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quarta-feira, 8 de março de 2017

Os Ovos De Crocodilo Mais Antigos do Mundo Foram Encontrados Na Lourinhã

Foto:Octávio Mateus/ Lusa
A Lourinhã, conhecida pelos achados de fósseis e pegadas de dinossauros, tem os ovos de crocodilo mais antigos do mundo, com 150 milhões de anos, confirmaram paleontólogos num artigo científico publicado esta quarta-feira.
"Temos cascas e ovos completos de crocodilos mais antigos do mundo", afirmou à agência Lusa João Russo, um dos quatro autores do estudo "o registo mais antigo de ovos de 'crocodilomorfo'", um grupo primitivo de répteis, do Jurássico Superior, de que são descendentes os actuais crocodilos.(continuar a ler)

Vem Aí A Europa A Várias Velocidades. E ...

Opinião de:
Adelino Costa Matos
Vem aí uma Europa a várias velocidades, o que exige de Portugal um esforço acrescido para estar entre os países da linha da frente do projecto comunitário. Sem uma economia competitiva e finanças públicas compatíveis com as exigências do euro, o nosso país será um eterno periférico na UE e manter-se-á, por isso, longe dos centros de decisão europeus.

Mais do que o impacto do euro na nossa economia, creio que o grande erro de Portugal foi ter privilegiado um modelo de crescimento baseado na procura. A prevalência dos sectores de bens não transaccionáveis, alimentados pelo crédito fácil e por políticas públicas expansionistas, retirou competitividade à nossa economia, agravou o nosso défice externo e condicionou o investimento privado. As dificuldades decorrentes do ajustamento imposto pela troika levaram o Estado a emagrecer e a ser mais parcimonioso, ao mesmo tempo que as famílias aumentaram as suas poupanças e as empresas começaram a exportar mais.

Mas continua a existir um grande risco de reincidirmos nos erros do passado recente.

A Comissão Europeia divulgou as estimativas do PIB per capita em paridade de poder de compra dos 28 Estados-membros face à média da UE. Ora, as notícias não são animadoras para o nosso país. Entre 1999 e 2017, Portugal caiu do 16.º para o 20.º lugar neste indicador de desenvolvimento.(continuar a ler

Quer Saber Que Exercício Físico Queima Mais Calorias ? - Ora Leia

Exercícios aeróbicos interpostos com exercícios de resistência superam o treino convencional tanto em termos de consumo de oxigénio quanto de gasto energético.
De forma mais surpreendente, o programa de treino que mais consumiu kcal foi aquele que exigiu o mínimo de esforço dos voluntários, mesmo quando todos os programas tinham a mesma duração e a mesma intensidade.
Estes resultados, que prometem ajudar a projectar protocolos de treino físico mais eficazes, foram obtidos por uma equipe da Universidade Politécnica de Madri (Espanha) e acabam de ser publicados na revista científica PLOS ONE.

A recomendação de exercícios aeróbicos e de resistência justifica-se porque tanto a capacidade de resistir a um exercício mais ou menos prolongado (aptidão cardiovascular) quanto a força muscular se relacionam com a saúde futura. Ou seja, uma pessoa com uma melhor capacidade cardiovascular e/ou aumento da força muscular muito possivelmente terá uma saúde melhor nos anos seguintes. Ambos os tipos de treino também são usados nos tratamentos para perda de peso.

Os resultados indicam que o treino combinado - pesos livres mais exercícios aeróbicos alternados - produz o maior gasto de energia, e ainda exige o menor grau de esforço. Em outras palavras, o treino que mais consumiu energia foi aquele no qual os participantes se cansaram menos.
A sessão mista de cerca de uma hora representou um dispêndio médio de 259 kcal (311 kcal para os homens e 203 kcal para as mulheres), em comparação com 203 kcal de dispêndio médio com pesos livres e apenas 173 kcal nos aparelhos de musculação.

Os participantes marcaram os níveis de esforços percebidos em cada sessão com uma média de 7,6 para o protocolo combinado, 8,4 para a sessão de força com equipamentos e 9 para a secção com pesos livres.

Estes resultados, observam os investigadores, "têm uma aplicação prática promissora para as pessoas com excesso de peso e obesidade, para as quais o exercício físico implica um esforço ao qual elas não estão acostumadas, e para aquelas pessoas que têm como objectivo produzir o maior gasto de energia possível para maximizar a perda de gordura corporal."

Descobrir ...


"Temos de nos contentar em descobrir, abstendo-nos de explicar." (Georges Braque ) 

"Supor é bom - descobrir é melhor." (Mark Twain )  [ ... ]

terça-feira, 7 de março de 2017

Offshores: Quase 2.900 Milhões Só Foram Comunicados Em 2016

Quatro das 20 declarações de instituições financeiras onde foram detetadas discrepâncias nas transferências para paraísos fiscais chegaram afinal à Autoridade Tributária já em 2016. De acordo com informação trazida pela diretora-geral de Impostos à comissão de orçamento e finanças, essas quatro declarações apresentavam uma diferença de cerca de 2.863 milhões de euros que ficou fora de controlo do fisco.

Os dados fornecidos por Helena Borges, a pedido dos deputados, mostram ainda que a maior discrepância, no valor de 2.781 milhões de euros, consta de uma declaração de substituição relativa a operações financeiras realizadas em 2012, mas que só foi entregue à Autoridade Tributária em junho do ano passado, antes da mudança do sistema informático que terá permitido detetar as falhas de reporte e controlo destas operações.(continuar a ler)  

No Complexo Enredo Do Caso BES, O Governador Transformou-se Numa Figura Semi-Trágica

No complexo enredo do caso BES, o governador transformou-se numa figura semi-trágica. Bem intencionado, Carlos Costa teve de resolver a maior crise bancária das últimas décadas, da melhor forma que conseguiu e com a margem que o poder político da altura lhe concedeu. (...) Mas é difícil concluir, face ao desempenho dos seus antecessores, que outro governador teria feito melhor que Carlos Costa naquelas circunstâncias.

Por outro lado, as falhas do supervisor no BES já se conhecem desde 2014 e a recente reportagem da SIC, “Assalto ao Castelo”, apesar de expor alguns factos novos, não veio alterar essa percepção. Daí que seja difícil justificar o cerco que o PS e os seus aliados à Esquerda estão a fazer ao governador Carlos Costa, neste ano da graça de 2017. Porquê agora? O que há de novo que ainda não se sabia em 2016, 2015 e 2014?

A resposta é quase nada.

A nomeação de membros do conselho do supervisor precisa do ‘OK’ do Governo e António Costa aproveita estas ocasiões para desviar as atenções de outros assuntos e para enfraquecer a posição do governador do Banco de Portugal, instituição que tem sido um dos raros pólos de poder que escapam ao controlo da maioria de Esquerda.

 Neste enredo, o PS, mostrando-se cauteloso, faz o papel de polícia bom, admitindo que nunca gostou do governador, cuja recondução lhe foi servida como um facto consumado, mas prometendo continuar a trabalhar com ele; enquanto o PCP e o Bloco fazem de polícias maus, invocando a “falha grave” prevista na lei como situação excepcional para justificar o afastamento de um governador que, tal como os juízes, deve ser inamovível.

O problema é que dificilmente este queimar em fogo lento da figura do governador do Banco de Portugal será do interesse do país.

Concorde-se ou não com a forma como Carlos Costa lidou com a crise no BES, fragilizar o governador não contribui para reforçar a confiança na supervisão e no sistema financeiro nacional. Assim, a menos que o governador deixe o cargo pelo próprio pé, o que se espera do Governo é que faça uma de duas coisas: invoca a “falha grave” e afasta de vez Carlos Costa (assumindo os previsíveis riscos para a imagem do país que uma decisão dessas traria), ou desiste da guerrilha institucional contra o governador.

Se a primeira opção fosse possível, António Costa já teria seguido por esse caminho. Assim sendo, resta a segunda.

Fonte: Filipe Alves, 'Polícia bom, polícia mau', JE

Esta É A Frase

«Poderíamos brincar ou fazer uma série de trocadilhos de bom efeito, mas, por vezes, é importante falar a sério. Sábado, Bruno de Carvalho ganhou a eleição por goleada, mas o seu discurso foi muito grave, porque apelou à discriminação e ao ressentimento, e rebaixou o nível da linguagem pública a níveis insuportáveis.»

Pinheiro de Azevedo, combatente de vários totalitarismos, não merecia ser invocado num dos momentos mais infelizes da vida pública portuguesa das últimas décadas.

Carlos Rodrigues, CM

Os Erros


A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos

Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?

Sophia de Mello Breyner Andresen 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Notícias Soltas (act.)

Novo teste sanguíneo é capaz de apontar a localização de um cancro



Tribunal manda recolher livro de José António Saraiva
Relação de Lisboa considera que dois parágrafos da obra violam intimidade da jornalista Fernanda Câncio. Trecho relativo à vida privada da repórter terá de ser retirado de eventuais novas edições do livro.(Público)

Ameaças obrigam a cancelar conferência de Jaime. Professor ia falar na Universidade Nova de Lisboa sobre o Brexit, Trump e Le Pen

Campanha de Costa tentou comprar "posts" na Pipoca

O Caso Sueco Serve De Reflexão

Durou só sete anos a entrega da defesa da Suécia a voluntários. A partir do próximo ano, o serviço militar obrigatório volta a ser instituído no país escandinavo.

Mesmo que um conflito com a Rússia seja hipótese remota, o caso sueco serve de reflexão, até fora do Báltico. Nenhum país está seguro se descurar a sua defesa, nenhum país pode deixar de reagir se o voluntariado nas forças armadas se tornar insuficiente. Que a Suécia seja um país neutral por vocação só reforça esta afirmação. Basta olhar para o mais famoso dos países neutrais, a Suíça, para se perceber que talvez só tenha sido capaz de manter esse estatuto nas duas guerras mundiais exactamente porque possui um poderoso exército.

Leonídio Paulo Correia, DN