário para crise e… quê? Um laivo de estranheza, quando muito, face à manifesta infelicidade política do gesto mas, sejamos condescendentes, estas coisas acontecem, “foi o comentador que pregou uma partida ao Presidente” (ouvi eu, desgraçadamente).

Aflijo-me com a navegação: nem as rotas já percorrida parecem as mais indicadas para a nossa geografia, nem os rombos entretanto provocados deixarão o navio inteiro.
Dir-se-á que sou (muito) minoritária. Paciência, nunca será isso que me fará fingir que acredito na qualidade dos marinheiros.

Excertos do artigo de Maria João Avillez, 'A condescendência' , OBSR