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sábado, 27 de julho de 2019

Sossego ..

Plantar um bosque na alma, e curtir a sombra, o vento, as crianças, o sossego. Não precisam ser reais. Eu até acho que a realidade não existe: existe o que nós criamos, sentimos, vemos ou simplesmente imaginamos.
Lya Luft 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Notícia Ao Fim Da Tarde

>Eduardo Cabrita arrasado pelo PSD. “Temos um ministro da propaganda”, diz Duarte Marques

>Incêndios. Proteção Civil distribuiu 70 mil “golas” inflamáveis às populações

O País Está De Boa Saúde, Claro! Alguém Se Atreve A Duvidar?

O Serviço Nacional de Saúde (a nova “paixão” Guterrista de Costa) é um bom exemplo. E a motosserra de Costa garante que este ano não há incêndios. Claro que há uns autarcas preguiçosos e maledicentes, umas populações distraídas e uns bombeiros incompetentes. Mas para esses chama-se o Cabrita – que distribui vergastadas, receoso de que a responsabilidade pelos incêndios seja imputada a Sua-Sacrossanta-Excelência-Imune, o Primeiro-Ministro – recorrendo, como em Mação, a ataques ad hominem, pois o autarca local ignora que o Governo está ao abrigo e acima de qualquer crítica.
A memória (ou melhor, a ausência dela) está bem visível, como sempre. Basta olhar para os cartazes de pré-campanha do PS que aclamam o “Líder Supremo Costa” por ter cumprido promessas várias na Saúde, Educação, etc. São cartazes irónicos ou mesmo insultuosos para os Portugueses que se lembram do que desesperaram esperando por consultas e cirurgias como nunca; que estiveram em filas intermináveis para obter o cartão de cidadão; ou que viajaram nos comboios da CP entretidos a contar as peças que caíam em cada viagem.
( Excertos do artigo de Luís Reis, OBSR)

Terra ...


Na noite silenciosa oiço o chocalhar do gado na planície
profunda. Os únicos sons chegam com a natureza:
as aves, os rebanhos de vacas e de ovelhas. Para
se chegar a este lugar é preciso amargar muito pó de
terra batida. Sinto que regressei à minha matriz ancestral,
ao “humus”, onde Anteu recriou a moira, o
destino, para os gregos antigos.
Há neste aconchego da terra o conforto do despojamento
e a indiferença pela intriga e a inveja. Aqui, lê-se
Homero. Tenho a companhia da lua crescente, os olhos
imaginários e a respiração da esperança. 


(António Vilhena)

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Projeto que previa contentores para a praça do Martim Moniz em Lisboa não vai avançar

>Governo também recebeu versões contraditórias no caso do bombeiro detido quando combatia incêndio: investigação está em curso

>Douro reduz vinho do Porto para 108 mil pipas. Reflexo das quebras nas vendas

>Rui Rio ao Observador: “Temos de emagrecer a Administração Pública”

Uma Questão De Prioridades

«Nunca visitei uma prisão nem Pedrogão. Mas da última vez que vi imagens de Pedrogão a situação continuava a ser critica. Mas da última vez que vi vídeos de uma prisão, havia telemóveis e bolos de anos.»

Os investimentos socialistas não têm boa fama e segundo as notícias das últimas semanas justifica-se a afirmação.

Recentemente foi apresentado em Lisboa um projeto que visa à construção de duas infraestruturas prisionais. O diretor geral dos serviços prisionais (Rómulo Mateus), declarou que objetivo é a criação de melhores condições dos presidiários. Convém ler bem a última frase. Não é por existir sobrelotação ou um problema sério, mas sim, para se criar melhores condições. Um cidadão que viva em Pedrogão deve-se sentir muito reconfortado ao ler esta frase.

Todos os cidadãos portugueses têm o direito a certas condições que os permitam viver dignamente. Presidiário ou não, não há cidadãos de segunda. Ainda assim é necessário fazer uma distinção daquilo que é prioritário para o desenvolvimento do pais e daquilo que não é. Nunca visitei uma prisão nem Pedrogão. Mas da última vez que vi imagens de Pedrogão a situação continuava a ser critica e não havia respostas aos problemas. Porém a última vez que vi vídeos dentro de uma prisão, havia telemóveis e bolos de aniversário.

( Excertos do artigo de Salvador Sobral, OBSR)

Viver É Isto

 Viver é isto. Ficar se equilibrando o tempo todo entre as escolhas e as consequências…

Jean Paul Sartre

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Quer Saber O Que Diz 'Vanessa' Sobre Rui Rio ? - Ora Leia

— O homem provou que não é um robô e isso é excelente. Os robôs não dizem disparates, estão programados por gente muito experiente e aquilo funciona. Os humanos passam a vida a fazer e a dizer disparates. Não é só errar que é humano, é mesmo uma quantidade enorme de outras coisas que conduzem a situações desagradáveis. Olha a quantidade de disparates que eu fiz e depois passei tantos maus bocados? E tu? Eu sei bem todos as parvoíces que fizeste porque me lembro de tudo.

Neste momento, senti que a Vanessa estava a ameaçar-me de revelar sei lá o quê que faria as tontarias de Rio parecerem de somenos. Fiquei nervosa.

— Queriam que o PSD fosse liderado por um robô? É bom que o líder seja um humano. Ele é mau? Somos todos maus! Os portugueses são uns génios onde? Eu não conheço tantos génios por aí. Deixem o homem em paz, a curtir a dele.

— Vais votar no Rio, Vanessa?

— Não tens nada a ver com isso. Hei-de votar em quem me apetecer e só decido mesmo em cima da mesa de voto.

 Ana Sá Lopes, Público 

Nota:Toda a gente conhece uma Vanessa. Esta é a do P2 nas crónicas de Verão.

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Sindicatos deixaram ANTRAM à espera três horas e reunião é interrompida para almoço

>PSD quer salário mínimo igual no público e privado e acima dos 700 euros em 2023








A Política De Gestão Da Floresta, Desde 2017, Tem Sido "Um Desastre"

A política de gestão da floresta, desde os incêndios de 2017, tem sido "um desastre", em que "o ónus cai todo em cima dos proprietários", afirmou hoje o professor catedrático do Instituto Superior Técnico (IST) Clemente Vicente Nunes.

E disse mais:

"O país está pior, muito pior, porque a estrutura fundiária e a capacidade dos proprietários foi reduzida. Mais do que isso, as políticas feitas pelo Governo só prejudicaram a vida dos pequenos proprietários envelhecidos e descapitalizados do Pinhal Interior".


Criticou o "massacre" aos proprietários agroflorestais, "com normas absolutamente absurdas, fazendo com que as pessoas tivessem que fazer limpezas excessivas dos terrenos logo em março", quando as ações de limpeza devem ser feitas ao longo de todo o ano.
"É o massacre das populações do minifúndio do Pinhal Interior que está a promover, cada vez mais, uma desertificação e uma falta de qualidade na gestão destes territórios".

"Para já, o que o Governo devia fazer, imediatamente, era tomar medidas para agravar as penas dos incendiários", com objetivo de, pelo menos, ter um grau de dissuasão, propôs na área de valorização energética de resíduos, "absolutamente inconcebível" que as pessoas condenadas em tribunal pelo crime de fogo posto possam sair em liberdade, com a aplicação de pena suspensa.

"Se há excesso de material combustível, nomeadamente nas atividades agroflorestais, ele tem que ser devidamente retirado e organizado, com pontos em cada concelho onde as pessoas saibam que podem colocar os produtos, e estimulando que esses produtos sejam utilizados, nomeadamente em centrais de biomassa e em outras caldeiras onde se possa queimar durante todo o ano de forma segura", a gestão da biomassa tem que ser feita e coordenada a nível de políticas públicas, mas o que se fez "foi ameaçar os proprietários, de uma forma irracional", com a obrigatoriedade da limpeza de terrenos e a aplicação de coimas por incumprimento.
Sobre a reforma da floresta do atual Governo, o docente referiu: o impacto no terreno é "zero", uma vez que as ajudas aos proprietários agroflorestais, em termos de incentivos a uma gestão racional do terreno, são "inexistentes".
"Os municípios o que devem fazer é organizar e facilitar a vida dos proprietários e dos microproprietários do minifúndio do Pinhal Interior, e é isso que não estão a fazer, porque o Estado não tem feito nada para os ajudar", acrescentou
Fonte; Expresso
Nota: Não são só 'Algumas Verdades' Tudo o que o professor ClementeVicente Nunes refere é a Realidade conhecida por todos, mas ignorada por quem tem poder executivo neste país.