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sábado, 3 de agosto de 2024

A Frase (194)

Da “maldição” do petróleo – a Venezuela tem as maiores reservas do mundo – à “bênção” do socialismo bolivariano, a Venezuela e o seu povo não param de sofrer.   (Jaime Nogueira Pinto, OBSR)
 
A Venezuela é, entretanto, um paradigma da ascensão e queda de uma petroeconomia: um país que vive de um recurso material, de uma matéria prima – o petróleo – e que o exporta. Está, assim, à mercê das flutuações do preço do petróleo nos mercados, sem que tenha capacidade de o determinar ou sequer de influenciar, ao contrário de gigantes como a Rússia ou Arábia Saudita.

Com as petroeconomias vem geralmente o chamado “mal holandês” – a concentração da riqueza num núcleo central, a criação de uma elite restrita de beneficiários, o abandono de outras actividades produtivas, agrícolas ou industriais, a corrupção, a cleptocracia.

A Vida ...


 A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas. 
E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas. 
Ela privilegia quem descobre os seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. 
Mas a vida também pode ser dura e severa. 
Se não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. 
É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, 
é a estagnação da vida... 
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens! 

(Içami Tiba)

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (193)



A agitação vivida à volta da temática ESG não decorre da sua absoluta novidade. A concretização de alterações com a publicação de nova regulamentação torna evidente que a evolução do ESG irá alterar, de forma muito significativa, o modo de operar e reportar das empresas em todo o mundo.    (Carla Neves Faria, ECO)

O ano de 2024 fica indubitavelmente marcado pela evolução do ESG. Este será o primeiro ano em que a actividade das empresas abrangidas pela da Diretiva UE 2022/2464 do Parlamento Europeu e do Conselho, também conhecida como a Diretiva de Reporte Corporativo de sustentabilidade ou CSRD – as Grandes Entidades de Interesse Público – será objecto da obrigação de apresentação de Relatórios Não Financeiros (NFRD).

Estas serão as primeiras a fazer a transição para os requisitos da CSRD, isto é, para a apresentar o Relatório Não Financeiro em 2025 sobre o ano fiscal de 2024.

É também o ano da publicação, no passado dia 5, da Diretiva da Diretiva UE 2024/1760 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à Governação Empresarial Sustentável, vulgarmente conhecida por Corporate Sustainability Due Dilligence Directive – CSDDD.

Ambas permitem compreender que as mudanças no mundo empresarial estão prestes a tornarem-se uma realidade inegável.

No que respeita à primeira Diretiva, a CSRD, entre outras questões, determina que as Grandes Entidades de Interesse Público – que já estão sujeitas à Diretiva de Relatórios Não Financeiros (NFRD) – sejam as primeiras a fazer a transição para os requisitos da CSRD, isto é, para a apresentar o Relatório Não Financeiro em 2025, relativo à actividade do ano fiscal de 2024.

Esta obrigação de reporte será gradualmente alargada a outras empresas até 2029, permitindo que as demais empresas tenham tempo adequado para se preparar para os novos requisitos deste relatório não financeiro, cuja qualidade e exigência deverá ser igual à do relatório financeiro. (...)

Nota: (ESG) São indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa, criados para medir o grau de compromisso das organizações relativamente aos objetivos do desenvolvimento sustentável.

Originários da sigla inglesa ESG (Environmental, Social and Governance), que em Portugal traduzimos para ‘Ambiente, Social e Governação’, surgiram no quadro dos objetivos estratégicos associados à Agenda 2030 e aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e foram adotados como critérios para a avaliação do desempenho das empresas e instituições em matéria de sustentabilidade, no quadro europeu das finanças sustentáveis.

A Fama Constituía-se Em Tempo Lento


A fama (por boas ou más razões) constituía-se em tempo lento. O relógio era o que é hoje, mas decorria em perceção lenta e de mudança longa. Exigia, a fama (por boas ou más razões) um reconhecimento social duradouro. Não existia a fama por ‘um minuto de feliz acaso’. Essa diferença (o reconhecimento pelo maior número) construía-se em anos de persistência em lugar ou papel de exceção. Tudo mudou.

A extraordinária (e dimensão) da evolução (revolução) nas comunicações, na tecnologia das comunicações, o instante da imagem face à palavra (de expressão literata e a exigir compreensão da língua materna) tudo mudou. Da rádio, à box Tv, da internet ao smartphone, compactou o tempo e iludiu o espaço. Ocorreu a globalização competitiva.

O meu bairro, a minha rua, é, agora, o mundo na palma da mão. A atitude é instantânea e, subitamente, é global. Um gesto correto num feliz instante torna me sujeito de fama. De sucesso (bom ou mau).

A alimentação também é instantânea. Do café ao puré.

A fama (processo de diferenciação face ao universo dos outros e motivo de reconhecimento pelos outros) que, no passado, se afirmava em construção lenta e granítica, hoje é construída em instante feliz e passa ao desconhecimento em instante seguinte.

Um conceito novo afirma se no mundo: o telefone, no limite, também faz chamadas. Mas é sobretudo Instagram, Facebook ou Twitter. Quase tudo se passa ali (em fama global).

Distinta é a fama, o reconhecimento, num nicho social. Na academia, na ciência, no reconhecimento entre pares do primeiro entre pares (fama que continua a ser de sólida construção).

Mas, atenção, hoje a fama é construída (e desfruta) no ecrã mínimo que se acolhe na sua palma de mão.

E, desaparece, também, com uma palmada.

(Carlos Lourenço Fernandes, RP)

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases

O descrédito sobre quem nos conduz vai levar-nos, pouco a pouco, à destruição do que mais valorizamos: uma sociedade livre e em paz, que possa ser cada vez mais justa e defensora da verdade.  (Bruno Bobone, OBSR)

Vivemos um tempo de destruição da nossa sociedade. Aquilo que importa verdadeiramente, ninguém trata; e aquilo que tratam não importa.

Durante horas fomos afogados pelas televisões numa constante apresentação daquilo que se pretendia ser um grande momento de luta pela justiça, por parte dos deputados da Nação: a comissão parlamentar para avaliar o caso das gémeas.

Durante essas mesmas imensas horas, nada de novo surgiu que alterasse aquilo que já se sabia, apenas um prolongar de egocêntricas intervenções.

Os portugueses agora odeiam turistas, mas devem ser só os portugueses que fazem turismo. Porque os que abriram lojas e negócios não dizem o mesmo. Nem os guias. Nem a economia. Nem...  (Alexandre Borges, OBSR)

A notícia apanhou-nos a todos de surpresa: os portugueses descobriram que não gostam de turistas. Começou nas conversas de café, à boca de pequena, mas já chegou, sem pudores, às páginas de jornal. Depois de anos de campanhas turísticas a pedir que nos viessem visitar, a dizer que éramos os melhores nisto e naquilo e que tínhamos sol e boa comida e preços baixos, decidimos que, afinal, não era isto que queríamos. (...)

O turismo é, portanto, um elemento químico complexo: benigno quando se está numa ponta da corda; tóxico quando se está na outra. Quando o praticamos, somos cosmopolitas e sofisticados; quando é praticado por outros, é parolo e predatório.

O Sonho


O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre.

(Adélio Prado)

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (192)

Os portugueses alimentam, com votos e impostos, o seu raptor, o Estado, grande e gordo, sem qualquer indício de querer fazer dieta ou colocar mesmo uma banda gástrica que o force a comer menos.    (Vanda Guerra, OBSR)
 
A CP esteve em greve. E os médicos também. E a seguir estarão os professores, depois os trabalhadores do Metro e depois os da Carris. Também não faltarão os da Transtejo e a seguir os enfermeiros.

E é esta a nossa vida. Somos reféns dos funcionários públicos que, não podendo ser despedidos, fazem da sua vida profissional o que bem querem. Reclamam melhores ordenados – sabendo-se que o valor médio de remuneração do sector público é superior ao do privado, nem me vou focar neste ponto.