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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

«Ao Deus-dará»


O partido liderado por André Ventura aponta que este tipo de crimes atinge “gravemente regiões como o Alentejo, Ribatejo e Algarve”.

“Estes crimes geram prejuízos que, muitas vezes, ultrapassam em larga escala o valor dos bens furtados, colocando em risco a sustentabilidade da atividade agrícola nacional”, adverte-se no mesmo comunicado.

Em comunicado, o Chega recomenda ao executivo PSD/CDS “uma resposta firme e eficaz” para combater o roubo de colheitas, de cobre, de combustível, gado e máquinas agrícolas”.

O Chega defende depois “o reforço da fiscalização junto dos intermediários de venda de produtos agrícolas, metais e maquinaria, através de uma ação coordenada entre a GNR, ASAE e Autoridade Tributária”.

Propõe, igualmente, “a obrigatoriedade da identificação eletrónica de animais, a digitalização do processo de denúncia, o desenvolvimento de tecnologias de rastreabilidade da cortiça e a criação de incentivos à instalação de videovigilância e portões de segurança”.

“Estas medidas visam não só prevenir os crimes, como também garantir a responsabilização dos autores e a proteção efetiva das propriedades agrícolas. O Chega considera ainda urgente a revisão do quadro jurídico-penal, com o agravamento das penas para crimes agrícolas e o reconhecimento da destruição de sobreiros como crime ambiental”, acrescenta-se.

(Fonte: 
Nota: É este o cenário que grassa em quase todos os sectores herdados do anterior Governo de maioria absoluta do PS)

A Frase (177)

Não foi o partido Chega que foi “normalizado”: foi o regime. Porque a exclusão do Chega, exigida pela esquerda e aceite por parte da direita, só nos podia conduzir a um regime anormal.

(Rui Ramos, OBSR)

Eis que o primeiro-ministro esclarece que o Chega está “normalizado”, e acontece isto: não caiu o Carmo nem a Trindade. Algumas coisas mudaram. Mas há que corrigir Luís Montenegro. Não foi o partido Chega que foi “normalizado”: foi o regime. Porque a exclusão do Chega, exigida pela esquerda e aceite até há pouco tempo por parte da direita, só nos podia conduzir a um regime anormal.

É possível, sem grandes transtornos, banir das instituições um partido com 2% dos votos. Não é possível, sem mudar o regime, tratar como leproso um partido com 23% e a crescer. Haveria um momento em que, para fechar as portas ao Chega, todos os outros partidos teriam de se unir. 

Imaginem: CDS, PSD, IL, PS, PCP, BE e Livre, isto é, conservadores, liberais, socialistas e comunistas, adeptos da Nato e fãs de Putin – tudo junto. O que sairia desta maionese aberrante, se não deslassass direita preferia o silêncio ou o colaboracionismo. O Chega foi demagógico e histriónico? Foi, mas não mais do que os outros partidos sempre foram. Antes do Chega, era de bom tom achar a “irreverência” do BE muito fresca.   

A Crise ...

É só na crise que você mostra que é bom, pois sem crise todo vento é carícia. 
Por isso, falar da crise é promovê-la e calar na crise é exaltar o conformismo. 
Em vez disso, trabalhe duro, desinflacione a crise de você mesmo e acabe de uma vez com 
a única crise ameaçadora: a da tragédia de não saber por onde começar. 
Se o momento é de crise, crie. Pior do que a crise é a falta de coragem para enfrentá-la.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

Da parte do Chega, uma postura aparentemente mais responsável – menos errática e mais confiável – e pragmática para aprovar matérias concretas com ganhos de causa aceitáveis.

Da parte do governo AD, a promessa de negociar com todos os partidos, incluindo o Chega, ganhou efetividade com a clarificação de que o ‘não é não’ prometido por Luís Montenegro em campanha eleitoral se refere apenas a acordos de governo ou parlamentares com esse partido, mas deixando a porta aberta para acordos temáticos, como tenho defendido. Os resultados concretos referidos a seguir demonstram que tem havido pragmatismo naabordagem.
Da parte do PS, não me parece ser uma boa estratégia da atual liderança do PS acusar o governo de ter o Chega como parceiro preferencial e se “encostar à agenda” desse partido na imigração e nacionalidade. Isso poderá prejudicar a busca de entendimentos nos temas que considera críticos – como a saúde, que analiso mais abaixo –, aproveitando a abertura negocial demonstrada pelo governo para recuperar protagonismo e se reaproximar da liderança efetiva da oposição.

Se o Chega e o governo revelam agora mais pragmatismo para alcançar entendimentos temáticos, é bom que o PS siga o exemplo se não quiser ficar para trás e perder ainda mais base eleitoral.
(Óscar Afonso, ECO)

Os socialistas desnorteados - Afinal o que quer este PS? A mim parece-me que quer seguir o exemplo dos seus camaradas franceses.   Bruno Bobone, OBSR)

Foi verdadeiramente surpreendente assistir ao desnorte total do Partido Socialista nesta última semana.

Depois de ter passado por um processo de destruição de uma maioria absoluta que lhe dava uma folgada aceitação junto do eleitorado português, os socialistas têm vindo a percorrer, numa louca correria, qual bicicleta desgovernada por uma ladeira, um caminho desnorteado, sem qualquer visão de estratégia e aumentando o seu nível de perda de uma forma muito acentuada.

Será que José Luís Carneiro afinal não é moderado, é intolerante e ideológico, ou será que são as estruturas do partido socialista que apesar de terem aceite José Luís Carneiro continuam a acreditar que seria a política de Pedro Nuno Santos que deveria continuar?


O Silêncio


Há um grande silêncio que está à escuta...

E a gente se põe a dizer inquietamente qualquer coisa,
qualquer coisa, seja o que for,
desde a corriqueira dúvida sobre se chove ou não chove hoje
até a tua dúvida metafísica, Hamleto!

E, por todo o sempre, enquanto a gente fala, fala, fala
o silêncio escuta...
e cala.

(Mário Quintana, em “Esconderijos do Tempo)

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Disciplina "Cidadania E Desenvolvimento"

Conforme previamente anunciado, o Governo decidiu proceder à revisão e alteração do conteúdo e currículo da disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento”.

Sem prejuízo de reconhecer o esforço empreendido e mérito no resultado obtido, ainda assim, é possível encontrar nas Aprendizagens Essenciais definidas pelo Governo várias amarras ideológicas que, pelos vistos, o Governo da AD pretende manter na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Se o Senhor Ministro da Educação não quer, e bem, que a complexa matéria de “identidade de género” faça parte das Aprendizagens Essenciais, então dê instruções para que o documento seja alterado em conformidade.

Apesar da extensão da matéria a leccionar ter diminuído significativamente, considero que, em certa medida, é mais grave leccionar essa matéria no domínio dos Direitos Humanos do que no domínio da Saúde. É que, em bom rigor, a matéria da “identidade de género” ou da perturbação da identidade sexual, também denominada de “perturbação da identidade de género”, agora renomeada de “disforia de género”, tem mais que ver com a saúde do que com direitos humanos.

Por sua vez, as Aprendizagens Essenciais (AE) são o documento de orientação curricular e a base comum de referência para a aprendizagem de todos os alunos, estabelecendo os conhecimentos, as capacidades, as atitudes e os valores fundamentais que todos os alunos devem adquirir na disciplina, e, bem assim, as acções estratégicas de ensino orientadas para o perfil dos aluno

(excertos do texto sobre 'Amarras Ideológicas' de Teresa de Melo Ribeiro, OBSR)

Identidade


Matei a lua e o luar difuso.
Quero os versos de ferro e de cimento.
E em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.

Universal e aberto, o meu instinto acode
A todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode:
Dá beleza e sentido a cada grito.

Mas como as inscrições nas penedias
Têm maior duração,
Gasto as horas e os dias
A endurecer a forma da emoção.

(Miguel Torga, em 'Penas do Purgatório')