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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Mais Seis Meses Para Concluir A Investigação Da " Operação Marquês"
A Procuradora geral da República, Joana Marques Vidal, deu mais seis meses aos investigadores da "Operação Marquês" para concluir a investigação.O novo prazo foi concedido, apesar de os actuais estarem ultrapassados, não por "ausência de iniciativa investigatória", mas pela complexidade da investigação.Na mesma nota, a PGR informou que os procuradores responsáveis pela investigação que envolve José Sócrates, informaram os seus superiores hierárquicos das "circunstâncias e imponderáveis que impediam a conclusão da investigação" a 15 de Setembro, prazo fixado em Março pelo director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Amadeu Guerra.
Em síntese, os magistrados do Ministério Público alegaram: foram confrontados com novos factos ; foram igualmente identificadas suspeitas de operações de favor em novas áreas de negócios; verifica-se a falta parcial de cumprimento dos pedidos de cooperação internacional dirigidos à justiça da Suiça e do Reino Unido; subsistem ficheiros informáticos apreendidos que dependem de apreciação judicia, antes de serem disponibilizados e analisados pela investigação.
O prazo de duração máxima do inquérito se mostra ultrapassado, "embora estes prazos, de acordo com a jurisprudência e a doutrina dominantes, sejam meramente indicativos", realçou o comunicado da PGR.
"Assim, concede-se o prazo de cento e oitenta (180) dias para a realização de todas as diligências de investigação consideradas imprescindíveis para o esclarecimento dos factos e definição das responsabilidades criminais, e para o necessário encerramento do inquérito", refere o comunicado, ressalvando, porém, nova possibilidade de adiamento: "Só a título muito excepcional, mediante requerimento fundamentado dos magistrados titulares, poderá ser admitida a possibilidade de prorrogação deste prazo".
Fonte:DN
"As Culpas" De Guterres
Questionados sobre se o caso de Durão Barroso poderá influenciar negativamente a candidatura de Guterres a secretário-geral da ONU, tanto Santana como Vitorino não acreditam nessa tese. "Guterres não é sombra de ninguém. Se não tiver sucesso, não é às costas de Durão Barroso que se deve pôr", respondeu o socialista."Guterres já tem culpa de não ter nascido na Europa de Leste, tem a culpa de não ter nascido mulher e agora tem a culpa de ter nascido no mesmo país que o dr. Durão Barroso, é um fardo excessivamente pesado". (NM)
Bocage
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| Desenho de Roberto Nobre |
Filhos de Vénus, deuses da ternuraAdoçai-me a saudade amarga e dura,
Levai-me este suspiro aos meus amores:
Dizei-lhe que nasceu dos dissabores
Que influi nos corações a formosura;Dizei-lhe que é penhor da fé mais pura,
Porção do mais leal dos amadores: Se o fado para mim sempre mesquinho,
A outro of'rece o bem de que me afasta,E em ais lhe envia Ulina o seu carinho:
Quando um deles soltar na esfera vasta,Trazei-o a mim, torcendo-lhe o caminho;
Eu sou tão infeliz, que isso me basta.
Bocage
A propósito do congresso internacional que acontece entre os dias 12 e 14, em Setúbal, Vasco Rosa recorda o autor e o legado, que merece ficar distante de "estereótipos redutores" (ler: 'Redescobrir Bocage para além do mito')
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Se Passa Uma Bicicleta O Governo Diz Que Foi Um Camião ...
António Costa podia ter apenas saudado o aumento dos candidatos colocados no ensino superior público. Mas foi mais forte do que ele: teve de acrescentar que isso se devia exclusivamente à “morte” do “modelo da direita”. Infelizmente, as estatísticas não o ajudam. O número de colocados começou por cair entre 2010 e 2011. Culpa do “modelo da direita”? Mas era Sócrates quem estava no poder. Depois, o número subiu de 2014 para 2015. Mérito da “reversão das políticas de direita”? Mas era Passos Coelho quem governava. Porque é que António Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são? Onde está a dificuldade?A dificuldade está num dos grandes legados de Sócrates aos seus correligionários: a teoria da “narrativa”. (...)
A “narrativa”, para aqueles que pretendem passar por gente de esquerda, tornou-se uma questão de identidade. Quem não repetir a “narrativa”, não é do PS, não é de esquerda, ou está a ceder, por debilidade ou inconsciência, a uma coisa que se chama “ideologia da direita”, e que corresponde mais ou menos a toda a informação que não condiz com os interesses de António Costa e dos seus aliados.
(...)
É este o ambiente em que António Costa só pode falar da diminuição ou do aumento do número de colocados no ensino superior do modo como falou. Como qualquer general em campanha, não lhe é permitido dizer nada que não seja abençoar os seus, ou demonizar o inimigo. Tudo o mais seria trair a causa, render-se à direita.
Dir-me-ão: mas esta “narrativa”, de tão patusca, não convence. Pois não: a manipulação, quando é demasiado evidente, nunca produziu convicção, mas sobretudo desconfiança e cinismo. Como poderia ser de outra maneira, se passa uma bicicleta, e o governo diz que foi um camião? Mas o poder, ao contrário do que por vezes se diz, nunca precisou de convicções: basta-lhe o conformismo.
Excertos do artigo de Rui Ramos no OBSR
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Desilusão Ou Ilusão - Eis A Questão ...
Aos olhos de muita gente, o juiz representava uma espécie de último reduto: incorruptível, obstinado, justo e destemido, Carlos Alexandre era o juiz que ainda acreditava em levar a Justiça onde ela não chegava. Parece que já não acredita – ou, pelo menos, age como tal. A desilusão que, na entrevista, os seus actos manifestam é, nesse sentido, também a de uma parte do país que, não confiando na Justiça, confiava nele. Logo agora, na hora mais importante, ficou mais difícil acreditar na Justiça.Excerto do artigo de Alexandre Homem de Cristo, OBSR
O Cancro Como Doença Crónica
Defendida por vários médicos e investigadores ao longo dos últimos anos, devido às dificuldades do aparecimento da tão esperada cura para a doença.
Com isso, o cancro passaria a ser encarado como uma doença crónica, e tratado de forma mais amena e menos invasiva - seria controlado, e não combatido de forma radical.
Esta proposta ganhou um reforço importante com o desenvolvimento de um protocolo terapêutico de baixa dosagem de medicamentos que se mostrou eficaz no tratamento do cancro do ovário, reduzindo drasticamente o desenvolvimento do tumor, o que se espera levar a uma situação na qual o cancro não progredirá e não se espalhará pelo corpo.
A abordagem, chamada de "regime de dosagem metronômica", utiliza doses muito baixas de duas drogas quimioterapêuticas, mas em intervalos de tempo mais curtos do que na quimiotrapia convencional.
Além de matar grande número de células cancerosas, o tratamento cria um ambiente biológico hostil para o crescimento do tumor.
Outro efeito importante é que se reduz a toxicidade da quimioterapia convencional, e muitos dos seus graves efeitos colaterais, além de evitar o desenvolvimento de resistência aos medicamentos.
"Este novo sistema utiliza duas drogas existentes para tratar o câncer de ovário e oferece ambas ao mesmo tempo, permitindo que elas funcionem em sinergia," disse o Dr. Adam Alani, da Universidade do Estado de Oregon (EUA).
"Imagine se pudéssemos controlar o câncer como um sistema de longo prazo, numa condição crónica, como fazemos hoje com a hipertensão ou o diabetes. Isto poderia ser um enorme salto à frente," .
Segundo a equipe, que publicou os primeiros resultados na revista Chemistry of Materials, agora serão feitos mais ensaios clínicos em animais e em seres humanos para verificar de forma ampla a segurança e a eficácia do novo regime terapêutico.
Fonte:DS
Esta É A Frase ...
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