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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Esta É A Frase (185)

Os erros de Patrícia Gaspar e de Mariana Vieira da Silva têm origem na aflição do Governo em gerir de novo uma crise com os fogos. O algoritmo e o futuro risonho da serra revelam sinais de nervosismo, insensibilidade e desorientação.            (Manuel Carvalho, Público)

Uma secretária de Estado com a tutela da Protecção Civil serviu-se dos algoritmos utilizados pelos especialistas no estudo dos fogos florestais para analisar a tragédia deste ano e concluir que, face às condições de severidade reunidas, seria expectável que a área ardida fosse superior em 30%. À partida, o uso da ciência recomenda-se e divulgar as suas conclusões não é nada do outro mundo. Entretanto, uma ministra prometeu um futuro “melhor” para a serra da Estrela fortemente devastada pelos incêndios.

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…

(Mario Quintana)

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

Viver Vale A Pena


"Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena

Sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena."

(Ferreira Gullar)

Nenhuma vida é fácil. Problemas, medos, preocupações e desigualdade são questões que incomodam todas as formas de existir e que podem tornar a experiência no mundo cada vez mais desgastante. A verdade é que somente por meio da vida podemos mudar nossos destinos. Com fé na humanidade seguiremos em frente!

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

Boa Tarde!

Que nesta tarde não falte a leveza dos sentidos nem a beleza das emoções.

A Frase (184)

Governo recusa responsabilidades e outras vaidades. Os custos pagam os portugueses no deserto da terra queimada com a acrobacia dos “meios aéreos” e os “relatórios técnicos” que aguardam outro tempo e outras circunstâncias. Enquanto o País se consome a si mesmo, o Governo não se vê, não se ouve, não se adivinha, apenas o exército vermelho dos bombeiros nas florestas de Portugal. E as declarações de um Ministro da Administração Interna iluminadas pelos holofotes das chamas. É o Ministro de turno.     (Carlos Marques de Almeida, ECO)

O silêncio do Presidente da República e as palavras do Presidente da República justificam a alienação do Governo, legitimam a impotência de um Executivo que devia receber da Presidência uma intimação nacional invocando uma “situação de alerta” político.

A opção política do Presidente coloca-o na dependência do Governo, coloca-o na situação de uma figura decorativa em que os portugueses ainda confiam, mas que funciona como contrafogo face às responsabilidades do Executivo. Esta opção do Presidente da República representa a capitulação política do seu mandato perante o poder esmagador de uma Maioria Absoluta socialista, pseudo-progressista, arrogante, autoritária.

O Primeiro-Ministro afirma agora que “temos de viver com o que temos”. Salazar na sua infinita sabedoria não diria melhor. A Troika sempre afirmou que Portugal vivia “acima das suas possibilidades”. O Primeiro-Ministro que combateu politicamente Salazar e a Troika vem agora revelar os mesmos argumentos reaccionários e neo-liberais. (ler aqui texto completo) 

Árvore Da Noite

 

Árvore da noite
Com ramos azuis
Até o horizonte.

Estendi meus braços,
E apenas achei
Nevoeiros esparsos.

O resto era sonhos
No profundo fim
Da vida e da noite.

A memória em pranto
Os ramos azuis
Fica procurando

E de olhos fechados
Vejo longe, sós,
Meus alados braços.

Ó noite, azul, árvore ...
Suspiro a subir
Muro de saudade!

(Cecília Meireles)

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (183)

O Portugal de outros tempos, do fado e de Fátima, construiu uma narrativa de fatalismo, do destino que se abatia sobre nós. O Portugal de hoje não precisa desse fatalismo, mas parece quem se conformando com o quotidiano, com a sobrevivência política da superação do dia presente, se entregue numa espécie de gestão que não cuida dos nascimentos, não cuida do envelhecimento e dos seus impactos, votando, o entretanto, da vida a mínimos. Não tem de ser assim.                       (João Galamba, Ji)

É certo que o primeiro-ministro já elaborou sobre assunção das responsabilidades políticas plasmando doutrina de que assumir é resolver os problemas ou situações. Se assim é, que se resolvam as causas de tanta escusa de responsabilidade sob pena de um dia destes os cidadãos contribuintes também invocarem o instrumento para não suportarem a carga fiscal a que estão sujeitos. Nesta coisa de viver em sociedade, os exemplos negativos vindos de cima são quase sempre demasiado perigosos. “Não sei” e “Não me lembro” são cada vez mais instituições nacionais e mal.