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quarta-feira, 20 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Moçambique: 30 portugueses por localizar. Portugal envia militares

Construir A Europa, Tal Como Se Está Fazendo, Significa Construir Nada

António Barreto, Público
Construir uma abstracção de gestão e regulamentos, uma terra de ninguém, um não país e uma não sociedade. Sem geografia e sem identidade, as sociedades e os regimes políticos caminham para o totalitarismo burocrático e despótico, onde todos poderão ser iguais, mas ninguém tem personalidade. Onde ninguém é responsável, porque a responsabilidade exige nome.

Hoje, constrói-se nada! Isto é, a Europa! A Europa é uma abstracção. Depois de umas décadas em que teve sentido e significado, desde a paz à defesa da liberdade e da democracia ao desenvolvimento, tem cada vez menos doutrina e ideia. E muito menos identificação popular. Hoje, a Europa faz-se porque se faz. Continua porque é. Para seu êxito, a Europa necessita de varrer a história e a geografia. Hoje tenta-se apagar a ideia de que a democracia tem uma geografia, as liberdades individuais têm uma história. Os meus direitos, o meu voto, a minha liberdade e a minha parte na decisão colectiva exercem-se numa comunidade, num local, numa área com limites e história. Podem ser fronteiras físicas, culturais ou lendárias. Mas só há direitos se houver geografia. Até porque quero saber onde vou protestar, onde vou exigir que respeitem os meus direitos, onde vou reclamar que a minha liberdade seja protegida. Se não há identidade nem geografia, a quem me dirijo? Ao mundo? Às Nações Unidas? Às Igrejas universais?

Se a União continua o seu caminho, com o que sabemos hoje, os destinos poderão ser dois ou três. Primeiro: avivar a pulsão nacional, excitar todos os populismos identitários e despertar os reflexos condicionados nacionalistas. Poderá ser um fim com ruptura e desordem. Segundo: chegar a um beco sem saída, provocar a sua lenta destruição e estimular os sucessivos abandonos, o que significa o definhamento. Um término tristonho, o fim do prazo de validade. Terceiro: obrigar a repensar e exigir a refundação. Esta terceira hipótese poderá salvar a Europa, estimular a economia e dar novo sentido à democracia. Mas é sabido que são enormes as dificuldades em repensar, reformar e reorganizar o que quer que seja. Em geral, os dilemas fatais têm mais sorte: ou tudo ou nada, ou continuar ou morrer! Ora, morte é mesmo o grande perigo diante da União.  (continuar a ler)

A Casa Ideal Para Peixes

A casa de Peixes deve ser muito aconchegante, pois os nativos do signo gostam de passar grande parte do tempo no seu universo particular. Os nativos do signo são românticos e artísticos, seu bom gosto é eclético, inusitado e abrangente. Fazem da casa um reflexo da alma. A decoração leve, lúdica, com alguns móveis em estilo oriental e toques de contemporaneidade pode encantar a todos.
Gostam de atrair boas vibrações pra com elementos místicos, velas, incensos, arranjos florais exóticos, cristais, fontes, mandalas e imagens sagradas. Nada melhor do que uma varanda, um jardim de inverno com cantinhos zen para meditação, um quintal e uma piscina pra completar o espaço.
Os móveis e objetos devem ser leves e multifuncionais. Peixes é um signo de gosta de mudar, a variação constante deve ser facilitada, com espaço amplo e possibilidades.
Como é um signo muito introspectivo, o ideal é que Peixes more próximo do burburinho da cidade, ao invés em um local ermo, distante, de difícil acesso, descampado e solitário. O lugar não precisa ser barulhento. Essa proximidade é para equilibrar, facilitar o intercâmbio e a comunicação, pra que o nativo não se torne tão isolado.
O quarto de dormir merece atenção especial e decoração caprichada para inspirar a fantasia e a imaginação, afinal, o que Peixes mais gosta de fazer é sonhar.
Um carrinho de chá, pronto para qualquer momento, aparelhagem de som, livros, fotografias e objetos de arte são bem vindos. Na sala de estar, telefones e amplas janelas garantem a comunicação com o mundo. É importante garantir a circulação do ar entre janelas e portas funcionais, que deslizem com o toque.
Evitar: cortinas pesadas, ambientes escuros, úmidos, quentes e abafados. Chão gelado e ausência de tapetes. Plantas secas, espelhos virados para quem dorme. Paisagens tristes no quarto.

terça-feira, 19 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Ordem dos Médicos contra consultas por telemóvel

*Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que dezenas de portugueses perderam casas e bens em Moçambique

*Debate Quinzenal. Passe único serviu para esquerda atacar o PSD e Costa fintar crítica de eleitoralismo

*Defeitos na construção: o consumidor tem direitos ou tem de viver com a desilusão?



A Desqualificação Da Personalidade E Da Cidadania Constitui A Verdadeira Ameaça À Democracia

Passámos de pessoa para indivíduo, com o crescente (imparável?) fenómeno de privação ou relativização da personalidade; agora estamos em transição de indivíduo (ou seja, de ser individual, dotado ainda de alguma autonomia ética e de ação) para “membro de qualquer coisa”. 

Já não somos pessoas, já não somos indivíduos; agora limitamo-nos a ser membros do Antifa, membros do grupo socialista da Trofa, membros do grupo da direita regeneradora do Barreiro, membros do Facebook, membros do Instagram, membros da Associação LGBT, membros do Benfica, membros do Porto, membros da Sanjoanense, membros da Associação Recreativa disto e daquilo… somos membros de tanto grupo que às tantas nos esquecemos de que somos pessoas com uma ligação jurídica especial a um Estado, através de um vínculo designado por cidadania. 

Somos, antes do mais, pessoas; e a nossa personalidade reflete-se democraticamente na e pela nossa qualidade de cidadãos. A desqualificação da personalidade e da cidadania constitui a verdadeira ameaça à democracia – e o maior presente para os inimigos da liberdade (marxistas, trotskistas rendidos aos luxos burgueses à la Bloco de Esquerda, socialistas dominados pelos interesses especiais e os demais totalitários que se dão bem com os BE…), pois permite-lhes controlar mais facilmente a sociedade. Aí onde não há personalidade, onde não há individualidade, não haverá necessariamente liberdade.

A democracia, infelizmente, passou a reduzir-se a uma agremiação de pequenas ditaduras; é uma agremiação de movimentos, grupos de base não democrática, difusos, mais ou menos informais, que regulam a nossa vida até ao mais ínfimo pormenor.

(Excertos do artigo de João Lemos Esteves, hoje no Ji) 

Lágrimas Ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras
em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca 

domingo, 17 de março de 2019

Passei O Dia Ouvindo O Mar


Eu hontem passei o dia 

Ouvindo o que o mar dizia. 


Chorámos, rimos, cantámos. 

Fallou-me do seu destino, 
Do seu fado... 

Depois, para se alegrar, 
Ergueu-se, e bailando, e rindo, 
Poz-se a cantar 
Um canto molhádo e lindo. 

O seu halito perfuma, 
E o seu perfume faz mal! 

Deserto de aguas sem fim. 

Ó sepultura da minha raça 
Quando me guardas a mim?... 

Elle afastou-se calado; 
Eu afastei-me mais triste, 
Mais doente, mais cansado... 

Ao longe o Sol na agonia 
De rôxo as aguas tingia. 

«Voz do mar, mysteriosa; 
Voz do amôr e da verdade! 
- Ó voz moribunda e dôce 
Da minha grande Saudade! 
Voz amarga de quem fica, 
Trémula voz de quem parte...» 
. . . . . . . . . . . . . . . . 

E os poetas a cantar 
São echos da voz do mar! 


António Botto

sábado, 16 de março de 2019

Nestes Últimos 30 Anos, Tudo Mudou Menos O Edifício Eleitoral

O funcionamento da democracia representativa em Portugal foi enquadrado por uma lei eleitoral que regula questões de propaganda política e de comunicação, decisões tomadas numa altura determinada, em circunstâncias especiais, em 1974. As actualizações e aperfeiçoamentos posteriores foram pequenos e não relevantes. O maior desfasamento tem que ver com o que mudou no mundo, na Europa, em Portugal e na comunicação entre as pessoas e entre o Estado e os eleitores nestes 45 anos - basta dizer que a World Wide Webfoi imaginada há 30 anos. 

Nestes 30 anos, tudo mudou menos o edifício eleitoral. 

A polémica surgida esta semana em torno das recomendações da Comissão Nacional de Eleições é elucidativa disto mesmo. O actual sistema trabalha desde há décadas para ter obras prontas a tempo de serem inauguradas em ano eleitoral. As inaugurações fazem parte da propaganda e das campanhas. Quem está no poder quer mostrar o que fez e quer esconder o que prometeu e não realizou; e quem não está no poder quer criticar o que considera estar mal feito e denunciar promessas não cumpridas. 

As redes sociais e os jornais online aceleram o processo da comunicação dos políticos, que cedo aprenderam a usá-los. Tudo isto tornou anacrónicas uma série de disposições sobre o acesso a órgãos de comunicação e tempos de antena. 

Outro caso: a Lei Eleitoral proíbe publicidade - e hoje em dia essa proibição foi ultrapassada pelos acontecimentos. A proibição vinha do tempo em que as campanhas eram feitas por militantes a colar cartazes, coisa rara hoje em dia. Agora existem empresas de publicidade exterior que trabalham com os partidos nestes períodos, teoricamente como se fizessem parte deles mas, na realidade, sendo pagas. 

O mal profundo do sistema político começa na Lei Eleitoral, completamente desfasada da realidade. O próprio funcionamento da Comissão Nacional de Eleições precisa de ser mudado - até na comunicação que ela estabelece com os eleitores. 

Manuel Falcão, J Negócios

sexta-feira, 15 de março de 2019

A Lua Tem Cores Que Os Nossos Olhos Não Veem


O astrofotógrafo Andrew McCarthy, que já tinha mostrado a Lua em alta-resolução, revela agora o satélite natural da Terra colorido consoante os minerais que dominam a superfície.


Depois da Lua em alta-resolução, o astrofotógrafo Andrew McCarthy criou uma imagem do satélite natural da Terra a cores. E explicou: "Enquanto as minhas imagens prévias vos mostravam os detalhes que poderiam ver se os vossos olhos fossem mais nítidos, esta mostra como a Lua poderia parecer se os nossos olhos e cérebro fossem muito mais sensíveis à cor".
O azul revela um alto teor de titânio, enquanto os laranjas representam um nível reduzido de titânico no basalto".
McCarthy usou os dados de 150 mil fotos da Lua para criar esta fotografia em que revela as cores da geologia do satélite natural da Terra. "A imagem mais avant-garde das minhas últimas fotografias da Lua, esta imagem é o resultado de uma série de ajustes à foto da superlua", disse, referindo-se à imagem que já tinha partilhado da Lua em alta-resolução.(Fonte:DN)